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rIrm Sérgio Quirino Guimarães *
Saudações estimado Irmão,
retornando de Sabará – MG
relaciono MAÇONARIA E MÚSICA
Não é necessário explicar o que todos nós sentimos, invariavelmente mudamos o nosso comportamento conforme o estímulo sonoro presente no ambiente que estamos.
Nossas Oficinas são estruturas materiais onde laboramos em prol dos Templos morais/espirituais.
O que acontece é que na maioria das vezes nos envolvemos em atividades enervantes antes das sessões e precisamos de apoio para nos sintonizar com os Irmãos e com a Ordem.
Observe que nas religiões, seitas, instituições de enlevo ou ordens para a evolução há sempre três elementos que visam estabelecer uma harmonia do ambiente e do grupo e estes elementos estão ligados a três sentidos.
O primeiro é a visão: uma iluminação adequada seja luz, sombra e trevas no momento certo nos remetem à interiorização. O segundo é o olfato: aromas nos despertam lembranças, por isso e por outras coisas mais, um bom incenso traz força e vigor aos nossos trabalhos. O terceiro é a audição: o som é a propagação de uma onda mecânica, esta onda se propaga de forma circuncêntrica, e tenham certeza que não são só os ouvidos (tímpamos) que reagem a estas vibrações.
Estas ondas interagem com nossos corpos, seja o material, o mental e o espiritual. Devemos antes mesmo do início dos trabalhos termos música ecoando nas Oficinas; logo ao entar o Irmão estaria mergulhando em vibrações positivas, a presença do “bom som” evita inclusive a algazarra de alguns Irmãos, não confundam seriedade com severidade mas o Ambiente Maçônico é Sacro, determinadas piadinhas e comentários estão mais para as Masmorras do que para os Templos.
Em verdade, durante toda a sessão é salutar que tenhamos o “bom som” e eu me refiro aos clássicos, a música erudita e apenas instrumental, não por conta de gosto pessoal, mas sim por padrões vibracionais de uma sutileza que ultrapassa a percepção fisica e que só são alcançados (os padrões vibracionais de enlevo) através de músicas criadas por gênios.
Os Maçons apreciam os números e suas relações matemáticas, talvez para a maioria dos Irmãos seja novidade a ligação da matemática com a música. O grande Pitágoras pesquisou e encontrou as razões matemáticas por trás dos sons e elas governam todo o Universo. Para seus discípulos (pitagóricos) a música é símbolo do cosmo e um meio para alcançarmos o equilíbrio do homem e do espírito.
Uma curiosidade musical tem haver com nosso PATRONO: Durante a Idade Média um monge italiano resolveu nomear as notas musicais, as seis primeiras sílabas foram tiradas das primeiras seis frases de um hino a São João Batista, que é este:
Ut queant laxis, (tempos depois o UT foi substituído pelo DÓ por uma questão de solfejo)
Resonare fibris,
Mira gestorum,
Famuli tuorum,
Solve polluti,
Labii reatum.
Sancte Ioannes (alguns autores não incluem esta última frase no hino).
Eu conheço duas traduções: "Para que os teus servos possam cantar as maravilhas dos teus atos admiráveis, absolve as faltas dos seus lábios impuros" e “Para que possam ressoar, com grandes emoções, as maravilhas de teus feitos, limpa a maldade do lábio manchado de teus servos, ó São João.”
A música em nossos labores é tão importante que o oficial responsável por ela tem o título de Mestre de HARMONIA.
É importantíssimo que valorizemos a música em nossa vida, que cada Maçom procure e também disponibilize a sociedade o prazer de nutrir a alma e o espírito com o néctar de Orfeu. Assim bem fez a ARLS Confidentes do Rio das Velhas do oriente de Sabará e jurisdicionada a GLMMG que ontem à noite promoveu o 1º Grande Concerto Natalino Maçônico no Teatro Municipal de Sabará, noite de enlevo e foi muito glamurosa. Quem quiser conhecer um pouco dessa acolhedora cidade pode ir ao site http://picasaweb.google.com/irquirino mas garanto que pessoalmente é muito melhor.
De acordo com o PROMAÇOM cujo programa visa à integração das Lojas Maçônicas, segue em anexo, o quadro com as atividades das Lojas que se reúnem na avenida Brasil 478 e, de algumas situadas fora do Palácio Maçônico.
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AGRADECIMENTO: Fica registrado o meu mais profundo agradecimento aos Irmãos da Sétima Região Litúrgica do Oriente de São João Del Rey – MG, foi uma grande honra o convite para trabalhar como Mestre de Cerimônias nos Graus 28 e 29 junto ao Conselho de Cavaleiros Kadosch Hervê Cordovil (31 anos de fundação), a noite de terça-feira, dia 14 foi inesquecível. Muito obrigado por tudo!
PARABÉNS: Aos Irmãos da ARLS Luz do Universo do Oriente de Belo Horizonte, que na noite de quinta-feira, dia 16 encerraram suas atividades desse semestre com um bem elaborado Banquete Maçônico. É tão prestigiosa a Oficina que estiveram presente o Grão Mestre, autoridades do Legislativo, autoridades do Judiciário, Veneráveis Mestres e Irmãos de outras Potências. Mais farto que “os comes e bebes”, foram as fortes vibrações da Egrégora formada. Viva! Viva! Viva!
Grato pela atenção.
TFA
QUIRINO |