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A Maçonaria
é composta por federações de Lojas que escolhem
livremente os rituais que desejam adotar e congregadas, mantêm
suas secretarias centrais, os poderes legislativo e judiciário.
Essas Lojas estão jurisdicionadas a uma corporação
Superior de governo de uma potência ou obediência, como
um dos Grandes Orientes ou uma das Grandes Lojas Maçônica.
Sujeitam-se, assim à soberania desses estados-maiores.
Cada Potência
Maçônica ou Obediência está circunscrita,
respeitosamente, a um país independente ou mesmo a suas unidades
de federação ou distrito.
Possuem uma
estrutura essencialmente democrática, bem harmoniosa que
tem possibilitado a perenidade de sua ação, em amplas
regiões.
Ela não pode existir ou aceitar composição
partidária, mas uma base associativa entre irmãos
(título fraternal que caracteriza e distingue as relações
entre os membros da Maçonaria) regulares e que se reconhecem
entre si.
Na realidade
o vínculo de união entre o cidadão e Instituição
só existe ou é conferido através da iniciação.
Daí toda a estrutura da Ordem passa a agir na qualidade de
mediador administrativo diante desse indivíduo. Ele se constitui
a célula fundamental do poder, pela palavra através
da Loja.
No pensamento da maioria dos irmãos, o sedimento de toda
a soberania está na constituição da Loja Simbólica,
a Loja Azul, formada pelos três graus de Aprendizes, Companheiros
e Mestres a que passa a tomar parte.
Para ele esta
oficina-mater é que desfruta da autonomia necessária
para exercitar o seu desenvolvimento pessoal, a liberdade individual
graças a práticas da igualdade. É por isso
que, para muitas pessoas, faz referência a maçons livres,
em uma loja livre.
A bem da verdade
as assertivas de franco maçom , maçons livres, freemason,
pedreiros livres surgem durante a idade média, das corporações
operativas dos construtores das catedrais que eram emancipados física,
moral, financeira e intelectualmente e como tal circulavam livremente
por vários países europeus o que possibilitava a cooperação
entre eles, em prol da educação, redenção
e regeneração humana, tomando a própria situação
da classe a que pertenciam como modelo dessa edificação.
A expressão
não é concisa, nem pode ser tomada como rigorosa pois
é de certa forma excessiva: a Loja em si tem pouco poder.
Além do prestígio de seus elos, a Potência maçônica
ou obediência dispõe de poderes administrativos consideráveis
pois rege os regulamentos de todas as Lojas e tudo o que o que diz
respeito quanto à criação ou fechamento de
cada uma delas.
Não obstante,
a Obediência só é capaz de manter uma estrutura
de unidade e de centralização de poder, em função
exclusiva das Lojas que possui e do grau de habilidade com que as
administra. Nenhum aparato faustoso, fórmulas pomposas, esplendor
de palavras e brilho de toques e sinais de um de sistema hierárquico
rígido, sustentam através do tempo e do espaço
o apogeu de uma Instituição que prima pela tríade
de liberdade, igualdade e fraternidade
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