Assunto |
Maçonaria na Independência do Brasil |
De |
Sergio Quirino |
Para |
Samaúma |
Enviados |
4 de setembro de 2011 |
rIrm Sérgio Quirino Guimarães *
Saudações estimado Irmão,
afinal qual é a verdadeira história da
MAÇONARIA NA INDEPENDÊNCIA DO BRASIL?
(Atenção às datas sublinhadas) Que Irmãos Maçons circulavam pelas “Terras Brasillis” desde Século XVIII é sem dúvida uma possibilidade. Mas a partir do dia 15 de novembro de 1815 tornou-se uma realidade inquestionável. Pois nesta data foi fundada a Loja Maçônica Comércio e Artes, sob o manto do Grande Oriente Lusitano (Grande Oriente de Portugal). Porém está Loja teve suas Colunas abatidas até 24 de junho de 1821. Em 09 de janeiro de 1822, o Irmão José Clemente Pereira, presidente do Senado da Câmara, pronunciou inflamado e contundente discurso pedindo para que Dom Pedro I permanecesse no Brasil, ao que o Príncipe responde: “Como é para o bem de todos e felicidade geral da nação, estou pronto, diga ao povo que fico” (Dia do Fico). Em 13 de maio de 1822 Maçons fluminenses, tendo a frente o Irmão Joaquim Gonçalves Ledo resolvem outorgar ao Príncipe Regente o título de “Príncipe Regente Constitucional e Defensor Perpétuo do Reino Unido do Brasil”, oferecido pela Maçonaria e pelo Senado. Também em maio de 1822, influenciado pelo Irmão José Bonifácio de Andrada e Silva, D. Pedro assina o Decreto do “Cumpra-se”, segundo o qual só vigorariam no Brasil as Leis das Cortes portuguesas que recebessem o cumpra-se do príncipe regente. Até em Portugal havia Maçons que visualizavam a Independência do Brasil, pois a história relata que em 21 de maio de 1822, em sessão das Cortes Portuguesas, o Irmão Monsenhor Muniz Tavares teria defendido: “-Talvez os brasileiros se vissem obrigados a declarar sua independência de uma vez.” Em 02 de junho de 1822, o Irmão José Clemente Pereira leu o discurso redigido pelos Irmãos Joaquim Gonçalves Ledo e Januário Barbosa, que explanavam da necessidade de uma Constituinte. Dom Pedro I comunica a Dom João VI que o Brasil deveria ter suas Cortes e convoca uma Assembléia Constituinte para elaborar uma Constituição para Brasil. Também em 02 de junho, José Bonifácio, com outros maçons, funda a sociedade secreta "Nobre Ordem dos Cavaleiros de Santa Cruz", melhor conhecida com o nome de "Apostolado", da qual fez parte D. Pedro, com o título de Arconte-Rei. (Esta sim! Era uma Sociedade realmente secreta). A Loja Comércio e Artes devido ao seu grande número de Obreiros e com certeza, também por conta de interesses políticos, resolveu dividir seu Quadro em três grupos, nascendo assim as Lojas “Esperança de Niterói” e “União e Tranqüilidade”. Havendo três Lojas decidiram criar o “Grande Oriente Brasílico ou Brasiliano” em 17 de junho de 1822. José Bonifácio de Andrada e Silva é eleito o primeiro Grão-Mestre, tendo Joaquim Gonçalves Ledo como 1º Grande Vigilante e o Padre Januário da Cunha Barbosa como Grande Orador. No dia 02 de agosto de 1822, o Irmão José Bonifácio propôs e realizou a Iniciação de Dom Pedro I, (Irmão Guatimozim). No dia 05 de agosto, o Irmão Joaquim Gonçalves Ledo, que ocupava a presidência dos trabalhos, dispensou o interstício e Dom Pedro I foi exaltado ao Grau de Mestre. Ainda em agosto de 1822 o Irmão Dom Pedro I, tomou a medida mais dura em relação a Portugal, declarou inimigas as tropas portuguesas que desembarcassem no Brasil sem sua autorização. Em viagem para apaziguar os ânimos dos interioranos desde 14 de agosto, na madrugada de 07 de setembro, Dom Pedro I encontrando-se com emissários do Ministro e Irmão José Bonifácio. As notícias que lhe trouxeram o fizeram bradar: “As Cortes me perseguem, chamam-me com desprezo de rapazinho e de brasileiro. Verão agora quanto vale o rapazinho. De hoje em diante estão quebradas as nossas relações; nada mais quero do governo português e proclamo o Brasil para sempre separado de Portugal. Independência ou Morte!”. Em 04 de outubro de 1822, numa jogada política de Ledo, Dom Pedro I foi eleito e empossado no cargo de Grão-Mestre, do GOB. No dia do seu aniversário, 12 de outubro, o Irmão Dom Pedro I foi aclamado Imperador e Defensor Perpétuo do Brasil. Tudo muito bonito e emocionante para nós Maçons e brasileiros. PORÉM, a história tem seus segredos, veja que cronologia sui generis:
17/06/1822 = Fundação do Grande Oriente Brasiliano.
02/08/1822 = Iniciação de Dom Pedro I.
05/08/1822 = Exaltação de Dom Pedro I.
07/09/1822 = Proclamação da Independência do Brasil.
04/10/1822 = Dom Pedro I empossado como Grão-Mestre do GOB.
21/10/1822 = O Grão-Mestre (Imperador) manda que se suspendam os trabalhos do GOB
25/10/1822 = O Imperador (Grão-Mestre) decreta o encerramento das atividades maçônicas no Brasil. Vários maçons são presos, o Irmão Ledo foge para a Argentina.
25/03/1823 = O Apostolado consegue aprovar a nova Constituição Brasileira.
23/07/1823 = O Apostolado é violentamente fechado.
20/10/1823 = Dom Pedro I proíbe as sociedades secretas do Brasil, sob pena de morte ou de exílio.
07/04/1831 = Dom Pedro I abdica do Trono e retorna a Portugal.
23/11/1831 = O GOB restabelece suas atividades, José Bonifácio retorna ao cargo de Grão-Mestre.
As grandes perguntas são: - O que teria acontecido? E o Irmão Dom Pedro I como foi recebido pela Maçonaria Lusitana?
De acordo com o PROMAÇOM cujo programa visa à integração das Lojas Maçônicas, segue em anexo, o quadro com as atividades das Lojas que se reúnem na avenida Brasil 478 e, de algumas situadas fora do Palácio Maçônico.
EXPEDIÇÃO MAÇÔNICA: Na próxima quarta-feira, dia 07 de setembro viajo em direção a Portugal. Vou ao encontro dos Irmãos do Grande Oriente Lusitano e da Grande Loja Regular de Portugal, vamos tratar de detalhes sobre o Seminário Maçônico Brasil Portugal. É hora de resgatarmos a bandeira inequívoca da Maçonaria contemporânea que é a de fortalecer um de seus mais caros valores: a Universalidade. No dia da Independência viajo com a intenção de ver nascer um Novo Reino Unido – Maçonaria Luso-brasileira. Manterei os Irmãos informados.
Grato pela atenção
TFA
QUIRINO |