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| Direitos
Sobre o Patrimônio Social |
João Correia Filho - MI
... todo cidadão tem o direito de participar
do patrimônio social gerado por sua nação, mas
tem o dever de prover os meios de tornar realidade suas aspirações
e de buscar a realização de seus anseios.
Assim, não basta lamentar. A sociedade tem que lutar por seus
direitos e, isto implica, na inversão de energia (trabalho
e capital) capaz e suficiente para romper o "status quo".
Quando um cidadão ou um segmento social quiser promover a mudanças
necessárias a concussão de suas aspirações
(no caso em exame a realização plena de justiça
social (distribuição da riqueza nacional, sem espoliações),
torna-se necessário, primeiramente, conceber um "movimento''
e, em seguida adotar as seguintes providências: a) inversão
de capital; b) dar personalidade ao movimento; c) atuar na formação
de uma opinião pública favorável aos objetivos
do movimento; d) criar ações visando dar representatividade
ao movimento (aquisição de membros e mobilização).
Não é o fato de sermos "assalariados" (a maioria
da população brasileira) que nos impede de termos "justiça
social". Este fato também não se repete de igual
forma nos chamados países do primeiro mundo? A diferença
está na organização da sociedade e como ele se
formou, não por força de leis que concederam benefícios,
mas por intermédio de conquistas e reivindicações
que consumaram em cada país o seu pacto social.
Nós Maçons, que nos consideramos "formadores de
opinião" e que somos alçados, individualmente,
como "lideranças" dentro da "classe média",
temos sério e grave compromisso e responsabilidade pelo destino
de nosso país. Para atuar em um processo de mobilização
dos maçons teríamos que ter uma avaliação
segura sobre as suas e verdadeiras "aspirações"
(coletivas) para delas fazermos bandeira única de luta para
todos (os maçons) e difundi-la na sociedade para dessa ter
o respaldo necessários para a promoção das mudanças.
Isto foi feito na Independência e na República. Lembremo-nos
que são as idéias, aliadas às necessidades (realização
das aspirações coletivas), que promovem as mudanças,
qualquer que seja o matiz político-ideológico dominante,
que se queira enfrentar.
Conclusão:
DE QUE FORMA PRÁTICA, NÓS CIDADÃOS PODEMOS MUDAR
A REALIDADE BRASILEIRA DE MÁ CONCENTRAÇÃO DE
RENDA E DESIGUALDADE SOCIAL?
Esta conclusão é forjada tendo como cenário os
universo dos maçons brasiliense, cujo o perfil (médio)
deslinda um cidadão:
a) com idade média de 62 anos;
b) nível de escolaridade segundo grau completo;
c) economicamente pertence à classe média;
d) área de atuação: setores público e
de serviços (comércio e liberal);
e) renda média: 15 salários-mínimos
Dados do "Perfil dos Maçons do D. F. - 1999"
A meu ver, com todo o respeito que merecem nossos Irmãos, mas,
o perfil acima citado não desenha um campo fértil para
a propagação de idéias de mudanças, as
quais vibram e residem nos corações de Quixotes, que
vêem em seus sonhos batalhas de vigorosas vitórias, e,
que são capazes de se lançarem ao desatino para evitar
que sua passagem pela Ordem seja uma página branca na história,
desfraldando bandeiras e rompendo marcha sozinho.
Os maçons, cujo perfil foi traçado, estão com
suas vidas direcionadas e planificadas, e, geralmente, vem de uma
ascensão social (1940) de famílias que se urbanizaram
(após a Segunda GG = 1945 / 1958) e estão felizes com
o que alcançaram: constituíram família; os filhos
são doutores (bacharéis); tem residência própria
e certo conforto familiar; e, por fim, espera ou goza de sua aposentadoria.
Não é este o modelo para promover as mudanças
sócio-econômicas que a Nação precisa.
O que fazer ?
1) Tem-se que utilizar esta força, embora apática e
inercial, como fonte acumuladora de energia vital (princípio
do feixe): fonte de recursos. Convencê-la da necessidade das
mudanças e dela colher energia (recursos) para promover a ação.
2) Estabelecer uma Instituição em cada município
para difundir a idéia de mudança desassociada de qualquer
outro segmento e, reservada e discretamente, dirigida por maçons.
Pode ser uma Instituição nacional ou local (federada
ou correspondente);
3) Estabelecer apoio às eleições municipais para
os candidatos comprometidos com o grupo (sem cunho partidário
e fisiologismo), recaindo a escolha prioritariamente em maçons;
e denunciar os candidatos indignos (contra-propaganda)
4) Estabelecer campanhas cívicas-culturais junto as comunidades
estudantis de forma auxilia-las na sua formação patriótica
(Cidadão do Futuro; Bem Público é de todos nós;
Não as Drogas - Projeto de Valorização da Vida;
Concursos: O nome da rua em que eu moro; Vultos da História
Nacional). A instituição prepara os projetos e dá
o apoio logístico para a execução pela Escola
executa.
5) Campanhas Comunitárias Cívicas: patrocínio
do Dia da Cidade; Uma Bandeira do Brasil em cada casa; ciclo de palestras
e conferências de interesse público; participação
das campanhas de promoção social.
Utilizando todos esses instrumentos na formação e valorização
do brasileiro de forma deixar de ser mais um e torná-lo um
cidadão, que conheça os seus direitos e respeite os
direitos alheios, já estamos dando passos largos na busca do
objetivo maior que é o da "Justiça Social".
Desculpe-me pelo tamanho do texto: não sei ser sintético,
por isso escrevo pouco. |
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