Samaúma

 

 

 

 

 

 


Sérgio Quirino Guimarães
ARLS Presidente Roosevelt 025
Segundas-feiras, Templo 801
Palácio Maçônico - Grande Loja
Belo Horizonte - Minas Gerais
0 xx 8853-2969
quirino@roosevelt.org.br
Ano 05 - artigo 47 - número sequencial 329
Sinto muito. Me perdoe. Te amo. Sou grato. Quatro frases que transformam qualquer realidade negativa. Pratique!

 

 

AS VELAS NA MAÇONARIA

 

 

 

 

Sérgio Quirino Guimarães

 

 

 

Saudações estimado Irmão,
aprendi em Portugal mais um pouco sobre
AS VELAS NA MAÇONARIA

 

 




Um dos propósitos da Expedição à Portugal além das visitas e intercâmbios com Irmãos Lusitanos, foi disponibilizar aos integrantes material para que os mesmos desenvolvessem Pranchas de Arquitetura e apresentassem em suas Lojas, ocupando o Quarto de Hora de Estudo, afinal todos nós somos responsáveis pela qualidade dos trabalhos das Oficinas. Na visita a Biblioteca do Grande Oriente Lusitano, tiveram acesso a documentos e livros raros, no Museu Maçônico, permitiram até que eles tirassem fotos e também tiveram a oportunidade de comprar livros maçônicos. Sem contar que foram agraciados pelo Irmão António Lopes com exemplares do seu livro “A Maçonaria Portuguesa e os Açores”. Nesta oportunidade tive contato com a Revista Grémio Lusitano, que na verdade pela qualidade gráfica e de conteúdo, esta mais para um livro do que uma revista, são 96 páginas de beleza e cultura únicas. Foi justamente no exemplar de número 15 que encontrei o mais perfeito trabalho sobre as Velas na Maçonaria, o autor é o Irmão Manuel Pinto dos Santos. Há anos defendo que certas “modernidades” não são adequadas aos trabalhos maçônicos. A Loja ter iluminação elétrica, tudo bem, mas substituir as velas dos altares ou dos tocheiros por lâmpadas É PROFANAÇÃO. Vejam quão profundo é a manifestação do autor: “O ritual do acender as velas, ou seja de dar a “Luz” ao Templo, tornando-o um espaço sagrado é de enorme complexidade e que tem inúmeras variantes conforme Ritos e dentro de cada um deles, conforme as opções filosóficas adoptadas. Assentemos neste princípio simples: a vela representa o instrumento através do qual o espaço da Loja se transforma em Templo. Este axioma leva a que a prática ritual do acender as velas seja de uma dignidade, espiritualidade ou esoterismo, ou mesmo metafisismo, conforme o ponto de vista em que se colocar, que ela tem de ser particularmente sentida por cada um e pelo colectivo do grupo.” O artigo é todo interessante, e não tenho como transcrevê-lo integralmente. Na bibliografia temos duas referências que endossam a qualidade do trabalho: Maçonaria Azul, ou Symbólica. Novo Guia do Franco-maçon do Rito FFrancez, ou Rito Moderno Compilado pelo Ven.. de uma Resp.. off.. da obediência, Leiria, 1908 e Manuel Maçonnique ou Tuilleuer dês divers Rites de Maçonnerie pratiques em France, Paris, 2º Ed. 1830. Reflitam ainda sobre estas duas passagens do artigo: 1) “Para apagar a vela deve ser utilizado um apagador, mas jamais deve ser assoprada a vela, pois o sopro – segundo os cultores do Fogo na Pérdia – para além de apagar o símbolo perfeito da divindade, pode conter doenças. Mas outra explicação pode ser dada: a vela não deve ser assoprada porque isso corresponde a uma vontade de desintegrar a luz com o nosso espírito (ar-sopro vital) fazendo-a extinguir; pelo contrário, o apagar da vela com um apagador faz com que ela mude o seu estado ficando reintegrada no universo, onde existe sob múltiplas formas. Não é de se estranhar portanto, que o Mestre de Cerimónias segundo alguns rituais profina a seguinte expressão: “Venerável Mestre, a luz por agora extinguiu-se no Templo, mas ela continua acesa nos nossos corações para nos guiar nas trevas do mundo profano”. 2)”Daqui se infere a importância que a chama tem para os rituais da Maçonaria, não falando já da terceira prova do iniciado ao grau de aprendiz, que é purificado pelo fogo, ou seja simbolicamente pela chama de uma vela. É aliás, a idéia de purificação que encontramos também no acender das velas em Templo, uma vez que de alguma forma a luz “purifica” – ou pacifica – os corações dos obreiros presentes”. Há ainda a observação que ao acendermos uma vela estamos trabalhando com três poderosos elementos: LUZ – FOGO – CALOR O fogo é uma manifestação de combustão rápida com emissão de luz e calor. O fogo é constituído por três entidades distintas, que compõem o chamado "Triângulo do Fogo". São eles o combustível (aquilo que queima, como a parafina), o comburente (entidade que permite a queima, como o oxigênio) e o calor. Sem uma ou mais dessas entidades, não pode haver fogo. IGNIS NATURA

RENOVATUR INTEGRAM.

De acordo com o PROMAÇOM cujo programa visa à integração das Lojas Maçônicas, segue em anexo, o quadro com as atividades das Lojas que se reúnem na avenida Brasil 478 e, de algumas situadas fora do Palácio Maçônico.

 

 

 


Grato pela atenção
TFA
Quirino