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Ir:. Paulo
J. Prado
Qual a razão
de divulgar conhecimentos cabalísticos mantido a sete chaves,
pelos antigos.
Crendo que o
conhecimento deve ter o seu escopo, na racionalidade, a sua divulgação
só é válida se atender à possibilidade
elevar a pessoa a uma perfeita harmonia com os fluxos e refluxo
da natureza, em que se acha inserido e fazendo-a participar desse
vai-e-vem rítmico
Dizem os sábios
que cada sephirah (Estação da Árvore da Vida
- Diagrama Cabalístico a Otz Chiim) é, na verdade,
um momento da evolução cósmica e a distribuição
da árvore em dez estações pode ser considerada
como emanações divinas que, de essência pura
involui até a sua cristalização na forma ou
na matéria
A compreensão
desses, estágios leva a alma a desenvolver a sua auto-iluminação
e seus conseqüentes poderes interiores.
Se falamos em
poderes, queremos, nos referir aos poderes específicos da
subjetividade humana dos poderes adquiridos pela psique equilibrada,
que de posse de conhecimentos considerados pela quase maioria como
mágicos ou extraordinários, conduz os iluminados ao
pedestal do incomum em relação aos simples mortais.
A Árvore
da Vida, como instrumento de edificação espiritual,
vai permitir ao detentor do conhecimento de suas chaves a possibilidade
de, em maior grau, dominar o meio em que vive, como também
obter a intensificação da sua consciência. Ou
seja, os poderes mentais devem aflorar com maior objetividade naquele
que usa a Cabala como sistema místico de evolução
espiritual.
Tudo o que foi
escrito acima deve ser Justificado pela necessidade de conduzir
através da Árvore da Vida a necessária meditação
sobre os símbolos para que a linguagem quase criptológica
possa nos dar a conhecer a maneira de avançar na direção
à evolução espiritual
Essas interferências
nos levarão a conhecer os valores das questões que,
de início, são verdadeiras incógnita E - só
desse modo estaremos enriquecendo o nosso conhecimento.
Um curso de
cabala que leve em conta os aspectos da Cabala prática ou
Talismânica, da Cabala Dogmática, da Cabala Literal
e da Cabala Não-Escrita, é a obra de larga extensão,
que dependerá, sobretudo, da persistência, da paciência
e do interesse do postulante.
De nada adianta
adentramos rio campo da especulação prática
ou do conhecimento Superior sobre o alfabeto hebraico, sobre o significado
de expressões herméticas tais como JHVH, IOD, IOD-
HÉ-VAU- HÉ, ou qualquer linha de orientação
sem sólidos conhecimentos básicos.
O ingresso nos
campos da Gematria do Notaricon, das correlações numéricas
e alfabéticas, das transliterações, das Associações
e analogias é tarefa de longo curso, que sem a base necessária
é letra morta |