Irm Ruy Luiz Ramires
Quando o germe da vaidade invade a mente do homem, ele começa auto-reconhecer como um ser superior aos seus IIr.·.
Quando essa mesma vaidade aumenta, ele começa a crer que seus irmãos lhe devem reverência.
A vaidade entrando pelo coração e mente do homem, vai o embriagando de tal forma, que não reconhece o que é bajulação.
Julga o vaidoso que a bajulação lhe enriquece o coração, impedindo-o de ver a beleza da lealdade.
O homem vaidoso que se olha no espelho da verdade, não enxergará suas rugas, mas apreciará o brilho de seus olhos enganadores.
O vaidoso se tornará cada vez mais tolo, pois perderá a noção dos valores morais, subindo a tal cume de cultivo de si mesmo, que não enxergará mais nada, do que a si mesmo.
O colorido do vaidoso terá as cores e o brilho que possam refletir sua imagem, enegrecendo e esmaecendo a de seus amigos fiéis.
A idolatria de si mesmo será o culto de si mesmo, de sua imbecilidade, perdendo a noção de ridículo e inconveniência.
A vaidade que o vaidoso enxerga em si mesmo (se é que enxerga), poderá ser confundida por se julgar grande, quando na realidade não passa de um grão de poeira.
O que é o homem vaidoso perante a imensidão do universo, quando ele se perder na escuridão do tempo? O homem não poderá carregar sua vaidade para outra forma de existência, assim como não poderá levar também o fruto de sua cobiça existencial.
A cobiça tornará irado o homem quando sua vaidade não for contemplada.
O vaidoso jamais poderá entender ou vislumbrar o significado de "vaidade, tudo é vaidade", mesmo que alcance a enganosa interpretação de que tudo é passageiro, de que tudo nos é emprestado. Quando o vaidoso verifica que está sendo observado, jamais admitirá que alguém possa estar pensando de sua imbecilidade.
O zelo pela pureza da mente de um homem justo jamais será confundi do com vaidade, pois uma mora dentro de si, e a outra se expande para fora, para que todos a vejam.
O homem brioso de si mesmo deverá expurgar de si mesmo qualquer vislumbre de vaidade, pois, em não o fazendo, se diminuirá a si mesmo. Quando desconfiarmos que a vaidade vai se instalar em nós, ela já se instalou, e para expulsá-la devemos ter como ajuda a abnegação e a renúncia.
Não devemos confundir vaidade com nossa realização de um gesto de bondade. A bondade é um sentimento adverso da vaidade, pois aquela nos constrói, e esta nos levará ao caminho da destruição.
A vaidade cegará depois de muita claridade a todos aqueles que a homenagearam.
Fraternalmente
Ruy Luiz Ramires |