Ercilia Simone Dalvio Magaldi
Remessa da parte do Irm
Joel Affonso
PROTESTANTISMO
Podemos considerar o protestantismo como um protesto dos príncipes alemães (1529) contra a Igreja de Roma, mas também como a Reforma proposta por Lutero. Salientam a autoridade da Bíblia e a justificação pela fé (SALVAÇÃO), contra o que consideravam os erros de Roma.
A Reforma protestante irá reacender a idéia da predestinação, questão central nas doutrinas de Lutero (1483-1546), que por fim acaba abandonando a discussão, porém seus discípulos mais ortodoxos retomam-na com força total, principalmente Calvino (1509-1564), e também Ulrich Zwingli (1484-1531). O protestantismo nasce como um movimento fundamentalista, por excelência, mas acaba tendo muitos cismas e se torna mais liberal em alguns seguimentos.

LUTERANISMO
Martinho Lutero era alemão, foi monge agostiniano, após meditar sobre Paulo e Agostinho afixa suas 95 teses (31/10/1517) na porta da Catedral de Wittemberg. Inicia-se o rompimento formal com Roma e dá-se o início da Reforma, mesmo porque muitos reis e aristocratas estavam descontentes com a atitude da Igreja de Roma, quanto ao seu poderio, sua fortuna, sua arbitrariedade e também por negativas de divórcios a reis e rainhas.
A Igreja luterana predomina nos países escandinavos, possui, em média, 6 milhões de adeptos nos Estados Unidos, e constituem a quarta maior comunidade eclesiástica deste país, e 1.200.000 adeptos no Brasil.
Em Lutero temos, a princípio: a inutilidade da intercessão da Igreja; a ineficácia dos sacramentos; a condição pecadora da humanidade, que torna impossível o celibato e abominável o casamento, ainda que necessário (daí o pré-conceito em relação às mulheres não casadas); a predestinação individual que não pode ser modificada por nenhuma obra humana, e, por fim, da justificação unicamente pela fé, sem necessidade de boas obras. Com o tempo Lutero abandona, um pouco, seu radicalismo, porém Calvino, que irá dominar o protestantismo nascente, defenderá uma doutrina bem mais rígida, dogmática e sombria. Por fim o luteranismo passou à possibilidade da revogabilidade (amissibilis) da graça como um artigo de fé, podendo ser novamente alcançada através da humildade penitente e da confiança cheia de fé na palavra de Deus e seus sacramentos.
As doutrinas luteranas foram formuladas numa série de confissões que as resumem, a principal é a Confissão de Augsburgo (Augustana) e seu artigo mais importante diz: “Nossa Igreja também ensina que os homens não podem se justificar perante Deus pela própria força, seus méritos ou suas obras, mas são plenamente justificados pelo amor de Cristo por meio da fé, quando crêem”. Esse é o princípio básico da salvação ou justificação só pela fé.
A Bíblia é a única regra de fé, e não deve ser interpretada, caso isso acontecesse pretender-se-ia colocar a interpretação do magistério acima da palavra de Deus.
Também os sacramentos são muito importantes, segundo os luteranos um sacramento é “um ato constituído por Cristo, no qual Deus, por meio de um sinal visível, concede uma graça invisível”. Os sacramentos para os luteranos são:
- Batismo - faz com que o devoto se torne um “filho de Deus”. O luteranismo mantém o batismo para crianças, porque: “Aquele que crer e for batizado será salvo” (Marcos 16,16).
- Eucaristia – para Lutero o corpo e o sangue de Cristo estão de fato presentes, mas os elementos da eucaristia são meramente pão e vinho.
Excetuando-se as imagens de Maria e dos santos a Igreja Luterana conserva muitos aspectos da católica.
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