Samaúma - PORTAL MAÇÔNICO
 


 

 

 

 




 



 

O que diferencia Um Grande Oriente de Uma Grande Loja?

 

 

 

 


Carta do Eminente Irm
João Correia Filho

 

 

 

Caros IIrm,

Essa diferença de GO e GL quanto à pluralidade de ritos não corresponde. Existe GL com mais de um rito, mesmo aqui no Brasil (ex:- MR Grande Loja Maçônica de Brasília que trabalha do Escocês e York). Esta definição foi plantada no Brasil por "A. Gomes" em um de seus livros, porque, na época, todas as GGLL adotavam somente o Rito Escocês.

O que difere um GO de um GL é a estrutura de Poder. Aliás o que diferenciava, pois, já existem GL com 3 Poderes. No sistema obediencial de GL ela (Assembléia Geral da Grande Loja) é Soberana e exercer as funções legislativa e judiciária (está em grau de recurso) e o Grão-Mestre é plenipotenciário, inclusive pode apreciar, em grau de recurso, as decisões da Assembléia. Já nos GOs há a tripartição dos poderes e o GM tem ação limitada ao processo legal, sob pena de ter seus atos reformados pelo Judiciário, quando se tratar de matéria de direito e ao Legislativo quando se tratar de processo de responsabilidade. Lógico, as GLs têm o instrumental adequado para processar os GMM

RECONHECIMENTO é ato formal de recíproca aceitação entre potências simbólicas ou das Oficinas Chefe dos Ritos (filosóficas). É lógico que, para a formalização são impostos, por ambos os lados, princípios e condições.

Até a pouco tempo existia o princípio da territorialidade: que não admitia o reconhecimento de 02 potências no mesmo território, que caiu por terra, depois do fim da guerra fria, quando se desenhou um novo quadro geopolítico, que ensejou a fundação de novas potências, em um mesmo território. Outro princípio é a não existência de cadeia de reconhecimento: se "A" reconhece "B";e "B" reconhece "C", isto não implica no reconhecimento de "A" com "C". Os tratados têm que ser feitos entre as potências "uma a uma", com a anuência daquelas que já forem reconhecidas. É por isto que, alguns GOBianos vão aos EEUU e não são recebidos em diversas GLs, pois, o GOB só formalizou reconhecimento com a quase metade das GGLL-USA. Não se há, portanto, de falar em "franquia", que só serve para denegrir a imagem da maçonaria, como se o reconhecimento fosse objeto de valoroso negócio.

As obediências simbólicas (GO e GL) assinam com as Oficinas Chefes dos Ritos tratados de adoção do rito e administração dos graus simbólicos (1 a 3). Não há a figura do reconhecimento recíproco, porque são estanques as áreas de atuação. Assim, há reconhecimento entre o GOB e diversas GG.´. LL.´., mas, este reconhecimento não atinge as Oficinas Chefes dos Ritos. Conseqüência prática: REAA não se pode unificar os Rituais, pois, são dois os Supremos Conselhos do REAA no Brasil. Os graus concedidos por um não são acolhidos pelo outro. Assim, não há "ritos" irregulares, existem, sim, ritos não adotados.

É oportuno esclarecer que com o tratado entre as potências simbólicas, geralmente, se faz constar cláusula de aceitação dos graus simbólicos, por ambas, as partes independentemente do rito. Assim, um Irm do Rito Moderno, Brasileiro, Adonhiramita ou Schoeder, poderá, desde que placetado pelo GOB, ser filiado às GGLL que, com ele tenha tratado, e a recíproca é verdadeira, havendo reconhecimento dos graus simbólicos.

Outra questão: até o ano 2000 somente o GOB tinha o reconhecimento internacional dos graus simbólicos (GLUI), não tendo o Supr. Cons. do REAA a ele vinculado qualquer reconhecimento internacional, situação que perdura. Em contra-partida o Supr. Cons. do REEA a que se vincula as GG. LL. tem o reconhecimento internacional, mas faltava para os Graus Simb. que passou a tê-lo a partir dos tratados de reconhecimento firmados com o GOB.

São estes os singelos esclarecimento que presto aos caríssimos Irmãos, pedindo-lhe, caso esteja errado, que me corrijam.


Com o meu TFA

João Correia Filho.