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A Tétrada Sagrada (Teogonia de Pitágoras)


Pesquisado rio Manual dei Aprendiz (Magister) e os Grandes Iniciados (E Schuré) pelo lrm Roberto Chirenti.

Todos os grandes iniciadores religiosos tiveram consciência da grande importância da lei do ternário. Ela é a pedra fundamental da ciência esotérica e, para Pitágoras, era o ponto de partida.

O número três por toda parte reina no Universo. E a Mônada é seu princípio, - Oráculo de Zoroastro.

O Ternário
Todo par de elementos ou princípios opostos e complementares encontra um terceiro elemento, o intermediário equilibrador ou Princípio de Harmonia, reflexo no mundo relativo da Unidade Pré-antimônica originária.

Dessa maneira cessa o conflito dos dois opostos e a Dualidade torna-se fecunda e resolve-se num impulso evolutivo, construtivo e progressista.

O Pai e a Mãe geram o Filho, Osíris e Ísis geram a Hórus, Vixnu, o Conservador, estabelece-se entre Brahma, o Criador e Shiva, o Destruidor.

Os três pontos sintetizam o Mistério da Unidade da Dualidade e da Trindade, ou seja, o Mistério da Origem de todas as coisas e todos os seres. Os três pontos definem um plano.

O triângulo é a figura geométrica resultante da união de três pontos por meio de três linhas retas. A sua importância é excepcional, visto que todas as demais figuras geométricas podem ser reduzidas ou decompostas em triângulos.

Tetraedro e Tétrade
Quatro triângulos unidos por seus lados, de forma que cada um esteja, em cada um de seus lados, unido com os três restantes, formam as quatro faces do tetraedro ou pirâmide de base triangular,, o primeiro e fundamental entre os cinco só~idos regulares, visto que os outros quatro podem ser decompostos em tetraedros.

Quatro faces e quatro vértices, respectivamente triangulares e triedros, concorrem para formá-lo e mostram como o ternário bi-dimensional, representado nas três dimensões, resolve-se num quaternário, originando aquela Tétrade "Manancial Perene da Natureza", da qual fala Pitágoras.
No tetraedro, os três princípios ou elementos (Enxofre~ Sal e Mercúrio ou Pai, Mãe e Filho), provenientes da Unidade Primordial, o vértice superior do tetraedro e representados pelas três faces, juntam-se entre si, formando um ângulo triedro, cuja delimitação inferior, por meio da intersecção dê um plano, forma um novo triângulo, manifestação no mundo da matéria dos três princípios, triângulo este que é o reflexo do ângulo triedro superior ou Unidade Primordial.

Assim como o ternário universal se concentra na Mônada ou unidade de Deus, também o ternário humano se concentra na consciência do eu e na vontade, que reúne todas as faculdades do corpo, da alma e do espírito em sua vida unidade. O ternário humano e divino resumido na Mônada, constitui a Tétrade Sagrada. Mas o homem só realiza sua própria unidade de uma maneira relativa, pois sua vontade é representada pela base do tetraedro, que age sobre todo o seu ser. Não pode, entretanto, agir simultânea e plenamente em seus três órgãos representados pelas outras três faces do tetraedro, ou seja, no instinto, na alma e no intelecto. O Universo e o próprio Deus só podem aparecer alternada e sucessivamente como que refletidos por essas três faces ou espelhos:
1. Visto, através do instinto e dos sentidos, Deus é múltiplo e infinito como suas manifestações. Daí o politeísmo, onde o número dos deuses não é limitado;
2. Visto através da alma racional, Deus é duplo, isto é, espírito e matéria. Daí o dualismo de Zoroastro e de várias outras religiões;
3. Visto, através do intelecto puro, Ele é triplo, ou seja, espírito, alma e corpo, em todas as manifestações do universo. Daí os cultos trinitários da índia (Brahma, Vixnu e Shiva), cristianismo (Pai, Filho, Espírito Santo) e outros.
4. Concebido pela vontade que resume o todo, Deus é único; é o monoteísmo hermético de Moisés em todo o seu rigor. Aqui, nada de personificações, nada de encarnação. Saímos do universo visível e entramos no Absoluto. O Eterno reina só sobre o mundo reduzido a pó. A diversidade das religiões provém, portanto, do fato de que o homem só realiza a divindade através do seu próprio ser, que é relativo e finito, enquanto Deus realiza a todo instante a unidade dos três mundos na harmonia do Universo.

 

 

 



A Evolução é a lei da vida. O número é a lei do Universo. A unidade é a lei de Deus (Pitágoras).