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. . . . . .Irm. Thales Antonio Rodrigues Galhardo *
SIMBOLOGIA
O Símbolo é uma linguagem misteriosa ou algo convencional?
Um Símbolo qualquer poderá estimular a nossa compreensão,
despertar para algo que nos é peculiar ou que um dia nos
sensibilizou superficialmente. Um típico exemplo é
o triângulo eqüilátero e o círculo que
aparecem, ora isolados, ora juntos, e quase sempre combinados a
outros elementos sugerindo uma linguagem não verbal. Observam-se
tais símbolos, comumente, em bandeiras, emblemas, logomarcas,
códigos de trânsito, legendas publicitárias
e científicas.
Se um jornalista cultural de um importante jornal noticiasse que
uma determinada agremiação carnavalesca, famosa, inserisse
em sua bandeira (ou estandarte) um triângulo representando
os últimos três beneméritos presidentes, dentro
de um círculo demonstrando a união daquela agremiação
em torno daqueles nomes, certamente, essa bandeira seria merecedora
da admiração e orgulho para os fãs, porém
sem que ninguém mais se preocupasse com aqueles símbolos.
Se uma outra matéria aparecesse na mídia revelando
o triângulo e o círculo como elementos simbólicos
da primária cultura ameríndia, e que hoje esses elementos
aparecessem nos rituais das diversas tribos das Américas,
certamente, o grande público iria apontar ou rotular como
traços ligados ao primitivismo, a algum tipo de crença
pagã, ou ainda ao colorido, das formas ligadas ao folclore,
inseridos nos rituais exóticos.
Infelizmente, pouquíssimos seriam os eleitos capazes de refletir
sobre o profundo significado desses símbolos que singraram
os milênios, desde a remota Atlântida, desde a formação
dos povos da antigüidade, das religiões pagãs
às sociedades iniciáticas.
Quanto a palavras "símbolo" esta vem do grego "symbolom"
e refere-se a sinal ou distintivo e de forma mais abrangente quer
dizer alegoria. O símbolo é uma representação
estética de uma idéia oculta. Os símbolos remontam
as origens da humanidade. São chamados naturais quando existem
na natureza e artificiais quando provêm de idéias personificadas.
Todas as culturas das diversas raças incorporaram símbolos
nas suas tradições, costumes e linguagens. Os símbolos
artificiais podem reunir formas geométricas, letras, algarismos,
instrumentos e ferramentas inerentes as várias profissões,
formas humanas, animais ou vegetais (em forma acadêmica) ou
tendências exóticas, psicodélicas e surrealistas.
Os símbolos não místicos são encontrados
em logomarcas empresariais, nos emblemas de clubes de serviços,
sociais, recreativos e esportivos. Nas instituições
militares, políticas, científicas e educacionais;
nos poderes constituídos da república, nas monarquias,
etc. São considerados, ainda, símbolos não
místicos os da heráldica.
Os símbolos místicos trazem, geralmente, elementos
similares aos demais profanos, porém com algo que os distinguem,
profundamente, na interpretação. Cada religião
traz um arcabouço simbólico que revela sua doutrina
e sua historicidade através de parábolas, preces,
sermões (pregações) e rituais revelados aos
seus seguidores.
No que tange as iniciações nas Escolas Esotéricas,
certas leis universais são demonstradas e certos símbolos
incluídos para poder explicá-las. A natureza universal
desses elementos simbólicos dá o verdadeiro significado
esotérico e suas aplicabilidades são quase infinitas.
Os símbolos são como uma verdadeira arte nunca deve
falar aos sentidos, e sim, excitar a nossa imaginação.
Sendo esses elementos, fundamentalmente, esotéricos revelam
de forma infusa a sabedoria cósmica, que nos orienta nos
passos da iniciação interna.
Os mistérios velados nos símbolos mergulham num passado
longínquo e resgatam os métodos dos antigos Egípcios,
da Grande
Fraternidade Branca, que ensinavam esses mistérios aos seus
adeptos, através de uma rica estrutura alegórica e
uma linguagem peculiar que fez da Grande Fraternidade uma sociedade
ímpar.
A semiótica referente ao esoterismo abrange direta e indiretamente
a todos os signos universais (naturais e artificiais) já
conhecidos pelo homem. Por onde a Fraternidade Branca passou captou
todo conhecimento, estudou, organizou e protegeu do alcance profano,
usando a chave do simbolismo para preservar a sabedoria iniciática.
As escolas de ocultismo cruzaram os milênios cristalizando
todo conhecimento e poder nos corações de seus adeptos,
perpetuando os mais sábios ensinamentos protegidos por uma
invulnerável e indestrutível egrégora.
É muito importante que os estudantes e praticantes do esoterismo
ao entrarem num Templo compreendam todo seu significado. Cada detalhe
do conjunto de uma Loja, foi criado, especialmente, para expressar
de maneira objetiva, princípios cósmicos. A convivência
com os símbolos, dentro de uma Loja conduz o estudante ao
aprendizado desses princípios.
Para o buscador, dessas verdades, a contemplação dos
símbolos evoca novos e estranhos responsivos acordes no seu
interior. As formas enigmáticas provam-se fascinantes e o
estudante, muitas vezes, não sabe o porquê. Os Símbolos
o intrigam, desafiam-no e parece falar-lhe uma língua bem
compreensível para seu Eu exterior.
Finalmente, é inerente ao esoterista o olho clínico
na observação, leitura e análise dos símbolos
de uma Loja. Muitas são as palavras que ali estão
implícitas revelando ensinamentos ocultos que às vezes
a linguagem verbal é incapaz de nos ensinar. Os símbolos
podem estimular certos setores da mente do iniciado fazendo-o relembrar
ensinamentos (passados) encravados no seu subconsciente. Os símbolos
são as ferramentas da iniciação, conduz o iniciado
do exterior para o interior.
Os Símbolos e a Mente
Após este estudo preliminar sobre simbologia vamos dar mais
um passo em direção aos chamados "misteriosos
ícones". Já sabemos que os símbolos são
infinitos e estão em toda as culturas, em toda história
do homem. Esses elementos parecem se multiplicar, em suas interpretações
e cada vez nos ensinam mais.
Carls Gustay Jung afirmou que os símbolos não são
apenas alegorias e sinais significativos, porém imagens de
conteúdos que em grande parte transcende a consciência.
E completa dizendo: "é indispensável ao homem
um estudo psicológico dos símbolos".
Então, Jung ao afirmar que esses elementos transcedem a consciência
(plano objetivo) aponta para outros planos da mente humana. As imagens
externas captadas pela visão (objetiva) são decodificadas
pela nossa mente e se não há leitura e entendimento
dessas imagens no plano consciente, elas perderão, logicamente,
seus valores e ficarão sem sentidos. Porém se uma
imagem for lançada ao subconsciente e ali encontrar um remoto
registro logo despertará no neófito interesse em desvendar
o significado da imagem mesmo intuitivamente. Em geral, a simples
observacão dos símbolos místicos no interior
de uma Loja, provoca estímulos subliminares no cérebro
que podem ser processados e compreendidos durante a caminhada do
aprendiz. Assim como as células ( DNA ) são um patrimônio
genético que guardam todas as informações dos
nossos ancestrais, o subconsciente é a caixa preta que guarda
as informações e aprendizados de vidas passadas.
É preciso exercitar essa área da mente, o que pode
ser alcançado com exercícios de concentração,
mentalização e trabalhar certos chakras para levantarmos
o véu do esquecimento e então entender os diversos
símbolos das religiões orientais, filosofias herméticas,
mitologias e astrologia que revelam os mistérios da vida,
do renascimento, da morte, da vida eterna, dos ciclos do homem sobre
a terra e as leis da natureza. Os estudantes de esoterismo, mais
adiantados, percebem imagens internas, vistas na tela da mente,
através do chakra frontal. São visões metafísicas
e geralmente, simbólicas. Devem ser cuidadosamente entendidas.
Já podemos concluir que não é uma simples olhada
para um símbolo místico que se vai aprender alguma
coisa ou perceber algum fenômeno metafísico. O que
devemos fazer é uma leitura permanente dos símbolos
e vivenciá-los dentro dos rituais esotéricos além
dos exercícios acima propostos. Sendo assim, as chances de
entender o verdadeiro sentido da simbologia esotérica vão
aumentando a cada degrau conquistado. Quando todos os seres humanos
conhecerem essa área da mente, a civilização
estará muita avançada.
A Arca dos Símbolos.
As religiões milenares e as sociedades esotéricas
trazem um maravilhoso mundo mágico inserido na simbologia.
As religiões pagãs, também deram grandes contribuições
no simbolismo e rituais que ainda hoje aparecem com traços
marcantes. O maior arcabouço simbólico, pode-se assim
dizer, é o conjunto dos oráculos: tarôs, runas,
baralhos, ciganos, búzios, numerologia, etc. Os números
são os mais universais porque aparecem em todas as culturas.
As mitologias, também com grande acervo simbólico,
guardam a história dos mistérios da cerimônias
e cultos onde os pagãos reverenciavam seus deuses e heróis.
As lendas orientais, com suas histórias fantásticas
e imaginosas, perpetuaram-se através da tradição
oral e receberam nas suas entrelinhas muitos elementos simbólicos
da sabedoria oriental.
As Shephirotes ( ou a Árvore da Vida), as Iniciações
públicas de Jesus e o Apocalipses de João são
as grandes riquezas simbólicas do Cristianismo gnóstico.
Os alfabetos: hebraico, sânscrito, egípcio antigo,
o vatan e o Arqueômetro guardam os maiores segredos da alta
magia.
Finalmente, para se abrir a ARCA DOS SÍMBOLOS e desvendar
os mistérios ali contidos, é preciso afastar a visão
do racionalismo. Não devemos limitar nossa mente ou acorrentá-la
à mesquinha condição materialista. Não
devemos ficar presos às conclusões dos cinco sentidos
externos do homem, apenas com uma compreensão parcial ou
equivocada das coisas do nosso mundo. O racionalista jamais entenderá
o valor da INICIAÇÃO, e logo, não ultrapassará
a porta da mesma.
O estudante de esoterismo deve ser um caçador de enigmas
para poder encontrar a chave da ARCA DOS SÍMBOLOS, e assim,
desvendá-los!
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