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Avatar

 

 

 


Extraído do Livro Glossário Esotérico
de Trigueirinho

 

 

 

O núcleo central da consciência do homem, regente da sua trajetória evolutiva, é denominado regente monádico, Oitava Mônada ou Regente-Avatar. A ele estão vinculados doze prolongamentos: sete mônadas que se expressam no plano físico cósmico e cinco Princípios, que se coligam com planos imateriais.

O despertar cósmico de um indivíduo ocorre quando a mônada reconhece esse seu núcleo central, o verdadeiro Homem Cósmico que, ao plenificar-se, ascende ao estado de Avatar. De maneira simplificada, pode se dizer que no decorrer da evolução o ego humano é absorvido na alma, a alma na mônada, e esta, junto com as outras seis e os cinco Princípios, no regente monádico. Quando isso ocorre, o regente atinge a consciência de Avatar penetra na essência da energia divina. Tal realização corresponde ainda à síntese de uma energia específica (de um dos Raios), e à absorção de um dos Aspectos emanados da Fonte primeva para a vida cósmica. O desenvolvimento dessas fases transcorre de modo praticamente imperceptível para a consciência humana. Liberto da manifestação compulsória na matéria, o Avatar pode atuar em mundos materiais a serviço do Governo Celeste Central.

O nível de existência do Avatar é superior ao monádico e fundamenta-se na lei da síntese. No Avatar realizou-se a síntese das polaridades masculina e feminina. E um grau de realização alcançado após finalizadas as etapas de experiência no universo físico cósmico. A partir de então existirá nele tão-somente a essência da energia: neutra, assexuada, e não mais a união de polaridades. Isento de dualidades, de energias que ora se afinam, ora se contrapõem, o Avatar encontra-se no estado original que transcende qualquer divisão. Transcende verdadeiramente o âmbito das leis materiais.

A consciência de Avatar representa a Unidade; é o portal da onipresença e da onisciência e o meio de contato com as Fraternidades Cósmicas Um Avatar - participante da existência imaterial - manifesta-se no mundo concreto, quando necessário, para servir. O despertar de um Avatar não é fato isolado, individual em todo o cosmos, mônadas coligam-se, compondo redes internas que evoluem sincronicamente rumo a essa meta. Dentro de uma visão bastante ampla, que transcende o tempo, a evolução de cada uma dessas consciências conta com a colaboração interna das demais. Quando mônada e regente monádico se unificam, a energia do nível por ela tocado permeia toda a rede e a impulsiona. Algumas Mônadas de uma mesma rede podem reunir-se num sistema planetário para assumir uma tarefa evolutiva. O regente monádico, que recebe e transmite a visão do que é o propósito do grupo assim reunido, atua sobre todas as mônadas que compõem o grupo. Esse circuito é um prolongamento do grande ímã cósmico para o qual toda a vida se deixa atrair. A consciência do Avatar engloba vários níveis, e no seu caminho evolutivo busca integrar-se às nuanças da energia única às quais, em essência e como tarefa, está coligado. No universo físico cósmico e transmissor dos desígnios dos Conselhos. Ao retomar aos mundos tangíveis, revela e canaliza de modo ímpar a potência de energias imateriais.

Os Avatares trazem, em si, imanente, a vibração do sagrado, manifestam potenciais distintos e podem atuar em âmbito planetário, sistêmico, galáctico ou em outros ainda mais amplos. O termo avatar provém do sânscrito, avatâra, e também pode ser empregado para designar a encarnação de uma consciência divina.