Samaúma - Portal Maçônico

 

 

 

 

 





 

 

* Sérgio Quirino Guimarães
ARLS Presidente Roosevelt 025
Segundas-feiras,
Templo 801
Palácio Maçônico
Grande Loja
Belo Horizonte – Minas Gerais
0 xx 8853-2969
Ano 04 – artigo 43 – número seqüencial 272

quirino@roosevelt.org.br

 

 

 

JUSTIÇA MAÇÔNICA

 

 

 

 

 

rIrm Sérgio Quirino Guimarães *

 

 

 


Saudações estimado Irmão,
diretamente de Araxá-MG
trataremos sobre a
JUSTIÇA MAÇÔNICA

 

 

 





Aristóteles foi um filósofo grego que viveu 300 anos antes de Cristo, foi aluno de Platão e professor de Alexandre, o Grande. Pregoava que o termo justiça denota, ao mesmo tempo, legalidade e igualdade.

Assim, justo é tanto aquele que cumpre a lei (justiça em sentido estrito) quanto aquele que realiza a igualdade (justiça em sentido universal).

Automaticamente pensamos nos preceitos maçônicos, mas se agimos assim por que será que precisamos de Justiça Maçônica? A resposta está nos bons dicionários: “O termo justiça (do latim iustitia, por via semi-erudita), de maneira simples, diz respeito à igualdade de todos os cidadãos.

É o principio básico de um acordo que objetiva manter a ordem social através da preservação dos direitos em sua forma legal (constitucionalidade das leis) ou na sua aplicação a casos específicos (litígio).”

É neste sentido que foram criados os Tribunais Maçônicos, lembrando que o mais importante é o que se constitui dentro de uma Loja Simbólica para MANTER A ORDEM SOCIAL.

Não há como fantasiar que não temos problemas, que alguns membros infligem as leis ou simplesmente não a cumprem. Seja como for, peço aos Irmãos que antes de se envolverem em litígios, avaliem se um pedido de desculpas não resolveria a questão, ou o retorno ao CUMPRIMENTO dos juramentos não restabilizaria a Oficina ou qualquer deliberação onde subjulguem paixões e principalmente intransigências. Pode até parecer um simples clichê, mas realmente acredito que “Roupa suja, se lava em casa”.

Muito cuidado ao levarem uma situação interna às Câmaras Superiores, é um direito inalienável de ambas as partes, mas não agrega nada à Sublime Ordem. Os Maçons não cometem crimes, cometem delitos e quem melhor para orientar o infrator do que seus Irmãos mais próximos? Dentro de uma Loja temos a possibilidade do intercâmbio de opiniões dos mais novos e dos mais experientes.

Quando a divergência se torna um processo, a situação muda pois os Juízes não julgam os Irmãos, julgam os processos. O voto é baseado no que foi arrolado aos autos e no cumprimento estrito das Leis. Ás vezes por um erro na formatação do processo a decisão pode ser mudada, por exemplo: se a Loja tem um Irmão com comportamento inconveniente e esta decide por sua expulsão, deverá tomar todas as medidas legais, (basta enviar correspondências sem AR) e se o processo chegar a uma Câmara Superior, a decisão da Loja pode ser contestada.

A aplicação do direito ou seja da Justiça “implica, também, em alteridade. Uma vez que justiça equivale a igualdade, e que igualdade é um conceito relacional, é impossível, segundo Aristóteles e São Tomás de Aquino praticar uma injustiça contra si mesmo.

Apenas em sentido metafórico poderíamos falar em injustiça contra si, mas, nesse caso, o termo injustiça pode mais adequadamente ser substituído por um outro vício do caráter”.

Não nos esqueçamos que “Levantamos Templos à Virtude e cavamos Masmoras ao VÍCIO! Finalizo com todo respeito citando o Compêndio do Catecismo da Igreja Católica, número 381:

O que é a justiça?

A justiça consiste na constante e firme vontade de dar aos outros o que lhes é devido. A justiça para com Deus é chamada «virtude da religião». Mas, o que tem haver Araxá com Justiça? A palavra Araxá, vem da língua tupi e significa “lugar onde primeiro se avista o sol". Quem nasce lá tem a face voltada para o Oriente, aspira por Luz e não é a Justiça a mais forte das forças que afasta as trevas?

No site http://picasaweb.google.com/irquirino estão algumas fotos que tirei durante a posse dos novos Juízes da Egrégia Câmara Superior de Recursos e durante minha estada em Araxá, junto com os Irmãos das Lojas Ação e Silêncio 043, Luz e Progresso 189, Obreiros da Paz 282 (todas da GLMMG), Urciano José Ribeiro 184 (GOMG) e Vigilantes do Araxá 2479 (GOB-MG) não lhes enviei diretamente para não sobrecarregar sua caixa postal. De acordo com o PROMAÇOM cujo programa visa à integração das Lojas Maçônicas, segue em anexo, o quadro com as atividades das Lojas que se reúnem na avenida Brasil 478 e, de algumas situadas fora do Palácio Maçônico.

 


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DEDICO este artigo aos meus colegas da Egrégia Câmara Superior de Recursos da GLMMG, Ilustríssimos Juízes, que todos os nossos trabalhos sejam tratados aos influxos dos sãos princípios da Ética e da Justiça.

AGRADECIMENTO: Eta povo bom este do planalto do Alto Paranaíba, são pessoas doces como as compotas, firmes como os queijos, alegres como os licores e saudáveis como as águas termais. O tempo passou muito rápido porque os intercâmbios foram fantásticos, penso que ensinei pouco, mas tenho a certeza que aprendi muito. Os senhores estão de PARABÉNS ! ! !




Grato pela atenção.
TFA
QUIRINO