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Pelas tradições gloriosas
da nossa Ordem, pela pureza das nossas doutrinas, pela majestade
dos símbolos dos nossos ritos, pelo influxo dos sentimentos
honestos e piedosos que são a essência da nossa
moral maçônica; pela vastidão dos domínios
onde impera a autoridade de nossa soberania; pelos vínculos
fraternais que enlaçam todos os Maçons na superfície
do nosso planeta; pelo esplendor dos Templos aonde se reúnem
nas diversas partes da terra habitada por todos os homens de
boa vontade que rendem culto à Religião do Amor
e do Bem; pela força que resulta da nossa própria
união; pela comunhão sagrada e misteriosa em que
virtualmente nos encontramos unidos pela mesma aspiração
do ideal; pela influência benéfica e salutar desta
Escola em perpétua e assídua função,
onde fazemos a aprendizagem das virtudes que, únicas,
podem enobrecer o homem e aonde reciprocamente nos educamos
sob as austeras regras do Dever, qualquer que seja a esfera
aonde exerçamos a nossa atividade; pela ação
aqui potente e irresistível dos nossos princípios
maçônicos de Tolerância, Fraternidade e Justiça,
somos no seio da Sociedade profana um Poder cuja autoridade
se exerce pela influência moral, cem vezes mais forte
e eficiente do que a força que possa ser representada
por todos os exércitos do Mundo.
Esse poder estriba-se em duas colunas inabaláveis:
a UNIVERSALIDADE e a UNIDADE.
Onde quer que haja um Templo Maçônico,
aí está a nossa Religião - onde quer que
haja um grupo de obreiros trabalhando pelo Bem da Humanidade,
aí temos o nosso lar.
Somos um só Povo no meio de todos os Povos; falamos uma
só língua no meio da diversidade de todos os idiomas;
SOMOS CIDADÃOS COM IGUALDADE DE DIREITOS NO MEIO DE TODAS
AS NACIONALIDADES. O continente Maçônico abrange
os continentes terráqueos; nas devesas dos mais sombrios
e desolados desertos podemos ocasionalmente encontrar um Irmão,
e ainda na solidão melancólica dos oceanos, flutuando
a mercê das águas, ou quietas ou revoltadas, podemos
com outros Irmãos entoar o hino da nossa gratidão
ao Supremo Arquiteto do Universo e, aportando ao primeiro porto,
achar mão amiga que por um dos nossos sinais simbólicos
nos faça sentir que estamos, senão em terra da
nossa Pátria, pelo menos em terra amiga.
Tal é a concepção mais
elevada e justa da nossa Instituição; tal é
a eficácia e a solidez dos vínculos que devem
ligar a todos os Maçons espalhados pela superfície
da Terra.
Como todas as instituições humanas,
a nossa tem atravessado séculos de existência acompanhando
as vicissitudes dos tempos e conformando-se com elas, lutando,
agindo, criando, resistindo, vencendo, em todas as épocas,
em todas as latitudes, em todos os climas, em todas as nações,
mantendo sempre à luz do dia ou nas criptas dos subterrâneos
sombrios, erguido e majestoso, o Lábaro da Fé,
- o estandarte impoluto da nossa crença maçônica,
o pendão glorioso sobre o qual se esculpiu o Triângulo
simbólico - que é a estrela guiadora que nos conduz
à conquista do nosso Ideal, à posse definitiva
da Liberdade, da Igualdade e da Fraternidade entre os homens.
Fundido no seio da nossa Sociedade Maçônica
todos os elementos são da Sociedade Profana, amalgamando-os
e depurando-os no caminho de nossa Fé; purificando-os
ao fogo das caçoilas aonde fazemos arder a mirra perfumosa
que, em espirais de fumo, se evola como uma invocação
ao Grande Arquiteto do Universo, nós nos habilitamos
a influir sobre os destinos dos povos, infiltrando no seu seio
as nossas doutrinas, a nossa moral, as nossas idéias,
os nossos princípios, procurando transfundir no seu seio
o vigor e a energia; a virilidade, a discrição,
o desprendimento, o altruísmo, enfim, que é a
resultante da depuração a que nós próprios
nos sujeitamos de boa mente a fim de alcançarmos para
as nossas consciências a satisfação de havermos
praticado o Bem e para o nosso próximo os benefícios
da paz e o estímulo o aperfeiçoamento, progressão
moral, sucessiva e ascendente, por meio da qual nos aproximamos
lenta, mas continuamente, do nosso Criador Onipotente - foco
eterno de Luz, fonte perene do Bem, da Justiça e do Amor. |