|
Sérgio Quirino GuimarSérgio Quirino Guimarães
Saudações estimados Irmãos,
como você se sente seguro,
“COBERTO” OU “A COBERTO”?
Este artigo será curto, mas a proposta é que promova um longo intercâmbio entre os Irmãos e antes de qualquer consideração, devemos deixar bem claro que “certo” ou “errado” usaremos sempre o que está escrito no Ritual; o Maçom é por natureza um legalista, ele segue a lei, nenhuma Loja pode ter seu Ritual próprio, se há um consenso entre os Irmãos que o escrito está errado, deve o grupo dentro das normas e procedimentos dirigir-se à Comissão de Ritualística de sua Potência e solicitar a apreciação da correção.
Mas o que venha ser estar coberto? É ter uma cobertura, no sentido simbólico é estar protegido! Também é estar revestido, resguardado ou tapado. Mas não nos esqueçamos que existe sim o “a coberto”, porém é mais usado em diálogos comerciais e no português europeu. Exemplo: Sacar a coberto é retirar fundos de onde os tem, o contrário sería: deu o chegue descoberto de fundos na conta.
Mas a expressão/locução “a coberto” pode designar alguma forma de proteção? Pode, desde que seja uma locução prepositiva:
A coberto de...., que compreenderemos como: defendido contra, livre de.
Temos uma outra possibilidade, pôr o verbo pôr. Pôr a coberto, que é pôr algo em local/situação segura. O que não pode ser usado é o termo “acoberto”, que tem um sentido pejorativo, apesar de que quando verbo transitivo direto e pronominal significa cobrir algo, alguém ou a própria pessoa com materiais adequados a proteger ou conservar, mas quando for somente verbo transitivo direto significa favorecer alguém.
E nós não fazemos nada escondido ou clandestino que deva ser acobertado. E então? O Templo está coberto? O Templo está a coberto? O Templo foi posto a coberto? O Templo está a coberto de profanos? É um assunto palpitante e que tal deixarmos de bater malhete e escutarmos a opinião dos Irmãos? E por favor não esqueçam de me ensinar qual é o correto.
A intenção deste pequeno artigo é despertar em você a vontade de saber um pouco mais sobre o assunto, fazer uma Prancha de Arquitetura e quando ela estiver pronta, levar para sua Loja enriquecendo nosso Quarto de Hora de Estudos. Lembrem-se que todos nós, independente do Grau ou do Cargo, somos responsáveis pela qualidade das Sessões Maçônicas.
De acordo com o PROMAÇOM cujo programa visa à integração das Lojas Maçônicas, envio-lhes em anexo, o quadro com as atividades das Lojas que se reúnem na avenida Brasil 478 e, de algumas situadas fora do Palácio Maçônico.
***
Muitas vezes os Irmãos me pedem o envio de artigos anteriores ou me perguntam se tenho um site, esclareço que os escrevo em quatro computadores diferentes (dependendo onde eu esteja) e eu nunca sei em qual deles está o “pedido” e os mais antigos se perderam por conta de queimas de HD.
Quanto ao site, tive a grata satisfação e o muito carinhoso apoio do Irmão Tibério Sá Maia que pacientemente seleciona os meus artigos e os disponibiliza em seu Portal. Isso tem, na prática, me ajudado a me organizar nesse sentido. Há muito tempo deixei de assistir aos noticiários da televisão, infelizmente a mídia televisiva está vivendo da desgraça alheia e das benesses do Poder. A televisão informa, mas não educa! Meu canal de instrução política, cultural, tecnológica e maçônica tem sido o www.samauma.biz Se procuro especificamente instruções maçônicas o faço no portal maçônico desse site. E para os Irmãos que querem alguns dos meus artigos, o “geek” Irmão Tibério os disponibiliza no endereço eletrônico abaixo:
www.samauma.biz/site/portal/conteudo/opiniao/sq0000artigos.html
Aos que um dia foram decapitados, os meus mais sinceros agradecimentos e a honra de tê-los como Irmãos. Se alguém não conhece o final da história, conto que depois da degola de João Batista, o vaidoso Herodes Antipas procurou o Imperador Calígula desejoso do título de “Rei”. Pobre tolo, foi acusado de deslealdade e de preparar um golpe contra o povo. Deposto, desterrado morreu logo em seguida. Para os que vieram depois, Jesus ensinou: “Vede, guardai-vos do fermento dos fariseus e do fermento de Herodes”. A história é um movimento cíclico!
Grato pela atenção.
TFA
Quirino
|