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Conheça mais sobre São João
do ponto de vista da Maçonaria

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SÃO JOÃO NOSSO PADROEIRO???

 

 

 

Sérgio Quirino Guimarães



Saudações estimados Irmãos,
podemos realmente dizer
SÃO JOÃO NOSSO PADROEIRO???

 

 

Neste artigo não tenho a menor pretensão de vincular datas dos equinócios e solstícios, dias de fundação, tradição européia do onomástico, se é o “Batista” ou o “Evangelista” peço apenas que os Irmãos acompanhem minha linha pensamento, questionem, pesquisem e promovam em sua Oficina um intercâmbio sobre a expressão “São João nosso padroeiro”.

Esta frase não lhes soa bem religiosa?

E de uma linha religiosa especifica. Se a Maçonaria é uma Instituição que visa transformar a Humanidade pelo amor, pela tolerância, pela igualdade e respeitando a religião de cada um, como pode eleger um protetor espiritual católico?

Como ficam nossos Irmãos protestantes? Será que algum Irmão Judeu abre a Loja em honra ao Profeta Elias?

O HOMEM João, filho do sacerdote Zacarias e Isabel foi um profeta que tinha a alcunha de “Batista”, foi um ser que conduziu sua vida dentro de virtudes que nós Maçons podemos admirar, divulgar, copiar mas não santificar.

Maçonaria não é religião! O estereótipo que nós passa as imagens de João o Batizador, são oriundos do voto de nazireado que ele havia feito.

São três aspectos principais:

a) Para manter-se mentalmente são, devería abster-se de vinho ou qualquer bebida fermentada e de alguns alimentos;
b) para lembrar sempre que está sujeito a Deus, não cortava os cabelos;
c) não tocava nos mortos para manter-se cerimonialmente puro. Dentro de sua crença pregava o abandono dos vícios e o fortalecimento das virtudes, mas não só de preocupava com os aspectos espirituais do povo, pela Liberdade enfrentou o tirano da época (Herodes Antipas I), tratava a todos com Igualdade, batizava judeus e gentios e demonstrou Fraternidade ao enviar seus discípulos para outro Mestre mais evoluído que ele.

Só silenciou-se quando teve a cabeça separada de seu corpo. O grande questionamento está na palavra PADROEIRO, do latim patronariu que significa: O que tem o direito do padroado.

E padroado (latim patronatu) é o direito de protetor, adquirido por quem fundou ou dotou uma igreja. Direito de conferir benefícios eclesiásticos.

Acredito que o certo sería PATRONO do latim patronu. Na antiga Roma, era o cidadão ao qual estavam ligadas pessoas livres.

Penso que o problema se deu por contra das traduções; hoje em dia se procurarmos nos dicionários tanto Padroeiro como Patrono designam protetor, defensor, e eu pergunto do que São João vai nos proteger e de que forma nos defenderá?

Cuidado com as respostas, Maçonaria não é religião. O termo padroeiro é culturalmente usado para vincular sacro e profano, e assim termos um intermediador espiritual em prol de nossa causa; São Cristóvão padroeiro dos motoristas, Nossa Senhora Aparecida padroeira do Brasil e temos Santo Isidoro de Sevilha padroeiro da Internet.

Já patrono, foi um homem que quando viveu deixou uma marca, exemplos para que seus semelhantes imitassem, Duque de Caxias, patrono do Exército Brasileiro; Tomás Antônio Gonzaga, patrono da Cadeira número 37 da Academia Brasileira de Letras.

Finalizando peço aos Irmãos que reflitam sobre a seguinte frase: Em honra ao G.A.D.U. e a João o Batizador, nosso Patrono, está fechada......

Só mais uma coisa, evitem usar nas Sessões Publicas o nome de São João, sempre tem aquele profano mais esperto que sai com a certeza de que Maçonaria é religião, ele vê as Colunas “J” e “B” e tem a certeza que são as iniciais de João Batista.

A intenção deste pequeno artigo é despertar em você a vontade de saber um pouco mais sobre o tema, pesquisar e fazer uma Prancha de Arquitetura para apresentá-la em sua Loja enriquecendo nosso Quarto de Hora de Estudos.

Lembrem-se que todos nós, independente do Grau ou do Cargo, somos responsáveis pela qualidade das Sessões Maçônicas. De acordo com o PROMAÇOM cujo programa visa à integração das Lojas Maçônicas, envio-lhes em anexo, o quadro com as atividades das Lojas que se reúnem na avenida Brasil 478 e, de algumas situadas fora do Palácio Maçônico.

Grato pela atenção.

TFA
Quirino