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Pequena Biografia
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(1732-1799), comandante-em-chefe do Exército Continental
durante a guerra da Independência norte-americana e, mais
tarde, primeiro presidente dos Estados Unidos.
A contribuição de Washington à vitória
das colônias frente à Grã-Bretanha foi decisiva,
a partir de um ponto de vista estratégico e militar, ao converter
o Exército Continental no elemento de coesão para
a nova nação, diante da fragilidade de um recente
governo.
Washington e outros nacionalistas da Virgínia foram os encarregados
de organizar a Convenção Constitucional da qual foi
nomeado presidente e principal candidato para a presidência
dos Estados Unidos.
Eleito presidente em 1788 e novamente em 1792, Washington presidiu
a formação e as operações iniciais do
novo governo. Sua rigorosa dignidade e sentido de decência
contiveram o partidarismo que caracterizaria as administrações
de seus três sucessores: John Adams, Thomas Jefferson e James
Madison.
Mesmo assim, tomou várias decisões que tiveram vital
importância a longo prazo. Instituiu o gabinete, apesar da
Constituição contemplar a formação do
dito corpo e atuou de forma independente no Congresso, evitando
assim o desenvolvimento de facções.
Com a nomeação de Alexander Hamilton como secretário
do Tesouro e Thomas Jefferson como secretário de Estado,
pôs as duas figuras mais capacitadas e relevantes da geração
revolucionária nos postos de maior responsabilidade. Washington
apoiou as inovações na política fiscal propostas
por Hamilton. Igualmente, permitiu a Jefferson realizar uma política
que favorecia o comércio e a cooperação com
todos os estados europeus.
Em seu segundo mandato, a explosão da guerra entre a França
revolucionária e a coalizão integrada pela Grã-Bretanha,
Prússia e Áustria em 1793, pôs em perigo a política
externa norte-americana.
George Washington - Quando Jovem
*
George Washington morava numa fazenda no estado da Virgínia
quando era criança. Seu pai ensinou-lhe a andar a cavalo
e o levava com ele quando passeava pela fazenda. Assim George aprenderia
a cuidar dos campos, dos cavalos e dos bois quando crescesse.
O pai de George havia plantado um pomar com macieiras, pessegueiros,
pereiras, ameixeiras e cerejeiras. Certa vez lhe enviaram de longe
uma muda de cerejeira. O senhor Washington plantou-a na parte mais
alta do pomar, e disse a todos que cuidassem dela para que não
se quebrasse.
A cerejeira cresceu bonita e na primavera cobriu-se de botões
brancos. O senhor Washington ficou todo contente de pensar nas cerejas
que viriam da arvorezinha.
Nesta mesma época, George ganhou um machado novo. E saiu
com ele cortando galhos, tirando lascas das cercas e tudo o que
visse pela frente. Até que chegou ao topo do pomar e, só
pensando em como o seu machado era bom, golpeou a cerejeira. O tronco
era tão macio e fácil de cortar que George derrubou
a árvore instantaneamente, e continuou brincando.
No fim da tarde, depois de inspecionar a fazenda, o senhor Washington
deixou seu cavalo no estábulo e foi ver a sua cerejeira.
Ficou horrorizado quando viu que havia sido cortada.
"Quem poderia ter feito uma coisa dessas?"
Perguntou a todos, mas ninguém sabia dizer.
Foi quando George passou por ele.
- George, - chamou o pai zangado - você sabe quem matou a
minha cerejeira?
Foi uma pergunta difícil, e George titubeou por um momento,
mas logo disse:
- Não posso mentir, papai. Fui eu que cortei a árvore
com o machado.
O senhor Washington olhou para George. O rosto do menino estava
pálido, mas ele olhava firme para o pai.
- Vá para dentro, George. - disse o pai.
George foi para a biblioteca e esperou pelo pai. Estava muito triste
e envergonhado. Sabia que tinha sido tolo e inconseqüente e
que seu pai tinha razão em estar bravo.
Pouco depois, o senhor Washington olhou-o longa e fixamente.
- Diga-me, por que você cortou a árvore?
- Eu estava brincando e não pensei... - George gaguejou.
- E agora a árvore vai morrer. Nunca comeremos cerejas dela.
Mas o pior de tudo é que você não tomou conta
dela quando eu lhe pedi.
George abaixou a cabeça e seu rosto corou de vergonha.
- Desculpe-me, papai. - disse ele.
O senhor Washington colocou a mão no ombro do filho.
- Olhe para mim.- disse. - Eu estou triste por ter perdido a cerejeira,
mas feliz por você ter tido coragem de me contar a verdade.
Prefiro ter um filho honesto e corajoso a ter um pomar inteiro cheio
das melhores árvores. Nunca se esqueça disso, meu
filho.
George Washington nunca se esqueceu. Durante toda a sua vida ele
se manteve tão corajoso e honrado como naquele dia.
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