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Sérgio Quirino Guimarães
Saudações estimados Irmãos,
já tendo escrito sobre
a Dórica e a Jônica é hora da
COLUNA CORÍNTIA
Não é novidade para ninguém que esta coluna está relacionada com os Irmãos Companheiros, associada ao Segundo Vigilante e às instruções do Grau 2, mas pouco é falado da história da mesma.
Primeiramente, por quê ela tem este nome? Querem cinco dicas? Vejam bem: a lenda que ouví e que me pareceu palpável, apesar de não ter como sentir o gosto nem o cheiro da mesma, aprendí que tem uma beleza que provoca a elevação pela educação e pela ciência.
Uma lenda sobre o enigma da vida e que devemos meditar sobre o que é a vida, para que ela serve e qual o seu fim! Afinal um dia a carne há de se desprender dos ossos.
Mas a resposta sobre o nome da coluna ser chamada de Coríntia é por ter sido criada em Corinto (Corinto foi uma das mais florescentes cidades gregas da Antigüidade Clássica).
Só que ela não é uma Ordem de Arquitetura completamente original. Antes as Colunas que adornavam os Templos eram dóricas ou jônicas, a propósito, se observarem bem os estilos jônico e coríntio seguem as mesmas características, com exceção do capitel (parte superior) que nas Colunas Coríntias são mais trabalhadas, mais decoradas, ou seja, mais bonitas.
Conta a referida lenda que uma jovem coríntia adoeceu e veio a falecer antes mesmo de contrair núpcias. Sensibilizada pela perda da protegida, sua ama juntou escovas, mimos, brinquedos, perfumes, flores e demais objetos que ela tinha apreço enquanto viva, colocou tudo em um cesto e o depositou sobre o túmulo da donzela.
Para proteger o arranjo das intempéries do tempo, teceu uma cobertura para o mesmo. Veio então a primavera e raízes de acanto brotaram ao redor do cesto (o que deu uma forma cilíndrica) e quando as pontas das folhagens encontraram o pequeno toldo, encurvaram-se para fora.
Nesta época (400 anos antes de Cristo) havia um famoso escultor, de nome Calímaco cuja alcunha era “Príncipe dos Artífices” que ao passar perto do “monumento natural” se viu inspirado a representá-lo em pedra, usando os instrumentos: esquadro, compasso, cinzel, régua de 24 polegadas, maço e alavanca executou a obra.
Com trabalho e força material venceu os obstáculos e as dificuldades. Pela retidão e pela sabedoria demonstradas inspirava amor e fé.
No labor ele consolidou estar incorporado ao seu caráter a firmeza, a coragem e o respeito a si mesmo. Lavou e poliu com retidão, pois sabia que qualquer empreendimento mal conduzido é empreendimento fadado ao fracasso e por fim demonstrou que o maior grau que possamos conquistar só terá real valor se transpormos nossos trabalhos do plano material para o plano espiritual.
Realmente a coluna decorada com folhas de acanto ficou muito bonita e a planta Acanto é conhecida mundialmente como símbolo das Belas Artes e representa a vitória perante às adversidades. A intenção deste pequeno artigo é despertar em você a vontade de saber um pouco mais sobre o assunto, fazer uma Prancha de Arquitetura e quando ela estiver pronta, levar para sua Loja enriquecendo nosso
Quarto de Hora de Estudos. Lembrem-se que todos nós, independente do Grau ou do Cargo, somos responsáveis pela qualidade das Sessões Maçônicas. De acordo com o PROMAÇOM cujo programa visa à integração das Lojas Maçônicas, envio-lhe em anexo, o quadro com as atividades das Lojas que se reúnem na avenida Brasil 478 e, de algumas situadas fora do Palácio Maçônico.
Grato pela atenção.
Há uma outra versão que conta que era o pai da jovem quem levava ramos floridos de acanto para a filha, depositando-os junto ao cesto. Construiu uma proteção de telhas sobre o mesmo; as sementes de acanto caíram no solo e brotaram, o resto da lenda é igual.
TFA
Quirino |