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Sérgio Quirino Guimarães
ARLS Presidente Roosevelt 025
Segundas-feiras, Templo 801
Palácio Maçônico – Grande Loja - Belo Horizonte – Minas Gerais
0 xx 8853-2969
quirino@roosevelt.org.br
Ano 03 – artigo 37 – número seqüencial 214

 

HISTÓRIA DAS LOJAS

 

 

 

 

Sérgio Quirino Guimarães

 

 

 

Saudações estimado Irmão,
saibamos conservar a
HISTÓRIA DAS LOJAS


Cabe basicamente ao Historiador da Oficina (e todas devem te-lo), copilar os fatos históricos da Loja e promover a publicação das peças arquitetônicas dos Irmãos ou de qualquer matéria de interesse da Loja ou da Ordem.

Parece simples e elementar, mas quantas Lojas você conhece que conservam sua memória? Cada Loja é uma “célula” de um “corpo” chamado Sublime Ordem Maçônica, não estamos falando de Potências, Obediências ou Orientes, mas sim da Maçonaria Universal.

Tudo o que fazemos em nossa Oficina representa um quinhão da história. Os fatos históricos são como perfumes, tendem a se perder no ar.

Não pensem que apenas os balaústres são os registros históricos da Loja, também o são, mas dificilmente eles contam os fatos que precederam as reuniões. Por exemplo: No Balaústre consta que os Irmãos resolveram reformar o Templo e que foi aprovado por todos, pois era notória a necessidade da mesma.

Em um livro a parte deve o historiador relatar detalhes de como estava o Templo, quais foram os Irmãos responsáveis por cada detalhe da empreitada, registrar através de fotos as mudanças realizadas.

É imprescindível que a Loja tenha registrado todos os dados de seus membros: Datas de nascimento, iniciação, elevação, exaltação, instalação, cargos ocupados, graus alcançados, motivo e data de sua saída, profissão, nacionalidade, nome da cunhada e dos sobrinhos, trabalhos feitos em prol da Ordem, condecorações e também de grande importância, os DADOS EXTRAMAÇÔNICOS.

A história de uma Loja e de seus membros são instruções para os Maçons das futuras gerações, “SÓ AMAMOS AQUILO QUE CONHECEMOS”. Um dos melhores trabalhos que conheço de respeito e conservação de nossa história é o executado pela Loja Maçônica Charitas II do Oriente de São João Del Rei; esta Loja já editou dois volumes contando sua história que iniciou-se em 27 de outubro de 1895.

Com o devido pedido de licença aos Irmãos dessa Poderosa Oficina, vou transcrever uma parte de sua história, peço aos leitores que observem a quantidade de informações históricas e instruções maçônicas presentes: “Emilio Röhe – Iniciado a 14 de junho de 1896 .........; No. De Ordem na Loja: 55 ....... Trata-se de um Irmão de raras qualidades maçônicas e, certamente, profanas.

Extremamente ativo, exerceu vários cargos, participou de várias comissões. Primeiro Vigilante em 1988, é eleito Venerável em 1899, quando chega também ao Grau 33.

Nesse mesmo ano, participa de uma comissão para “compra ou construção de casa” para a Loja. Reeleito e empossado Venerável nos anos de 1900, 1901, 1902 e 1903. Em 1902, concorreu, a 25 de abril, com a importância de dois mil réis para a “instalação de luz elétrica no templo”, recebendo, no mesmo ano, o título de Benemérito.

Em 1903 é aprovada por unanimidade, a 8 de maio, uma proposta assinada por 21 irmãos do quadro para que permanecesse como Venerável, já que não pretendia candidatar-se à reeleição. Nesse mesmo ano, é solicitado pela Loja, tendo em vista os serviços prestados em “quatro anos como Venerável” que se peça para ele o título de M.’. Hon.’. da Assembl.’. Ger.’., o que lhe foi concedido.

Pede o Quitte Placet a 18/03/1904 por ter que afastar-se deste Or.’.. Ao invés do quitte, recebe um “voto de pesar” por sua partida e a decisão de não ser-lhe concedido o quitte por ser Benemérito. Na sua despedida, são-lhe prestadas várias homenagens, entre elas, a presença da Banda de Música do 28º Batalhão na estação (da EFOM) e o acompanhamento de todos os irmãos, no trem, até a Estação de Prados.

Torna-se representante da Loja junto à Sob.’. Assembl.’., tendo-lhe sido solicitado, em 1905, que acompanhasse, no Rio de Janeiro, em nome da Loja, “o processo do Pod.’. Gr.’. Mest.’. Dr. Lauro Sodré”; e, importante: “Em sessão de 16 de setembro (de 1904) foi lido um trecho de uma carta (sua) dirigida ao Ir.’. Berekkoz (sic) nos seguintes termos “Apresentai a todos em sess.’. minhas sinceras saudações, avisando que visitei a Loj.’. Saldanha Marinho onde encontrei o padre Guilherme Dias que fez bonito elogio à Loja Charitas.

Peço-vos não deixarem cair a nossa Charitas”. Preciso escrever mais alguma coisa? Talvez apenas mais um detalhe, carinhosamente podemos dizer que a Loja Charitas é a Mãe da Grande Loja Maçônica de Minas Gerais. No site http://picasaweb.google.com/irquirino estão algumas fotos que tirei durante meu labor na Loja Maçônica Charitas II, elas contam um pouco da belíssima história dessa Oficina, não lhes enviei diretamente para não sobrecarregar sua caixa postal.

De acordo com o PROMAÇOM cujo programa visa à integração das Lojas Maçônicas, envio-lhes em anexo, o quadro com as atividades das Lojas que se reúnem na avenida Brasil 478 e, de algumas situadas fora do Palácio Maçônico.

Grato pela atenção.

Dedico este artigo a todos os Irmãos da Loja Charitas II, primeiramente pela honra de ter sido convidado para trabalhar como Mestre de Cerimônias na primeira reunião de Grau 28 do C.’.C.’.K.’. deles e pelo zelo com que conservam a história da Maçonaria São Joanense, mineira, brasileira e universal. Muito obrigado pelo carinho.

TFA
QUIRINO