Ercilia Simone Dalvio Magaldi
Remessa da parte do Irm
Joel Affonso
RELIGIÕES AFRO-BRASILEIRAS / RELIGIÕES DOS ORIXÁS: São religiões de matriz não cristã, embora o sincretismo tenha incluído a figura de Jesus e de muitos santos católicos dentro de seu panteão. Reconhecidas como religiões negras pelo Movimento Negro, porque possuem autênticas expressões culturais da negritude, hoje agrega indivíduos de todas as descendências.
As religiões afro-brasileiras se formaram em regiões diversas e em momentos distintos de nossa história. Adotam rituais e mitologias próprias derivadas das mais diversas tradições africanas:
- candomblé, na Bahia. Religião mágica e ritual, não ética mas aética. “No candomblé o que se busca é a interferência concreta do sobrenatural neste mundo presente, mediante a manipulação de forças sagradas, a invocação das potências divinas e os sacrifícios oferecidos às diferentes divindades, os chamados orixás”:
Exu – orixá mensageiro, guardião das encruzilhadas e da entrada das casas (corresponde a Anima/Animus em Jung, porque é o psicopompo, assemelha-se a nível arquetípico à Thot, Hermes e Ganesh).
Ogum - orixá da metalurgia e da tecnologia, deus da guerra
Oxossi ou Odé – orixá da caça, deus da fauna
Ossaim – orixá da vegetação, deus das folhas
Oxumaré – orixá do arco-iris
Obaluaiê ou Omulu – orixá da varíola, da peste, pragas e doenças; também da cura.
Xangô – orixá do trovão, deus da justiça
Iansã ou Oiá – orixá do relâmpago, dona dos espíritos dos mortos
Oba – orixá da água, deusa do trabalho doméstico e do poder da mulher
Oxum – orixá das águas doces e do ouro, deusa do amor e da fertilidade.
Logum Ede – orixá dos rios dentro das florestas
Iemanjá: orixá das grandes águas, dos mares e oceanos, a Grande-Mãe, deusa da maternidade
Nana – orixá da lama do fundo das águas
Oxaguiã (Oxalá jovem) – orixá da criação da cultura material, da sobrevivência.
Oxalufã ou Obatalá (Oxalá velho) – orixá da criação da humanidade
- xangô, em Pernambuco e Alagoas
- tambor de mina, no Maranhão e no Pará
- batuque, no Rio Grande do Sul
-macumba, depois umbanda no Rio de Janeiro. Religião brasileira por excelência, muito mais do que africana. Não se preocupa com a preservação ou propagação das raízes africanas, pois se considera uma religião universal, é multiétnica. “o encontro cultural de diversas crenças e tradições religiosas africanas com as formas populares de catolicismo, mais o sincretismo hindu-cristão trazido pelo espiritismo kardecista de origem européia. Eis aí a umbanda, um sincretismo religioso originalmente brasileiro”. Herdou do candomblé seu panteão de orixás, além destes possui suas Sete Linhas subdivididas em sete falanges ou legiões de espíritos, não individualizados como no kardecismo mas tipificados, por exemplo índios brasileiros (os caboclos), negros escravos (os pretos-velhos) e etc, são os chamados guias que incorporam nos médiuns durante os toques e danças rituais. Em alguns casos chega a constituir-se em “um tipo de espiritismo”, com forte influência deste. Essa comunicação mediúnica tem por finalidade a caridade, visam curar, ajudar, aconselhar e etc. Todos esses espíritos são considerados espíritos de luz.
No lado oculto (sombra) da umbanda está a quimbanda – o lado reprimido socialmente, que se dedica à magia negra. Aí temos os exus e pombagiras.
A umbanda tem uma característica sui-generis de sincretismo, atualmente incorpora práticas mágicas e terapêuticas da Nova Era.
Slogan: “A umbanda é para todos nós”!
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