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Fonte:
Informativo nr. 271 dos Templários
Responsável: Ir.·. Jerônimo Borges Fº
Florianópolis (SC) 26 de novembro de 2009
(trabalho compilado e adequado pelo
Ir.·. Antonio Douglas Zapolla
A.·.R.·.L.·.S.·. Luz de Brodowski 072,
baseado em obras de Zally Barros de Araújo e
Nicola Aslan e do Ritual de Ap.·.
do GOB, REAA. )
Em homenagem à manifestação dos autores dos trabalhos pesquisados ou que nos chegam para publicação, não emitimos qualquer opinião ou juízo. Cabe a cada um de nós, formarmos individualmente a nossa conclusão sobre os temas apresentados
A Maçonaria, desde o período mais primitivo de sua história, beneficiou-se com o auxílio da música no desempenho de seus Ritos e Cerimônias. Ao empossar-vos na direção da Col.·. de Harm.·., revisto-vos com a jóia do cargo – a LIRA – devendo lembrar-vos que o principal objetivo da música, quer no preparo do ambiente, tornando-o solene, inspirador e belo, quer como complemento dos trabalhos, é o de contribuir para a elevação dos nossos sentimentos de amor e bondade.
Com essas palavras o V.·.M.·. empossa o M.·. de Harm.·. Em seguida o M.·. de Ccer.·. o conduz ao seu lugar. E qual é o lugar do M.·. de Harm.·. em Loja?
Segundo o Ritual de Apr.·. do GOB, edição 2001, o M.·. de Harm.·. está localizado a sudoeste do Templo, à direita da entrada entre o Cobr.·. Int.·. e a parede lateral. Nesse local estão instalados os componentes da Col.·. de Harm.·.
E o que vem a ser Col.·. de Harm.·.?
Segundo N. Aslan em seu “Grande Dicionário Enciclopédico de Mac.·. Simb.·.”, Col.·. de Harm.·. são os IIrm.·., senhoras ou artistas encarregados de parte musical em qualquer Solenidade ou Cerimônia Maçonica”. Zaly B. de Araújo em seu livro “Col.·. de Harm.·.” a define como o conjunto de cantores, músicos, instrumentos musicais, equipamentos eletrônicos, acessórios, e o conjunto de partituras, discos e fitas, destinados, no todo ou em parte, sob a direção e coordenação do M.·. de Harm.·., à musicalização das Sessões Ritualísticas e outras Cerimônias realizadas por uma Loja Maçônica”.
Esta definição nos parece mais completa, ressalvando, no entanto, que nos dias atuais são raríssimas as Lojas que possuem cantores, músicos e instrumentos musicais, limitando-se a Col.·. de Harm.·. aos equipamentos de som, CDs e fitas cassete para reprodução das gravações, além do controle dos microfones e luzes em algumas Lojas.
Para ressaltar a importância da função do M.·. de Harm.·., devemos atentar, além das palavras ouvidas na sua posse, para o fato de que, se deve haver compatibilidade e adequação entre o sentido do evento de uma sessão e a música que o acompanha, não é difícil entendermos que nem toda música pode entrar nos Templos Maçônicos, daí a importância do desempenho do M.·. de Harm.·., cuja escolha, nunca improvisada, deve recair num Irm.·. interessado, criterioso e com suficiente bom senso para manter a compatibilidade e adequação evento x música. Neste aspecto, é importante destacar que em sessões maçônicas, sejam elas econômicas ou magnas, a música adequada e recomendada por todos os ritos praticados, é a música clássica, não sendo aceitável a execução de músicas populares, sacras e religiosas, bem como músicas cantadas, mesmo que o autor ou as letras tenham cunho maçônico (um exemplo disso é a Acácia Amarela, do Ir.·. Luiz Gonzaga, que muitas lojas tocam, bem como trilhas sonoras de filmes).
A função do Mest.·. de Harm.·., vale ressaltar, embora de grande importância, não exige nenhum Doutor em música para o seu desempenho. Sendo, no entanto, desaconselhável que AApr.·. venham a desempenha-la, seja pela sua pouca experiência maçônica, seja pela proibição ritualística de AApr.·. terem acesso à Col.·. do Norte.
Quanto ao repertório, este deve ser o mais amplo e eclético possível, evitando-se a repetição constante dos mesmos temas nos mesmos momentos das Sessões, transformando à Col.·. de Harm.·. numa simples repetição semanal de uma mesma seleção, por melhor que ela seja.
Não vamos entrar diretamente no tema, pois este é um assunto por demais amplo, sendo digno de um texto exclusivo onde possamos discutir tipos de músicas, as diferentes sessões, os autores, enfim todos os critérios que norteiam a seleção do repertório.
No exercício do seu cargo, compete ao M.·. de Harm.·.:
A) Dirigir a execução da Col.·. de Harm.·..
B) Assessorar o V.·.M.·. nos assuntos pertinentes à Col.·. de Harm.·.
C) Manter em perfeito estado de conservação, organização e funcionamento dos equipamentos e materiais da Col.·. de Harm.·.
D) Propor ao V.·.M.·. a aquisição de CDs, fitas e material necessário à Col.·. de Harm.·..
E) Selecionar a sonoplastia de efeitos especiais e os trechos musicais para os trabalhos ritualísticos, incluindo as pausas e os eventos previstos. Aqui é oportuna a advertência : não basta, entretanto, selecionar qualquer música, escolhida sem nenhum cuidado ou critério; é indispensável que haja, em todos os momentos, compatibilidade e adequação entre o sentido ou natureza do evento e o trecho que o acompanha.
F) Organizar e gravar a seqüência musical adequada a cada tipo de Sessão, ouvido, antes, o V.·.M.·., devendo existir perfeita correção entre os tempos dos conteúdos da Cerimônia e as músicas neles utilizadas.
G) Sugerir ao V.·.M.·. um treinamento prévio, particularmente antes das Sessões mais complexas, de maneira que :
- preparada a trilha sonora, a Cerimônia não pode transcorrer mais rápida ou mais lenta que os andamentos dos trechos musicais escolhidos;
- o M.·. de Harm.·. só deve interromper a música quando terminar a frase musical; a não observância dessa regra comprometerá a beleza da combinação da música com o evento.
- A escolha de músicas clássicas adequadas para cerimônias especificas.
- Uma boa recomendação também é se estudar a vida e obra de MOZART, grande compositor, que foi maçom renovado, e que compôs várias músicas próprias para a Harmonia de uma Loja Maçônica.
Não podemos nos esquecer que uma harmonia bem preparada e adequada, irá oferecer condições para uma concentração mais criteriosa, além de criar um clima propicio para acalmar o espírito e enlevar a alma, e assim dar condições para que qualquer sessão maçônica seja mais aproveitável, mais leve e muito mais útil. A música clássica própria é parte fundamental para o perfeito andamento dos trabalhos e um Mest.·. de Harm.·., em conjunto com o Ven.·. Mest.·., não pode executar músicas profanas, religiosas e afins, pois assim, além de não estar cumprindo as funções, poderá também desvirtuar a finalidades das sessões maçônicas |