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Sérgio Quirino Guimarães
Saudações estimados Irmãos,
aproveitando que estou fazendo
uma pesquisa na BN-RJ, trataremos sobre
BIBLIOTECA MAÇÔNICA.
Não me considerem antiquado, mas nada substitui o amigável livro de papel como fonte de instrução. Vejam o contraditório dos programas educacionais (documentários, filmes), excelência de imagens e som, porém nesta relação somos passivos, aceitamos uma informação em cima de outra informação, tudo já devidamente digerido para não nos dar trabalho e assim nos tornamos grandes repetidores do conhecimento alheio.
Não temos tempo para questionar e procurar outra base, pois as imagens se sucedem e ficamos preocupados em nada perder.
Justamente o mecanismo inverso da leitura, ao nos dispor do enlace propiciado por Johannes Gutenberg, estamos ao mesmo tempo lendo um livro e construindo intelectualmente um segundo, pois a cada frase imaginamos as ilustrações e editamos nossa concordância ou não com o autor.
Por mais sutil que seja, todos nós somos positivamente melhorados pela leitura. E é imprescindível que cada Loja disponibilize este recurso para seus Obreiros, tanto é que algumas Potências institucionalizaram o Cargo de Bibliotecário da Loja.
Normalmente em toda Sede Administrativa há uma biblioteca à disposição dos seus Obreiros e neste caso cabe ao Bibliotecário da Loja guardar cópia das Pranchas de Arquitetura apresentadas e verificar na “Biblioteca Central” algum livro que possa ajudar aos Irmãos na confecção dos trabalhos solicitados.
Para as demais Lojas, qualquer espaço que caiba três prateleiras de um metro, já dá para colocar uma média de 100 livros. E com esta quantidade, toda Loja estará bem coberta, ressalto que a qualidade da biblioteca não é medida pela quantidade de livros e nem pela exclusividade de tema.
Não esqueçam de agregar bons dicionários modernos, mas também aqueles antigos que só encontramos em sebos, bibliografias dos grandes vultos da humanidade, livros de história brasileira e mundial, Livros da Lei (Bíblia, Alcorão, Talmud), livros de pequenas histórias que possam enriquecer o Quarto de hora de estudo, livros que tratam de ritos diferentes ao praticado pela Oficina; não há necessidade de disponibilizar fundos da Tesouraria para a compra do acervo, basta apenas um pacto entre os Irmãos, que todo aquele que comprar ou ganhar um livro e após a leitura do mesmo o guardará na Biblioteca da Loja, (melhor do que ele ficar pegando poeira em casa).
Salutar também, é que o Padrinho no dia da Iniciação do Afilhado o presenteie com um livro que seguirá após a leitura para a Biblioteca. A construção do saber se faz de maneira ativa, não esperem se tornarem dignos apenas passando pelas sessões.
Sem o cumprimento dos juramentos, sem a conduta adequada e sem o estudo, seremos apenas profanos de avental. A intenção deste pequeno artigo é despertar em você o patrocínio e a vontade de produzir conhecimento, todos nós construímos diariamente os Templos, porém quanto mais qualificado nos tornarmos, maior Força, Beleza e Sabedoria terá nossa Sublime Ordem.
Lembrem-se que todos nós, independente do Grau ou do Cargo, somos responsáveis pela herança que deixaremos para as futuras gerações de Maçons. Dedico este artigo ao escritor maçônico Irmão Raimundo Acreano Rodrigues de Albuquerque, seu coração pulsa há 86 anos, mas seu espírito tem a vivência de sete ou mais séculos, ele me ensinou a ter orgulho do que sou e com muito orgulho o considero MEU MESTRE. Caso o Irmão queira conhecer um pouco da Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro (lá há um acervo de 1612 títulos maçônicos) e alguns manuscritos antigos, no site http://picasaweb.google.com/irquirino estão algumas fotos que tirei, não lhe enviei diretamente para não sobrecarregar sua caixa postal.
De acordo com o PROMAÇOM cujo programa visa à integração das Lojas Maçônicas, segue em anexo, o quadro com as atividades das Lojas que se reúnem na avenida Brasil 478 e, de algumas situadas fora do Palácio Maçônico.
Grato pela atenção.
TFA
Quirino
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