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Tereza
Maria Savine* M M
Minhas não
são estas palavras, mas do G A D U, que me instruiu. Assim,
estejam atentos, pois o "Senhor não fala duas vezes".
As Leis Fundamentais
da Maçonaria são extraídas de antigos documentos
e devem ser estudados sempre que possível. Em todo trabalho
maçônico existem dois significados: o aparente e o
de sentido profundo, verdadeiro. Compreendendo o cerimonial, o Maçom
descobrirá que sua mente se une ao seu coração,
fazendo-o elevar-se a um mundo de paz, de luz, de harmonia, sabedoria,
força e beleza. Por isso, é imprescindível
que ele assimile o simbolismo da ritualística, não
lhe sendo lícito acomodar-se e "tolerar", sem compreender,
o sentido profundo daquilo que fala e lê. O maçom não
pode, não deve repetir o que ouve por simples rotina, posto
que a ritualística maçônica é a observação
religiosa e consciente para estudo e meditação.
Todo ritual
é um meio de atrair forças para o mundo e o homem
que o realiza é um agente comunicante de tais energias, por
demais úteis para e das quais a humanidade tanto necessita.
Assim, tão logo as portas da Maçonaria se abram para
o Iniciado, tem este de assumir os deveres e as responsabilidades
que nela veio buscar: deve procurar entender e ser entendido, falar
e tolerar que lhe falem, a tudo ouvindo com perspicácia e
atenção, ensinar e aprender, ajudar e deixar que lhe
ajudem, pedir tolerância e ser condescendente, aceitar e procurar
ser aceito, requerer e dar atenção aos outros, comungar
com aqueles a quem chama de Irmãos e procurar ser realmente
um deles.
É necessário
que o Maçom - qualquer que seja o seu grau -, tenha um comportamento
modelar, dentro ou foram do Templo, com a Loja aberta ou fechada,
no recinto maçônico ou nos profanos. É preciso
que o iniciado na Sagrada Arte tenha, mantenha ajude a manter o
silêncio e o respeito na Sala dos Passos Perdidos, a postura
adequada na formação da procissão, a atenção
plena e consciente aos hinos cantados, o respeito devido à
cerimônia do incensamento, a consciência plena do significado
da LUZ advinda do Fogo Sagrado no acendimento das velas, a ajuda
espiritual plena à Abertura da Loja e sua cobertura, a prática
correta dos sinais, toques e palavras, a atenção à
ordem dos trabalhos, o conhecimento pleno dos instrumentos de trabalho
e do painel do grau, bem assim, ajude, com todo o coração
e fervor, a cerimônia do encerramento e a procissão
final, mantendo-se em atitude respeitosa e compatível com
o ambiente maçônico, até se retirar para o mundo
profano.
Por outro lado,
deverá ele trajar-se adequadamente - com a vestimenta própria
- e portar seu avental de forma adequada, não usando roupas
profanas por baixo ou por cima das vestes. Deverá, ainda,
se a tiver, trazer sua jóia com fidalguia e respeito. A postura,
se em pé, ereta e, se sentado, como uma verdadeira figura
egípcia da antiguidade. Ao esquadrar a Loja ou ao permanecer
de pé ou à ordem, estará com os pés
corretamente posicionados. Ao pedir a palavra, deverá fazê-lo
no momento propício, observando o ritual. Ao ser chamado,
levantar-se-à, imediatamente, e colocar-se-á à
ordem e assim permanecerá até que receba contra-ordem
ou termine sua fala, quando voltará a sentar-se, se for o
caso.
O Maçom
sabe que, logo após o toque da campainha já está
sendo construído o Templo, a Egrégora e o silêncio
se fazem necessário para a grandiosidade do momento que está
preste a iniciar-se. É preciso manter a calma, harmonizar
as mentes e entregar as forças à Magna Obra que se
fará pelo bem da humanidade. Do interior do Templo deve fluir
uma verdadeira e inesgotável fonte de Luz, pois os Maçons
atuais, em seu recolhimento cerimonial em Loja, procedem no papel
de operários da reconstrução moral do gênero
humano.
Vigiando e orando
não lhe será muito difícil vencer os obstáculos,
nem demasiadamente penoso seguir as exigências do nosso trabalho.
Conseguirá o Iniciado, com o tempo, as mais extraordinárias
transformações dentro de si próprio e em seu
espírito, evoluindo-se e tornando-se esclarecido. Não
deixando bruxulear a chama da esperança e sendo ativo e paciente,
logo, logo, tornar-se-á um VERDADEIRO OBREIRO da fraternidade,
estendendo e espalhando a igualdade e dominando a liberdade.
O nosso TEMPLO
representa o UNIVERSO, que é o TEMPLO DE DEUS. A LOJA representa
a superfície da terra, com seus pontos cardeais, com fogo,
terra e água a nossos pés e ar sobre nossas cabeças:
no teto, um céu estrelado, símbolo do mundo imaterial.
O UNIVERSO não tem limites. Dentro do Universo está
o HOMEM. A LOJA é, também, a representação
do corpo do HOMEM, interna e externamente.
E este HOMEM
- o Maçom -, precisa desbastar a pedra bruta, modelar e polir
o material, de modo a alcançar a beleza e elegância
do edifício que se constrói, conservar os sentidos
desobstruídos, respeitar a humanidade, usando a régua
e o compasso, apreciar a beleza das formas, sua modelagem e detalhamento,
a magia das cores combinadas, a integração dos sons
em harmonia, a poesia de todas as artes no reino da imaginação,
a expressão em números e causalidades, o simbolismo
das idéias corporificadas na forma, a visão do Uno,
a história da evolução do indivíduo
e a integração dos seres individualmente em sociedade.
Assim, poderá entender os sábios, amar os artistas,
admirar os cientistas, apreciar os inventores e compreender os legisladores,
pois são todos eles verdadeiros benfeitores da humanidade.
Para o êxito
pleno desse intento, o Iniciado necessita ter, entre outras coisas,
o domínio pleno das instruções que lhe são
ministradas, bem assim, postura exemplar ante a invocação
das lições imortalizadas pelos seus antepassados que
as fizeram furar os séculos, sempre trabalhando pelo bem
da humanidade, praticando a virtude e a solidariedade. O Templo
simbólico é construído nos corações
de todos os VERDADEIROS MAÇONS, para servir de moradia ao
G A D U, e de onde devem ser expulsas as paixões, as intransigências,
os vícios e os pensamentos ruins. O Ritual deve ser estritamente
observado pelo Iniciado e o seu comportamento há de ser irrepreensível,
dentro e fora do Templo, com a assunção de deveres
e responsabilidades. Só assim poderemos passar - corretamente
- para nossos descendentes, de boca a ouvido, as maravilhosas lições
deixadas por nossos antepassados Iniciados.
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