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Ir Rizzardo
da Camino
No amplo panorama
maçônico, a respeito do homem-maçom, da sociedade
onde ele vive e atua e da moral, tem-se escrito memoráveis
artigos envolvendo aspectos sociológicos, os mais diversos.
Sobre o homem-maçom
que difere do homem-comum pela Iniciação, muito se
tem divulgado.
A respeito da
Sociedade e em especial, a brasileira, há uma imensidão
de conceitos, de crítica e de futurologia, às vezes
promissora, às vezes de desencanto.
As religiões,
os grupos sociais, as entidades, os direitos humanos, enfim, a volumosa
parafernália correspondente, surge a todo o momento e em
qualquer parte.
A atual Campanha
da Fraternidade, que na Quaresma surge no Brasil, sob o comando
do Papa, visa a habitação, ou seja, dar a cada família
um lar condigno.
A tudo isso
a Sociedade responde aos apelos e às necessidades e contribui
dentro dos seus parcos recursos.
A Maçonaria
pouco pode fazer, dada a sua condição de associação
paupérrima.
Resta a MORAL,
tão ausente em todos os setores sociais e da própria
vida.
Assim, o trinômio
Maçonaria -Sociedade - Moral, apresenta-se inócuo;
pouco ou nada a Maçonaria contribui para uma Sociedade melhor,
mais justa e produtiva; muito menos pode contribuir para que a Moral
possa ser a Luz indicadora de um correto caminho.
Lemos artigos
magníficos, como o inserido na Revista Hiram Nº 7/1992,
de autoria do Sereníssimo Grão-Mestre Giuliano di
Bernardo, do Grande Oriente da Itália, que demonstram a preocupação
da Maçonaria italiana quanto ao papel que a Maçonaria
representa para a Sociedade e para a Moral.
O noticiário
comum que nos chega diz que nada menos que 800 pessoas, ilustres
- políticos - foram denunciadas por corrupção.
A Itália,
como o Brasil e a maioria das nações, enfrenta um
período negativo quanto à Moral, sem contar o que
sucede nos subterrâneos da Máfia e da Cosa Nostra.
Qual o poder
da Maçonaria para solucionar esse enfraquecimento da Moral?
Não podemos
invadir seara alheia, pois em nosso país tivemos um período
negro de corrupção, a ponto de um presidente da República
ser tolhido de suas funções e a preocupação
de seu substituto em exigir rigor na apuração dos
fatos, pois "suspeita-se" que centenas de pessoas estejam
envolvidas em toda trama de desonestidade.
No Congresso
Nacional e nos Governos Federal, Estadual e Municipal, a Maçonaria
tem representação expressiva.
Nós,
os maçons, alardeamos: "nenhum maçons está
envolvido em corrupção!".
Na realidade,
dados os princípios moralistas da Ordem, isso seria inaceitável.
O próprio
anterior presidente da República era maçom... e quantos
outros envolvidos não o seriam?
Tudo isso nos
conduz a uma séria meditação.
A Moral, princípio
básico maçônico, deve ser "fiscalizada"
desde a Iniciação de um futuro maçom!
Enquanto não
"limparmos" a casa, a Maçonaria não terá
autoridade de criticar a apontar suspeitos ou mesmo culpados.
O problema não
deve ser enfrentado a partir dos Grão-Mestres, mas dos Triângulos
e das Lojas, mesmo situadas em pequenos municípios!
O saneamento
deve partir "de mim" e "de ti", meu Irmão!
Se... todos
os maçons guindados a uma posição de comando,
de função pública ou de liderança na
sociedade, se unissem, e "PELO EXEMPLO" exigissem correção
em tudo, o trinômio Homem-Maçom - Sociedade - Moral
surtiria efeito.
Infelizmente,
e isso pela inobservância da Tolerância, dentro das
próprias Lojas, especialmente em época de eleições,
a "moral" fica guindada a segundo plano. Como os Irmãos
se digladiam! Tudo porque o "poder" é de magna
atração.
Os maçons
novos não tiveram, ainda, oportunidade de observar de perto
esse dilema; mas aos que labutam já há 3O ou 4O anos,
e mais. a desilusão infiltrou-se em todos os campos!
Como contorná-la?
Como lutar pelos princípios básicos da Arte Real?
Nossa esperança
está na leva de jovens que ingressarão na Ordem, mas
para garantir a integridade da moral, sob todos os aspectos, interna
e externamente, os proponentes devem pensar duas vezes, antes de
indicar um candidato.
Como é
difícil ser-se Maçom!
Como é
estranho rebater as acusações que nos são feitas!
Deixamos no
ar, eis que esse é elemento primordial da nossa Instituição,
a questão "Que posso eu, Maçom, fazer para que
entre o Homem-Maçom, a Sociedade e a Moral, haja sintonia
perfeita?"
Mesmo uma sugestão
modesta, já será um primeiro passo para adentrarmos
no caminho; todo caminho é iniciado com o primeiro passo,
e então, terei eu força suficiente para esse impulso?
Com o amparo
do Grande Arquiteto do Universo, cremos que sim!
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