Ercilia Simone Dalvio Magaldi
Remessa da parte do Irm
Joel Affonso
A origem dos batistas (ou anabatistas como quiseram alguns no passado) remonta, segundo seus adeptos, a John Smyth (1554-1612). Caracterizam-se pela independência das igrejas locais, que se unem em associações as mais diversas, daí a impossibilidade de generalizações. A maioria dos batistas se encontra nos Estados Unidos, principalmente entre as comunidades negras, já que durante sua expansão neste país se envolveram nas questões da escravatura. São em torno de 35 milhões no mundo e mais de 700 mil no Brasil.
Recebem o batismo, via de regra, na idade adulta em rito de imersão total do corpo na água, baptismos palavra grega que significa mergulhar. Rejeitam a teoria darwiniana, não admitem imagens nem outros mediadores além de Jesus, nem mesmo Maria. Também não acreditam na necessidade de obras, porque essas não salvam apenas manifestam a fé.
Seus sacramentos são: batismo e ceia. Dão muita importância às missões, cada membro é considerado um missionário, e deve agir como tal ou dar seu quinhão para essas obras missionárias.
Condenam muito vários preceitos da fé católica: culto a Maria e aos santos; a transubstanciação e o purgatório, a infalibilidade papal e seu sistema hierárquico.
Consistia basicamente “na tomada de posse espiritual de seu dom da salvação. Mas, esta ocorria através da revelação individual: pela ação do espírito Divino do indivíduo, e apenas deste modo”. É a força do Espírito Santo, que fala àquele que quer ouvir, atuando diretamente em sua vida diária. “As seitas batistas, junto com os predestinacionistas – especialmente os calvinistas estritos – desenvolveram a mais radical desvalorização de todos os sacramentos como meios de salvação e realizaram assim, até as últimas conseqüências, a desmistificação religiosa do mundo”. As boas obras eram determinantes na salvação, com o tempo rejeitaram a predestinação e passaram a crer na manifestação do Espírito Santo: “Um repúdio sincero do mundo e de seus interesses e uma submissão incondicional a Deus, que nos fala através da consciência, eram os únicos sinais infalíveis da verdadeira redenção, e um tipo de conduta correspondente à salvação”, portanto: “A eliminação da magia do mundo não permitiu nenhum outro curso psicológico, que não a prática do ascetismo laico” (aspas de citações de Weber).
Os batistas chegaram ao Brasil em 1888, deram forte impulso à educação. As escolas católicas eram primordialmente dirigidas à elite, a mulher era educada apenas para ser esposa e mãe, com o advento das seitas protestantes, que priorizavam a leitura bíblica para seus adeptos, passaram a educar todos que lhe procurassem.
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