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UFG - DIZEM OS MATEMÁTICOS

Queridos Manos

Correu pela internet a observação sobre as vantagens dos donos do Mundo entre os que estão os Banqueiros de todas as bandas.

Se um correntista tivesse depositado R$ 100,00 (Cem Reais) na poupança num banco, no dia 1º de julho de 1994 (data de lançamento do real), ele teria hoje na conta a fantástica quantia de R$ 374,00 (Trezentos Setenta e Quatro Reais).

Se esse mesmo correntista tivesse sacado e não pago R$ 100,00 (Cem Reais) no Cheque Especial, na mesma data, teria hoje uma dívida de R$ 139.259,00 (Cento e Trinta e Nove Mil e Duzentos Cinqüenta e Nove Reais), no mesmo banco. Ou seja: com R$ 100,00 do Cheque Especial, ele ficaria devendo 9 Carros Populares, e com o da poupança, conseguiria comprar apenas 4 Pneus.

Não é à toa que o Bradesco teve quase:R$ 2.000.000.000,00 (Dois Bilhões de Reais) de lucro liquido somente no 1º semestre, seguido de perto do Itaú e etc... Dá para comprar um outro banco por semestre! E os Juros Exorbitantes dos cartões de crédito? VISA cobra 10,40 % ao Mês CREDICARD cobra 11,40 % ao Mês.

Em contrapartida a POUPANÇA oferece 0,79 % ao Mês

O presidente mandou você tirar a bunda da cadeira, lembra?????!!!!!

Vamos, sim, tirar o "bumbum" da cadeira!!!

Mas em vez de procurar outro banco, vamos protestar contra essa situação insustentável de desequilíbrio econômico

Texto divulgado p/ Irm José Augusto Cione

Ao que tivemos uma resposta sensata do nosso Irm João Correia

Mano Cione

Tínhamos uma velha vizinha que vivia de glórias do passado. Família rica e influente que fora (Bragança). Sustentava o orgulho de dizer que visita em sua casa tomava café em xícara de porcelana, enquanto na maioria das casas se usava xícara esmaltada (muito chick, com rosinhas e outros tantos bibelôs). Mas, a contraditava a minha avó.

- Toda vez que ela tem visita eu tenho que ir a minha despensa.

Esta situação que você nos coloca, acertadamente, não é uma questão de ordem econômica, mas cultural, conforme o meu modo míope de ver as coisas.

Quando a Inglaterra levava o nosso ouro, sentíamos orgulhos de usar "casimira" dela em pleno Rio mais precisamente, na Tijuca (a 40 graus centígrados) e nos enchíamos de arroubos políticos, contra a França. Também, no tempo da Família Real o importante e o bom, para todos nós, naquela época estavam, na metrópole. E ainda mais ao invés de importarmos talentos para as nossas precárias academias (universidades) há mais de 03 séculos, estamos exportando os nossos e, em espantoso numero. As ultimas gerações (50-60 / 60-70 / 70-80) faltaram-lhes formação critica. Os primeiros envolvidos no furor da prosperidade do após guerra. Os segundos revoltados com a mentira abandonaram os valores éticos, morais e sociais, na busca da "paz e amor". Os do ultimo grupo foram castrados em suas lideranças em nome da tranqüilidade democrática e contra o terror comunista. O pior disso tudo é que as cabeças mais iluminadas se envolveram nessas etapas e deixaram um vácuo, na formação das lideranças nacionais, dando oportunidade para que a mediocridade se instalasse, em nosso país (os vendilhões). Se os membros de nossas primeiras elites se curvam em adoração a metrópole e usavam casimira, os nossos jovens de hoje (80-00) preferem o `hap` ao `pagode` ou enfrentar a morte, a humilhação, tentando um sol alhures, em trabalho escravo.

Assim, se explica a desproporção entre o capital empregado na poupança e o capital emprestado pelo mercado financeiro. Temos que agradar aos Senhores e remunerar bem o seu capital, por que gastamos mais do que a nossa capacidade de gerar riqueza, e, enquanto não aprendermos conscientemente que o caminho está na modificação cultural de nosso povo, a partir da instrução formal e de uma identidade nacional (objetivo nacional - esta linguagem soa mal) capaz de levar o povo a lutar pelo seu país, passando pelo simples fato de não comprar o desnecessário e muito menos usar o crédito fácil, oferecendo capital nacional ao mercado (poupança interna = não caderneta de poupança). A partir daí estaremos aptos a escolher dirigentes capazes de administrar o Brasil para o Brasil (é xenofobismo), sem roubalheira e corrupção.

Eis uma bandeira para ser abraçada. Mudar o nosso povo.

É de fazer inveja a Sergio Porto.
Mais um FEBEAPA.
Fraternalmente,
João Correia Filho