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Irm Minoru
Tamura *
Cônego
Januário Da Cunha Barbosa, Poeta, periodista. Uno de los
grandes nombres de la emancipación brasileña. Prócer
da Independência
Nascido
aos l0 de julho de 1780, no Rio de Janeiro, o Cônego Januário
da Cunha Barbosa foi orador sacro, professor, jornalista, polemista
político, parlamentar, poeta. prosador, patriota.
Filho
de Leonardo da Cunha Barbosa e de Dona Maria de Jesus, ele português
e ela fluminense
Aos
9 anos de idade perdeu os seus pais sendo criado por um tio paterno
que lhe deu toda a educação. Optou por ser padre,
sendo ordenado em 1803. Após duas viagens a Portugal estabeleceu
a sua residência no Rio de Janeiro ocupando-se do seu ministério
principalmente como pregador.
Em
1808 é nomeado lente de filosofia e no mesmo ano D. João
VI que se comprazia com os seus sermões, o nomeia pregador
régio, agraciando-o com o hábito da Ordem de Cristo.
Em
1814 passa a efetivo da Cadeira de Filosofia racional e moral que
até então ocupava como substituto.
Cônego
Januário assombrou aos seus contemporâneos com a sua
personalidade, bela inteligência, realçada pela cultura,
pela sua palavra fácil.
Redigiu
juntamente com Joaquim Gonçalves Ledo o Revérbero
Constitucional Fluminense, jornal político, vibrante, arauto
da independência nacional que desde o primeiro número,
em 15 de dezembro de 1821, angariou merecido e elevado prestígio,
mantendo incandescente o patriotismo brasileiro.
Companheiro
de Ledo, teve a honestidade para reconhecer o amigo como o verdadeiro
construtor de nossa Independência. A essa dupla deve-se a
proclamação ao Imperador forçando-o ao Fico,
em 9 de janeiro de 1822 bem como o discurso pronunciado por Clemente
Pereira no Senado da Câmara em 23 de maio do mesmo ano.
Depois
da Independência foi perseguido e preso, sendo deportado para
Havre na França. Com a queda dos Andradas, retomou ao Brasil,
sendo recebido por D. Pedro com inequívocas demonstrações
de apreço e nomeado Cônego da Capela Imperial. Foi
escolhido para redator do Diário do Governo. Naqueles dias
tumultuosos, foi no parecer da crítica histórica,
dos mais ardentes panfletários. tomando parte ativa nos debates
políticos da imprensa. onde eram plasmados os caminhos da
Pátria nascente. Foi fundador do Instituto Histórico
e Geográfico Brasileiro e também Diretor da Biblioteca
Nacional o que exerceu até a sua morte.
Na
Ordem Maçônica, foi iniciado cm 1821 na Loja Comércio
e Artes cujos membros pretendiam a constitucionalização
e a independência
Foi
Orador do Grande Oriente Brasiliense e no desmembramento da Loja
Comércio e Artes para a formação do Grande
Oriente o Padre Januário é sorteado para fazer parte
da nova Loja Comércio e Artes, na Idade de Ouro, tendo adotado
o nome histórico de Irm Kant
Pertenceu
ao Clube da Resistência e depois ao Grande Oriente do Brasil
onde ocupou o cargo de Grande Orador. Foi nessa qualidade que participou
da memorável sessão de 20 de agosto de 1822 ou 8 de
setembro, segundo alguns sob a presidência do 1º Grande
Vigilante Gonçalves Ledo foi decidida a Proclamação
da Independência do Brasil.
Foi venerável da Loja em 1831 sendo reeleito em 1832. Nesse
ano envia uma prancha ao Grande Oriente Brasileiro, convidando-o
para o estudo de uma reunião entre dois Grandes Orientes
surgidos no Brasil. Recebe uma resposta afirmativa do Padre Belchior,
então Grande Secretário daquela Potência. Porém,
as exigências do Grande Oriente do Brasil que tinha novamente
José Bonifácio como Grão-Mestre, impossibilitaram
a realização da fusão desejada.
A
sua fidelidade à Maçonaria e aos seus amigos foi exemplo
e motivo de orgulho para a Instituição que o teve
como um dos seus membros mais dedicados e destacados. Num dos seus
magistrais discursos, assim se referiu á Maçonaria:
- "Filho da ciência e mãe da caridade, fossem
as sociedades como tu ó Santa Maçonaria e OS POVOS
viveriam eternamente numa idade de ouro.
Antes
de usar o titulo de Monsenhor com que fora distinguido alguns dias
antes, morreu o Cônego Januário da Cunha Barbosa em
22 de fevereiro de 1846
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