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Sérgio Quirino Guimarães
Saudações estimados Irmãos,
sobre o período das
ELEIÇÕES NAS OBEDIÊNCIAS
Este mês em algumas Grandes Lojas e em alguns Grandes Orientes teremos a oportunidade de praticar um importante exercício de cidadania.
Elegeremos a diretoria das Lojas (GO) e membros do Grão-Mestrado (GL). A nenhum Irmão é dado a condição de se manter a margem do processo; o Maçom digno é por natureza comprometido com todas as atividades de sua Obediência. No caso da eleição para a direção da Loja devemos ter o máximo cuidado para que no transcurso dessa atividade ocorra o fortalecimento da Loja.
Todos os Mestres Maçons que anteriormente já tenham ocupado a Chancelaria (para ter o conhecimento de toda nossa família), a Secretaria (para aprender sobre a burocracia da Loja), a Oratória (para instruir-se sobre nossas leis e costumes) e uma Vigilância (para sentir a responsabilidade de estudar e ensinar) estão mais que aptos para ocupar o Trono de Salomão, PORÉM, devem ter antes o dever de avaliar se suas características (virtudes e vícios) são compatíveis com a liderança que a Loja está precisando naquele momento.
Não adianta termos um Venerável “gente boa” se a realidade mostra a necessidade de um Venerável “pulso forte”. Temos muitas Lojas com fraca ritualística e com problemas financeiros, por outro lado temos candidatos que querem fazer tantas coisas que colocam os demais Irmãos como vassalos.
O Venerável Mestre é aquele que coordena a execução dos desejos dos Irmãos, marcando o tempo, acertando arestas e esclarecendo aspectos com as luzes de sua sabedoria, isto o faz ser o maior servidor da Oficina.
Já no caso da eleição dos membros do Grão Mestrado, observem que eu não escrevo sobre eleição do Grão-Mestre, pois todo Maçom deve compreender que acima do homem (Grão-Mestre) está a instituição (Grão Mestrado).
Devemos conhecer não só o histórico do “cabeça da chapa”, mas também dos seus pares, pois logicamente na ausência de um, assume o outro, portanto temos que ter certeza que os componentes estão afiados e com disponibilidade para dedicarem integralmente à Maçonaria.
Outro aspecto é sabermos se os Vigilantes (ou Adjuntos) terão coragem e ética de irem contra algum desmando ou falta do Grão-Mestre, porque se não o fizerem, terão sido coniventes e passivos de toda penalidade. Nunca devemos esquecer a frase:
“O que me preocupa não é o grito dos maus. É o silêncio dos bons” (Martin Luther King). Três aspectos que também devemos estar atentos: primeiro o “voto de cabresto”, a Loja se reúne e decide “fechar” com determinado candidato, é a maior violação do direito natural de escolha, alerto os Irmãos que o voto é individual e de escolha pessoal, cada obreiro deve por conta própria estudar qual proposta gostaría que fosse executada na próxima administração, secretamente marcar seu voto e depositar na urna; na Maçonaria não votamos nos Obreiros e sim nas idéias, portanto não há vencedores ou derrotados, nem o que profanamente dizem nas eleições; - “Perdi meu voto!”.
Segundo, peço cuidado com o euforismo e a paixão de alguns correligionários. Temos Irmãos que abraçam a causa das Chapas e acabam deixando de lado a Irmandade.
Quando em intercâmbio de opiniões (maçons não devem discutir e sim trocar pontos de vistas) acabam “desgostando” do Irmão que estará votando na Chapa diferente da sua (na Maçonaria não deve haver chapas adversárias).
Assim temos aqueles Irmãos que sempre desenvolvem atividades filantrópicas que não contarão mais com o apoio de outros por terem votado na Chapa “A” ou na Chapa “B” ou aquela Loja que em sua maioria votou em uma Chapa e que não mais receberá a visita de outra, cujo Obreiro tenha sido candidato da outra Chapa. Para estes Irmãos tenho uma “novidade”: após as eleições os candidatos se abraçam e o que foi eleito, inteligentemente se aproxima do outro, pois ninguém consegue 100% dos votos, mas o novo governante deve trabalhar para 100% dos membros e ele saberá reconhecer a liderança do outro.
Por fim, eu Quirino não voto em candidato apoiado pelas grandes autoridades, primeiro, por questão ética eles deveríam manter-se neutros, é triste mas inevitavelmente trazem para dentro de nossa Instituição os vícios da política profana. Está em volga o disparate do uso do dinheiro público na compra de passagens aéreas e eu pergunto aos Irmãos: quando durante este período uma de nossas autoridades começa a visitar as Lojas do interior acompanhado do candidato, verifiquem em que carro eles estão, quem vocês acham que está pagando a gasolina, a manutenção, a hospedagem e a alimentação? E a conta de telefone celular, lá nas nuvens por conta dos inúmeros interrubanos.
O uso dos gabinetes para reuniões políticas! Este nosso dinheiro não devería ser usado em projetos coletivos ao invés de projetos pessoais? E eu não posso votar em um candidato, por maiores que sejam suas qualidade ou quão belo sejam suas metas que não tenha discernimento sobre isso. E jamais vou pactuar com a diretriz maquiavélica “Onde os fins, justificam os meios”.
Questionamos tanto os políticos e não temos coragem de expurgar estas práticas profanas e nefastas do nosso sacrário meio. Você pode até me falar: - As eleições sempre foram assim! E eu vou lhes responder: - E continuarão assim até que os maçons reflitam sobre estas atitudes, pensem no dinheiro que é gasto, (pins, distribuição de camisetas, banner imensos, folder profissionais, envio dos mesmos pelo correio) e que nada disso é compatível com a razão dos nossos sãos princípios. Em uma eleição maçônica não adianta ser eleito, o que abrilhanta é a integridade, lisura e o contato sincero e desinteressado do Irmão Candidato com o Irmão Eleitor.
A intenção deste pequeno artigo é quebrar a inércia dos Irmãos que não se movimentam nesse período, TODOS NÓS devemos ter um candidato e com exceção das autoridades executivas, legislativas, judiciárias e funcionários das Instituições, todos os demais devem “fazer campanha”, SEM O VÍCIO DA PAIXÃO, mas COM A VIRTUDE DA TOLERANCIA. Aos Irmãos que acreditam na falsa estabilidade de ficar em “cima do murro”, eu peço que procurem aprender o ensinamento do Livro da Lei que está em Apocalipse, 3:15-16.
TFA
Sérgio Quirino Guimarães. |