Samaúma - Portal Maçônico

 

 

 

 

 






 

 

 

* Sérgio Quirino Guimarães
ARLS Presidente Roosevelt 025
Segundas-feiras,
Templo 801
Palácio Maçônico
Grande Loja
Belo Horizonte – Minas Gerais
0 xx 8853-2969
Ano 05 – artigo 18 – número seqüencial 300

quirino@roosevelt.org.br

 

 

 

GRAU DE NAUTA

 

 

 

 

 

rIrm Sérgio Quirino Guimarães *

 





Saudações estimado Irmão,
retornando do Rio de Janeiro, apresento o
GRAU DE NAUTA

 


Este Grau é relativamente pouco conhecido pelos Maçons brasileiros, pois tratasse de um Grau Superior do Rito de York pelo Sistema Inglês. Na verdade não existe o “Rito de York”, em outro artigo trataremos do assunto, no momento para melhor compreensão do texto, incorrerei neste erro.

Há duas vertentes dos Graus Superiores do Rito de York; pelo Sistema Americano temos os Graus Capitulares, Graus Crípticos e os Graus de Cavalaria que se sucedem de forma linear. Já pelo Sistema Inglês, começamos pelo Grau de Mestre Maçom da Marca (que é quase um grau paralelo ao Grau de Mestre Maçom) e em seguida temos a oportunidade de fantásticas instruções adquiridas através do Grau de Nauta da Arca Real.

Não cabe aqui a exposição da ritualística, mas nada me impede de trazer aspectos que despertem em você a vontade de saber um pouco mais sobre o tema, pesquisar e fazer uma Prancha de Arquitetura para apresentá-la em sua Loja, fomentando assim os Irmãos a continuarem os estudos.

Os Graus Superiores são independentes dos Graus Simbólicos, ou seja, você pode e deve fazer os Graus Superiores de Ritos diferentes do Rito simbólico que pratica, logicamente tendo os pré-requisitos necessários. Há uma frase que diz que um homem de um único livro, é um homem de uma única opinião, então permita-se aprender mais.

Retornando ao tema lhe digo que o “ambiente” e os “instrumentos” disponibilizados nos trabalhos de um Nauta, não são mais de um pedreiro, a construção não é mais de um Templo, agora estamos trabalhando em uma Nau (navio) e um nauta é aquele que navega (navegante). E qual foi a grande nave náutica (mítica é claro) que podemos universalizar e que há séculos permanece e permanecerá na história? É a Arca de Noé e tudo que envolve sua construção e seus propósitos. Os valores intrínsecos a esta lenda nos remetem a profundas reflexões sobre a relação criatura e Criador. Noé personifica valores essenciais ao todo Maçom e vários Ritos usam em seus trabalhos uma derivação hebraico de “Noé”, que é “Noaquita”.

Na segunda edição das “Constituições de Anderson”, há uma referência muito bonita, pois conclama que os Maçons devam observar as Leis morais de um Noaquita: 1º Abster-se de idolatria. 2º Honrar o santo nome de Deus. 3º Jamais ser homicida. Noé teve três filhos: Sem, Cam e Jafet e sua epopéia esta escrita no Livro da Lei em Gênese nos Capítulos 5 ao 9, mas é no Manuscrito de Graham que encontramos uma lenda muito interessante. No Vade-Mécum Maçônico, “Do Meio-Dia à Meia-Noite” do Irmão João Ivo Girardi, na página 451 esta transcrito: “Após o dilúvio – muitos anos depois, os três filhos de Noé estavam visitando outras terras; quando regressaram, souberam que seu pai há pouco havia morrido e havia sido enterrado nas foldas do Monte Ararat.

Supondo que o pai tinha algum objeto, ou alguma coisa qualquer que representava a sua aliança com Deus; depois de procurar inutilmente em casa, resolveram procurá-la no túmulo do pai, pois o mesmo podia tê-lo levado consigo para a sepultura. Lá chegando, removeram toda a terra até deixar o corpo descoberto.

Devido ao tempo, o corpo já estava em decomposição, tornando tudo mais difícil. Mesmo assim, um deles tentou levantar o corpo, segurando-o pelo dedo indicador, juntando o seu pé direito ao pé do cadáver; colocando-o a mão esquerda às costas do mesmo; mas ao fazer força, o dedo despregou-se da mão.

Ele formou uma garra segurando o pulso do cadáver, o pulso desligou-se do braço. Então ele levou a mão até o cotovelo e levantou o cadáver, encostando-o em seu próprio peito, quase colando rosto no rosto. Assim feito os dois irmão fizeram uma vistoria no túmulo e depois no cadáver. Nada encontrando, um deles, voltando a cabeça e os olhos para o céu, disse “Jehová, nos ajude”. É ou não é muito interessante?

 

De acordo com o PROMAÇOM cujo programa visa à integração das Lojas Maçônicas, segue em anexo, o quadro com as atividades das Lojas que se reúnem na avenida Brasil 478 e, de algumas situadas fora do Palácio Maçônico.

 

AGRADECIMENTOS: Aos Irmãos da ARLS Luz, Amor e Liberdade e da ARLS Águia das Alterosas ambas do Oriente de Belo Horizonte que participaram ativamente da palestra que ministrei na última quarta-feira. Agradeço também a acolhida sempre calorosa dos Irmãos Francisco Miranda (Grande Secretário de Ritos da Grande Loja Maçônica do Estado do Rio de Janeiro) e Hélio de Moura Filho (Assessor Especial do Grão Mestre Irmão Waldemar Zweiter da GLMERJ) que ontem assumiu o Cargo de Venerável Comandante da Loja de Nautas da Arca Real Dom Pedro I Nº 8 no registro da Antiga e Honrosa Fraternidade de Nautas da Arca Real da Grande Loja de Mestres Maçons da Marca do Estado do Rio de Janeiro. Dedico este meu 300º artigo, a estes Irmãos que realmente trabalham em prol da verdadeira Maçonaria. No site http://picasaweb.google.com/irquirino estão algumas fotos que registram a posse do novo Venerável Comandante, não lhes enviei diretamente para não sobrecarregar sua caixa postal.

 

 

 

 

Grato pela atenção.
TFA
QUIRINO