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Irm Joaquim Gervásio de Figueiredo
MISTÉRIOS.
Termo genericamente aplicado a antigas religiões
e escolas ocultas pré-cristãs, dos egípcios,
persas, gregos, judeus, romanos, celtas e escandinavos.
Homens e mulheres de qualquer posição e cultura podiam
solicitar sua iniciação nos diversos mistérios,
que se dividiam em Menores (exotéricos) e Maiores (esotéricos).
I - Mistérios Menores. De maneira geral,
nestes Mistérios a Iniciação compreendia quatro
estágios;
1.0 Purificação preliminar (banho
no mar ou rio, aspersão ritualística com água
do mar, abstinência de determinados alimentos e bebidas);
2.0 Comunicação do conhecimento místico pelo
hierofante, mistagogo ou sacerdote;
3.0 A seguir, vinha a parte central do Rito, em que aos fiéis,
reunidos numa escura sala ou cripta e presos de um reverente temor,
se fazia a revelação de objetos sagrados, de antigas
Imagens, profundamente veneradas, dos deuses ou deusas, ou ainda
de um símbolo simples, como, por exemplo, uma espiga de trigo.
Depois se exibia uma espécie de drama sacro: cantos e danças
em meio de vozes misteriosas e portas que se abriam e fechavam,
de cortinas que se agitavam e luzes oscilante e pirilâmpicas;
Findo o drama, os iniciados se reuniam num ágape
ou banquete sacramental. uma espécie de comunhão física
para experimentar e demonstrar seu novo sentimento de união
e solidariedade com seus semelhantes e com a Divindade, participando
de certo alimento (ambrosias) e bebida (soma, nectar ou licor extraído
de urna rara planta).
II. Mistérios Maiores. Os mais famosos da
antiguidade foram, na Grécia os de Elêusis e Samotrácia,
e no Egito, os de Osíris. Nos Mistérios egípcios
se iniciaram personagens como Moisés, Pitágoras, Platão,
Jesus, e sem dúvida se inspiraram Zarathustra, Orfeu, Salomão,
Numa Pompillo, Jesus, na fundação dos Mistérios
mitríacos, órficos, judaicos, romanos, cristãos,
respectivamente. "Eleusinos, órficos, báquicos,
qualquer que seja o seu apelativo, eram todos Mistérios nos
quais se iniciavam certas. pessoas.
Tem-se dito que nos primeiros tempos todos os
que eram os mais puros e nobres participavam desses Mistérios,
os quais destruíam todo temor à morte e. incutiam
no homem a certeza da imortalidade. Os que neles penetravam, adquiriam
uma sabedoria que outros não possuíam, distinguindo-se
não só pelo desenvolvimento de sua inteligência,
como pela nobreza e pureza de suas vidas." *
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