MAÇONS

 

 

 

 

 

 

 




Irm Jean-Jacques Rousseau


 

 

Henry Thomas

 

 

 

 


Jean-Jacques ROUSSEAU foi um filósofo e romancista, suíço de língua francesa que propôs novos temas em literatura e preparou o advento do romantismo. Renovou as idéias na política e na educação. Considerado o representante mais profundo do iluminismo e um dos que se ocupou intensamente com os ideais da Revolução Francesa. Nasceu em Genebra, em 28 de junho de 1712.

Entregue a si mesmo durante sua infância, sem mãe que morreu, ao nascimento, foi abandonado pelo pai, homem violento, que lhe dispensou pouca atenção. Aos dez anos estava entregue aos cuidados de um pastor.

Educou-se ao sabor das circunstâncias desenvolveu uma grande paixão pela leitura.

Inventou um sistema de notação musical e fez-se conhecer como compositor da ópera "As musas galantes".

Em 1728 vai para Annecy, na França. Muda-se para Paris 13 anos depois. Ali torna-se amigo do filósofo Denis Diderot e escreve para a "Enciclopédia". Tornou-se famoso de repente, quando a Academia de Dijon premiou seu Discurso sobre as ciências e as artes no ano de 1750.

Espírito sistemático e caráter apaixonado, Rousseau elaborou uma doutrina em "Discurso sobre a Origem da Desigualdade entre os Homens" em 1755, da qual tirou todas as conseqüências: o homem é naturalmente bom, mas sua bondade foi corrompida pela sociedade; é preciso, sempre que possível, voltar à virtude primitiva.

No meio de disputas e acusações, ele escreveu suas obras-primas: Júlia ou a nova Heloísa no ano de 1761, que obtêm grande sucesso, tratados sobre música e uma ópera, O Adivinho da Aldeia. Do contrato social, sua obra mais conhecida, defende um Estado baseado, na democracia e voltado para o bem comum e para a vontade geral. É o primeiro a atribuir soberania ao povo. Prega liberdade e igualdade, do lema assumido pela Revolução Francesa. Emílio 1762 em que Preconiza A " educação natural" Em Emílio, de forma romanceada, expõe suas concepções, através dos relatos da educação de um jovem, acompanhado por um preceptor ideal e afastado da sociedade corruptora.

A educação deveria levar homem a agir por interesses naturais e não por imposição de regras exteriores e artificiais, pois só assim, o homem poderia ser o dono de si próprio.

Resultou de sua formação, um vivo sentimento da natureza e um amor à solidão que se acentuou quando Rousseau, envelhecido, se julgava perseguido por todos. Nas Confissões e em Devaneios de um passeador solitário, publicadas somente depois de sua morte, tentou justificar-se.

Suas idéias causam polêmica com outros pensadores e com as autoridades francesas.

Obrigado a sair do país, exila-se na Inglaterra, mas volta para Paris em 1770. Mais tarde se muda para o castelo do marquês de Girardin, em Ermenonville, onde morre, em 2 de julho de 1778