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tibério sá maia
Palestra Proferida
na ARLS Jorge
Adoum Nº 12
18/08/2004
Revisado em 15.08.2008
O dia nacional do Maçom
Nós nos afeiçoamos, com enorme facilidade, aos valores existenciais, elegidos, com naturalidade pela comunidade a que pertencemos. Estimamo-los profundamente a ponto de os reverênciar, de os consagrar e cultuá-los.
constituem-se os componente de nosso apego íntimo:-
A pátria ou torrão natal o berço em que criamos raízes;
Os nossos entes sagrados ou familiares;
os líderes ou os guias que nos orientam pelos nossos caminhos por associações ou organizações de caráter social, educacional, religioso, filantrópico que se propagam normalmente em nosso meio e que desenvolvem nossa auto-estima,
a fraternidade com que convivemos;
os nossos protetores;
os nossos benfeitores;
os acontecimentos que nos marcam;
a nossa história;
os símbolos;
e a força de do nosso povo.
Consagramos a cada um deles, entes, ocorrências ou objetos homenagens de nossa consideração sincera, mormente em datas especiais, inculcando, em nossa personalidade, o poder de ação, as forças, as vontades e os ânimos que eles nos insinuam e nos inspiram positivamente através dos nossos pensamentos.
Para um grupo a data de exaltação torna-se um dia de valor muito especial pela ligação com o verdadeiro sentido do que promovemos e está, por isso mesmo, em estreita ligação com as verdades centrais da nossa confiança íntima e o objeto da nossa libertação.
Perder o seu sentido daquilo que elevamos é ficar cada vez mais longe do que se consagra autenticamente na vida.
A preferência por datas se dá para tipos consignados às mães, ao soldado, à natureza e a determinados seres venerados. Podemos desdobrá-los a símbolos, a acontecimentos ou fatos imprevistos que tenham coincidido, no dia estabelecido e que deveriam ser ligados ao tema desejado.
Não obstante, ele é quase sempre espargido. O objeto que devemos glorificar extrapola os nossos domínios, os nossos limite de ação, nossas determinações e passa a se propagar e se populariza.
O Dia 20 de Agosto
O dia 20 de Agosto foi escolhido como o dia nacional do Maçom, por um grupo de Irmãos da Grande Loja Maçônica.
A efeméride se disseminou e foi bem aceita, em princípio, pelos membros das demais potências.
Atualmente, está generalizada, faz parte das principais agendas de apontamentos maçônico e profanos do país inteiro. Passou a ser acontecimento não mais inerente da Sublime Ordem, mas de toda nação brasileira.
O grupo de Irmãos da GL se baseou, no fato do Irm Gonçalves Ledo, Primeiro Vigilante da Augusta e Respeitável Loja Simbólica Arte e Comércio jurisdicionada ao Grande Oriente Brasílico, do Rio de Janeiro haver “Proclamado a Independência” do País, com veemência, dentro de sua Loja, o que é verdade, o que foi posto em votação o que foi aprovado, pelos presentes, no 20º dia do 6º mês maçônico do Ano da Verdadeira Luz de 5822.
Para esse grupo de Irmãos da Grande Loja, como para muitos, esse dia estaria em correlação com a data da homenagem. Consta que se tratou de um erro porque, na realidade, tratava-se, do dia nove de setembro do ano de 1822. (20 dias depois).
O calendário utilizado para esse registro - um calendário equinocial - adota que o ano inicia em 21 de março - equinócio de outono, no hemisfério Sul - de conformidade com o calendário convencional, gregoriano.
O ano é defasado e registra quatro mil anos, além do nosso; Nesse caso houve um erro de vinte dias para menos, ou seja foi estipulado como o dia vinte de agosto e não o dis nove de setembro.
Essas afirmações, acima, pertencem ao historiador maçônico Irm José Castellani.
O Grande Oriente Brasílico foi abatido por D Pedro I, aproximadamente, um mês depois, desses acontecimentos, em virtude de desinteligência entre seus membros. Hove descordância sobre o modelo que deveria vigorar quanto a emancipação do nosso país.
O grupo de seguidores do Irm Gonçalves Ledo desejava o total rompimento com o reino de Portugal. Os partidários do Irm José Bonifácio de Andrada e Silva pregavam uma convivência estreita entre os dois países. Não obstante a realeza do Irm Pedro I não era discutida, entre eles, uma vez que todos o aceitavam, no comando do governo do Brasil. Tampouco era questionada a Emancipação do País. Incontestavelmente, os maçons brasileiros, em atividade, queriam-na, preconizavam-na com todas as forças, porque acreditavam nas suas vantagens e nas suas validades e virtudes para o bem do povo brasileiro.
Como tantas outras emancipações, os acontecimentos do dia 7 de setembro de 1822, não se deram isoladamente.
Os movimentos dos maçons brasileiros visando à libertação do Brasil das garras dos europeus devem ser relembrados conjuntamente, nesse dia 20 de agosto, em que se celebra o Dia Nacional do Maçom.
De cada um deles devemos nos ufanar muito, seja da inconfidência Mineira, da Revolução Pernambucana de 1817, ou da "pugna imensa" do dia 2 de julho, na Bahia. |