tibério sá maia
Março, os recessos de toda ordem se findam. As suspensões temporárias das "grandes diligências" nesta consagrada terrinha foram respeitadas, mais uma vez, na mudança de ano.
Os poderes como judiciários, legislativos tomados como modelos e como tantos e tantos outros poderosos, apesar dos extraordinários antecipados, empurraram com a "barriga", as obrigações previamente ajustadas, e de braços, em cruz, como um "Ganges" amoroso acolhendo a praia e o calor do sol atraem os seus repousos merecidos e mordomados, com muita festança.
São imprescindíveis. As férias escolares dos filhos e netos que reforçaram o intento - ficaram também, para trás.
Agora, até o carnaval que, desde o mundo cristão medieval, correspondia ao período longo de festas religiosas, iniciadas no dia dos Reis Magos, o 6 de janeiro, e se estendiam à quarta-feira de cinzas. Nesse dia, em que muitos se benzem repudiando dali, para frente, a grata preguiça que fazia a pátria toda sentir ímpetos irresistíveis de dormir com calmaria, letargia e "lassais faires".
Concordo que os IIrm são talhados com aquelas matérias bem temperadas e aprovadas com todo louvor, nas lides diárias. Apenas como ninguém, eles não são de ferro. Eis a verdade.
Nem por isso, há impedimentos para os que não aceitam nenhuma justificativa para essa parada anual, na Grande Ordem.
E por quê? E pra quê? Tudo que se pensa e se proferiu, como motivo para essa folga estapafúrdia, é burlesco.
Eles atestam em sua contrariedade, que ninguém a fez por merecê-la.
Por que há cessação de trabalho, em que se descansa? A que trabalho podemos nos referir? Suas razões não barram em portas fechadas, ausência de janelas e nos disse que disse, em segredos de sempre.
Irmãos, devemos concordar que nenhum de nós é "uma ilha". Compomos uma grande família e vivemos um em função dos outros a ponto de que, nossas energias responsáveis pelo tal poder que alegam que temos, pela comprovada sabedoria, pela nossa força e pela irresistível beleza que apresentamos se esmaece a medida que nos distanciamos um dos outros.
Vejam bem, nesse mundo de meu Deus, uma série imensa de empreendimentos prestam serviços à humanidade, sejam religiosos, hospitalares, beneficentes, dos que dão simples informações a turistas perdidos, àqueles que se envolvem em complexos sistemas de transporte, nas grandes metrópoles, ou em distribuição de energia elétricas de várias fontes, etc. Não interrompem, nunca, seus afazeres.
Dependemos de inúmeros produtos que em sua transformação físico-química destroem toda uma fantástica unidade fabril, se seu processo sofrer uma interrupção.
Não basta que se poderiam evitar nas diversas Lojas Maçônicas, prevaleçam os fantásticos desperdícios. Levemos, em consideração os terrenos vazios, prédios, móveis, utensílios, em seus tempos de utilização. Suas principais dependências são ocupadas, não raras vezes, por apressados pares de horas mensais.
Redundando em pouco mais de um por cento de todos os seus reais proveitos. Eles se financiam com alto custo por requintados luxos. Sejam pagamentos de luz, água, alugueres, telefone, impostos, seguros, manutenções de prédio, trabalho de limpeza, salários de caseiro... Depreende-se que, nessa correria, para se retirar dali o menor resultado, em proveito de qualidade de vida de pensamentos puros de caracteres bons deve-se começar a avaliar bem a essência de cada objeto de que se lança mão.
Mas, já para começar o ano, dir-se-ia que foram motivos de pagodes colossais as peculiaridades apresentadas pelo seu calendário. Correram as listas na internet, em que estamos inscritos, com enorme júbilo, de curiosos programas apresentando elasticidade das datas feriadas, em finais/início de semana.
Mostram-nos todas, em posições estratégicas que permitem gozar-se as feriadas mais alongadas.
Naqueles mesmos dias ou momentos, em que nunca podem faltar Ônibus, trem, avião, metrô, elevador, luz, água, serviço de segurança, rádio, televisão, hospitais, médicos, dentistas, e mais uma quantidade incontável de atividades indispensáveis para todos.
Não deve ser indiferente, para o autêntico maçom, que não subsista a sua Loja Maçônica, ainda que temporariamente.
Em seu templo de referência universal não estejam programadas, sessões de qualquer espécie, por qualquer motivo. Não só aquele tempo, durante o qual se realiza um genuíno trabalho de fraternidade humana, ou, em que se deliberam posições essenciais pelo bem comum, pela igualdade dos homens, seja pelo ideal do grupo, nem se quer, apenas, pelo progresso da humanidade inteira, quando se visa a liberdade, mas principalmente pela evolução efetiva de cada ser humano, por si só. |