Samaúma - Página ou Portal Maçônico
 

 

 





 

Sérgio Quirino Guimarães
ARLS Presidente Roosevelt 025
Segundas-feiras, Templo 801 - Palácio Maçônico – Grande Loja
Belo Horizonte – Minas Gerais
0 xx 31 8853-2969
quirino@roosevelt.org.br

 

 

 

 

 

LOJA MAÇÔNICA.

 

 

 

Sérgio Quirino GuimarSérgio Quirino Guimarães

 

 

 

Saudações estimados Irmãos,
se não comercializamos nada,
por que da expressão
LOJA MAÇÔNICA

 

 

Deixando de lado as conjecturas esotéricas, filosóficas e interpretações de autores da MAÇONARIA ESPECULATIVA trataremos do verbete, da origem, do uso da palavra na MAÇONARIA OPERATIVA.

Em si, a palavra “Loja” nos tempos modernos é sinônimo de “estabelecimento comercial”, mas se fizermos uma pesquisa em antigos dicionários (e em alguns atuais), aprenderemos que “loja” é um pavimento/recinto térreo de uma casa e a palavra vem do italiano; o interessante é que já houve no Brasil a palavra “lójia”, que era o aportuguesamento do termo italiano loggia, que na Itália entre outras coisas designa as “arcadas abertas”, “galerias”, “pórticos abobadados”.

Para aguçar meus Companheiros do Real Arco, apresento-lhes o significado das palavras:

Arcada = série de arcos.
Pórtico = galeria aberta cuja abóbada é sustentada por colunas.

Na época da Maçonaria Operativa, a palavra loja designava um local. Se este local fosse um ponto de pouso de tropa de mercadores dizia que ali era uma “Loja de Comerciantes” e se o local servia de encontro de trabalhadores manuais, dizia uma “Loja de Artesões”.

Naturalmente quando se ia construir uma Catedral/Palácio ou prédio público, havia uma área no canteiro de obra, destinado à guarda das ferramentas, desenvolvimento das plantas pelos projetistas e apresentação de soluções pelos que sabiam mais aos que estavam aprendendo.

Por questão de conforto (contra sol e chuva) este local tinha teto, por questão de segurança (guarda das plantas e ferramentas). Construíram paredes, para que houvesse privacidade. A entrada só era permitida para os que portavam “as chaves” (pal\, toq\ sin\). E eram chamadas de “Lojas de Pedreiros”, em francês “Loge de Maçon” ou se preferirem Loge Maçonnerie, em nossa língua: Loja Maçônica.

Lembrando que estamos tratando da época da Maçonaria Operativa, com o advento da Maçonaria Especulativa, manteve-se a tradição do nome “Loja”, porém não representava mais um “local”, mas sim um “ideal”.

Na fase inicial da Maçonaria Especulativa não havia Templos e nossos Irmãos dessa época gostavam muito de se reunirem em salões e tabernas.

A expressão “Loja Simbólica” surgiu anos depois, para que os Irmãos compreendam o significado vou fazer uma analogia. Ao invés de pensarmos em “Loja Simbólica”, pensemos em “Loja de Símbolos”: Imaginem-se em um antiquário, que nada mais é do que uma “Loja de coisas antigas”, ao entrarmos em um antiquário (Loja Maçônica), cada objeto (símbolo) tem sua beleza particular, tem seu valor histórico (instrução), nos remete à curiosidade (estudo), nos impele ao cuidado (respeito) e quanto mais antiga e trabalhada for a peça (Irmãos) mais os nossos sentidos serão estimulados em sentir a estrutura (força), observar os detalhes (beleza) e admirar a ciência (sabedoria) empregada em sua construção e nessa atividade sensorial/mental/espiritual nos desvendaremos para a Verdadeira Luz e exclamaremos: Oh! Quão bom é agradável...

 A intenção deste pequeno artigo é despertar em você a vontade de saber um pouco mais sobre o assunto, fazer uma Prancha de Arquitetura e quando ela estiver pronta, levar para sua Loja enriquecendo nosso Quarto de Hora de Estudos. Lembrem-se, todos nós somos responsáveis pela qualidade das Sessões Maçônicas. Envio abraços fraternos aos queridos Irmãos da ARLS Cavaleiros da Liberdade nO. 111, jurisdicionada a GLMMG em especial ao Ir\ Almir Elias Mauad, cujo bonito nome pode assim ser traduzido: O príncipe Jeová é meu Deus pelos costumes. De acordo com o PROMAÇOM, cujo programa visa a integração das Lojas Maçônicas, envio-lhe em anexo, o quadro com as atividades das Lojas que se reúnem na avenida Brasil 478 e de algumas situadas fora do Palácio Maçônico.


Grato pela atenção.


TFA
Quirino