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Sérgio Quirino Guimarães
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Maçonaria Operativa.

 

 

Sérgio Quirino GuimarSérgio Quirino Guimarães

 

Saudações estimados Irmãos,


Aproveitando que estou na Bélgica,
tratemos sobre a
Maçonaria Operativa

 


Há várias vertentes sobre a origem da Maçonaria, variando conforme o rito, e mesmo da interpretação de estudiosos. O próprio James Anderson expressou sua opinião como sendo congruente, a criação da Maçonaria, com a do próprio mundo.

As pessoas confundem o simbolismo com o concreto, se usamos elementos históricos de uma época remota, isto não nos credencia a dizer, que estamos juntos desde então. Devemos também compreender, que algumas sociedades, não herdaram princípios judaico-cristão.

Naturalmente terão os personagens, ambiente, cores e palavras diferentes. Porém, os princípios humanitários, fraternos e libertários, serão sempre, o norte para todos nós, indiferente das crenças e línguas. 

A Maçonaria é universal, estando espalhada pelos quatro cantos do mundo, sem preocupação de fronteiras e de raças. Está historicamente comprovado, a relação da Maçonaria Especulativa com a Maçonaria Operativa.

A Maçonaria Antiga (Operativa), era uma associação de profissionais que se reuniam basicamente, com dois propósitos: Intercâmbios/aprimoramento dos conhecimentos técnicos e assistência/proteção mútua.

Em cada região, dava-se um nome a esta Associação de trabalhadores, generalizamos chamando-as de “Guildas.” Não devemos esquecer que viviam na Idade Média, onde tudo pertencia ao dono da propriedade territorial (Feudo).

Com o desenvolvimento das construções promovidas pela Igreja Católica, viu-se a necessidade do deslocamento (antes proibido) dos artífices, de um feudo para outro. A Igreja usou seu poder, obrigando os Reis a permitirem que os pedreiros (mason) mais qualificados, se deslocassem pelo continente, tornando-os "franc-mason".

Para serem reconhecidos como portadores de graus de conhecimento, eles criaram toques, sinais e palavras que os identificavam. Percorreram a Europa, construindo as grandes catedrais.

Reza a tradição oral européia, que no deslocamento entre as obras, os mestres, usavam uma “breca” toda fechada e preta. Por trabalharem em feudos diferentes, eram chamados de “LIVRES”. Em geral, o canteiro de obra tinha o nome de “LODGES”.

Com o advento da Reforma Religiosa, e a expansão da ciência, começaram a surgir respostas diferentes, das certezas absolutas e inquestionáveis (dogmas) da Igreja Católica Romana.

 Houve, então, um declínio dos trabalhos operativos dos Maçons; porém, já havia sido consolidado entre alguns, o sentimento de grupo, de sociedade e como é da natureza humana, a necessidade de compartilhar inquietudes.

Os que compreendiam que o labor era apenas algo para a manutenção da matéria, se desligaram das Guildas; aqueles que viam no trabalho a possibilidade do extra material, permitiram a entrada de novos membros com ofícios diferentes ao da Guilda. Eram então, chamados de Maçons “ACEITOS”. Como por exemplo poetas que no tinir do malho no cinzel, tiveram a compreensão que a força bruta não era nada, sem a determinação, especulavam que deveria o homem usar a inteligência e a razão, para fazer sua escolha. Houve então, uma grande incorporação de mentes pensantes nas Guildas, que contribuíram para a transformação daquilo que antes era concreto (Maçonaria Operativa), na possibilidade da interpretação pela sensibilidade, nascendo daí a atual Maçonaria, que chamamos Maçonaria Especulativa. Mas o que isto tem haver com a Bélgica?

Sua capital Bruxelas talvez seja a mais medieval das capitais européias. Ainda há em cada esquina do Centro Histórico uma marca! Uma marca de um homem trabalhador, justo e de bons costumes. Separei algumas fotos e estão disponibilizadas no endereço:

http://picasaweb.google.com/maconariaoperativa

Não lhe enviei diretamente para não sobrecarregar sua caixa de e-mail. Meus IIr\, o objetivo deste pequeno artigo, é para despertar a vontade de conhecer um pouco mais sobre o assunto, fazer uma pesquisa e quando ela estiver pronta, levar para sua Loja, enriquecendo nosso Quarto de Hora de Estudos. Lembre-se, que todos nós, independente do Grau ou do Cargo, somos responsáveis pela qualidade das Sessões Maçônicas.

 

Grato pela atenção.
TFA
Quirino