O Prumo Nº 107

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

Dicionário de J. G. de Figueiredo (pp. 107, 108, 233 e 292).
A Maçonaria Dissecada, de Frederico G. Costa (p. 31).
A Grande Tríade, de René Guénon (p. 70).
Acácias N” 15, 16, 17,20 e 21.
Consultas menores em outras obras.
Dicionário de Aslan
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A Mulher e a Maçonaria


Ir Darley Worm

Durante todos esses anos em que venho praticando Maçonaria, tenho observado uma polêmica interminável a respeito do problema do ingresso da Mulher nos Quadros das Oficinas. Eis aí uma questão em que muitos opinam, mas sem tentar atingir o âmago da controvérsia. Alguns argumentam que a razão principal foi o fato de incorporarmos, em nossos simbolismos e em nossa liturgia, a tradição hebraica, em decorrência do que incorporamos também, seu PATRIARCALISMO, excluindo a Mulher. Daí a aceitar um Landmark específico (o 18º da classificação de Albert Mackey), foi um passo, dizem eles. Já outros aceitam o que eu chamo de “falsas razões", isto é, a Mulher não tinha participação nos pesados trabalhos dos Operativos, restringida que estava às tarefas domésticas, o que, para preservar este entendimento, mantivemos.

Também tem aqueles que (conforme afirmam vários autores) são de opinião que os especulativos - ainda na etapa inicial londrina - se reuniam em tavernas até altas horas da noite e, portanto, em locais e em horas impróprias para as damas. Há também os que entendem que as mulheres, nas sociedades antigas, por dependentes do ‘pater familiae' as tornavam pessoas sem a cidadania completa, ou melhor, eram consideradas “cidadãs de segunda classe”. Prosseguindo na lógica de tal argumento dizem eles que hoje isto está completamente ultrapassado pela evolução e a mulher - emancipada - está apta a ingressar em nossa Ordem, mas que os conservadores, reacionários e “agarrados” ao antigo e antiquado, “teimam” num “ranço” caduco e lamentável que o tempo derrubará.

Encontrei ainda uma dezena de argumentos do mesmo calibre em minhas pesquisas e que nem sequer merecem ser citadas, algumas delas sé contradizendo e se anulando.

Sabemos que esta bulha, na verdade, é produzida por alguns Irmãos que, deve ser registrado, não pesquisam nem estudam Maçonaria; não por nossas cunhadas que, ao que me parece, não manifestam interesse em participar de nossos trabalhos. Estes Irmãos mal sabem ou imaginam o que representaria de problemas o ingresso das suas esposas nas Lojas. Começando pelos critérios de seleção, passando pelo risco de alguma cunhada ser rejeitada pela Loja. Se além disso, ousássemos aceitar outras que não as esposas, estaria aí armado um problema de drásticas conseqüências, que poderia gerar discussões e trazer desarmonia para a Oficina que a isso aventurasse. Deixo, por razões óbvias, de me alongar em conjeturas previsíveis e imagináveis.

Voltemos ao centro desta exposição. Para dar ao assunto a amplitude e a profundidade que merece, focaremos a matéria sob os seguintes aspectos: -

1) A nossa condição “animal”
2) A insuspeita (para os profanos) atividades dos CORPOS SUTIS
3) Os Ritos Solares e os Ritos Lunares
4) Por que praticamos Ritos Solares
5) O processo reencarnatório como uma das chaves do entendimento do assunto
6) Aspectos psicológicos do comportamento humano: “animus” e “anima”
7) Conclusões.

Sem a análise de todos estes aspectos, JAMAIS CHEGAREMOS à uma conclusão confiável e até podemos presumir que, motivos tão escassos e limitados, não esgotam o tema mas... NÃO PODEM ser ignorados. Com esse raciocínio, não estamos nos candidatando ao Prêmio Nobel de Bom Senso, nem tentando ser donos da verdade, um comportamento nitidamente anti-maçônico, mas colaborar para que outros pesquisadores avancem ainda mais no entendimento desta polêmica e na percepção de uma presumida verdade, esta sim, uma conduta verdadeiramente maçônica.

Não somos, por acaso, eternos buscadores do conhecimento que ilumina?

A NOSSA CONDIÇÃO ANIMAL
Todo o processo iniciático tem um ponto comum, em torno do qual a totalidade das escolas iniciáticas trabalham: trata-se da transformação que deve ocorrer quando - morrendo (simbolicamente) o “velho homem” (passional, dominado pelos vícios, pelas paixões e pelos apegos grosseiros de sua condição inferior e materialista)... nasce um novo homem” que, tendo despertado das suas limitações profanas, se espiritualiza. Nos referimos ao desbaste da Pedra Bruta, cujo símile al-químico está na alegoria da transmutação do chumbo (dos vícios e das paixões) no ouro (espiritual). Estamos falando exatamente da condição “animal” da humanidade e que, como diz o cancioneiro:

“En el oceano de la vida
Que adelanta que la Razón sea
el piloto si la
Pasión es el timonero?”

Mas o Iniciado, sabendo a força e como atua nossa natureza animal, conscientiza-a e lhe antepõe os conhecimentos que sua religião oferece (e a escola iniciática aprimora), mudando o curso de seus aspectos nefastos e desenvolvendo a libertação gradativa de sua influência. Seja no sentido dual, seja no sentido coletivo, a Iniciação dá partida a uma nova senda - a senda da Luz. Mas... um detalhe importantíssimo: bem entendido o processo iniciático, essa “transformação” não implica na morte absoluta da nossa condição animal, mas do seu “redirecionamento” como instrumento necessário para a nossa “construção interior”.

OS INSUSPEITOS CORPOS SUTIS
Saibamos ou não, concordemos ou não, o ser humano desenvolve uma intensa atividade no plano de suas energias sutis - desconhecida no mundo profano - que energizar o corpo físico, sustentando a vida e a saúde durante toda a sua existência. São os chamados “corpos sutis”, que no atual estágio evolutivo, estamos dando os primeiros passos para desenvolvê-los. Chamaríamos, portanto, de “anatomia esotérica”, este aspecto invisível da nossa constituição. Fazem parte desta anatomia os sete centros de consciência corporal, também denominados CHAKRAS, e os três canais, distribuídos em torno da coluna vertebral, denominados NADIS. Todos seres vivos, animal, vegetal ou humano, têm sua contra-parte sutil. Os dois “nadis” laterais como que se “enroscam” ao redor do “nadí” central (ver símbolo de profissão médica), a partir do sacro, desenhando um movimento helicoidal ascendente na direção do cérebro. Esses “nadis” laterais denominam-se IDA e PINGALA e têm sentido horário nos homens (dextrogiro) e anti-horário nas mulheres (levogiro). IDA movimenta as energias da polaridade feminina (em ambos os sexos), que por sua vem tem vinculação com o aspecto lunar do nosso sistema sideral; PINGA-LA movimenta as energias da polaridade masculina (em ambos os sexos), que por sua vez tem vinculação com o aspecto solar. A maior ou menor vitalidade de qualquer ser humano tem estreita relação com os seus “corpos sutis” e não é por menos que a Medicina tomou-o como símbolo. Um símbolo que nosso crescente materialismo tratou de esquecer

Esta dualidade ou binário pode ter suas potencialidades pelos que conhecem sua natureza, mas que só deve ocorrer a partir de Iniciação Real (isto é, não simbólica) e a ela apenas chegam os Adeptos ou Grandes Mestres. Este conhecimento é várias vezes milenar e tendo sido descoberto e aperfeiçoado pelos hindus durante o auge da cultura prevédica (uns 3.000 anos a.C.). Daí porque sua terminologia ser originária do SÂNSCRITO (um idioma morto, de origem indo-européia, pelo qual era transmitida a Tradição Bramânica).

Quando os Mestres harmonizam a dupla polaridade, canalizam suas energias para o canal central, chamado SUSCHUMNA. A partir de então, ativam, um a um, seus CHAKRAS, de baixo para cima, obtendo, com isso, ganhos crescentes de poder e conhecimento espirituais. E o equivalente às “bodas alquímicas” do Rei e da Rainha (os dois aspectos da nossa natureza sutil). Eis, resumidamente, a caracterização do FOGO SERPENTINO ou KUNDALINI.

OS RITOS SOLARES E OS RITOS LUNARES
Sem este tipo de conhecimento, nunca saberemos do que se trata, quando falamos em Ritos Solares e Ritos Lunares e, via de conseqüência, ignoramos sequer suas diferenças. Os Ritos Solares trabalham no conhecimento de como operar os corpos sutis, suas técnicas, seus perigos, seus resultados, razão pela qual é exigido severíssimo segredo (como foi o caso dos antigos Rosa-Cruzes) e seus estudiosos devem ter capacidade intelectual acima da média para perceber os aspectos teológicos e/ou especulativos implícitos.
Os Ritos Lunares dispensam juramentos de fidelidade e segredo, pois trabalham em um nível de conhecimento mais acessível ao grande público; esses Ritos, por estarem mais ligados aos sentimentos e às emoções, carregam suas tintas no aspecto DEVOCIONAL, cultuado por “crentes” ou “devotos”. Os desvios e perigos destes ritos são o animismo, as superstições, o panteísmo, a baixa magia, o fanatismo e o sectarismo. Casos raros desenvolvem o alto misticismo, que vem a ser um dos acessos de percepção solar. São lunares a prática de procissões, as oferendas, as flagelações, os sacrifícios corporais, etc.
Exemplo clássico da utilização de ambos os ritos foram os Mistérios de Elêusis. Eles cultuavam os Mistérios Menores pelos Ritos Lunares, e do qual participava o povo (os “misti”) e os Mistérios Maiores para os “epoptae” com o conhecimento “solar’L. Eram as
espetaculares procissões, cantos e danças, que granjearam alta fama na bacia do Mediterrâneo para o pequeno povoado de Elêusis, próxima de Atenas. Algumas religiões atuais, igualmente, praticam conhecimentos solares para os seus cleros e lunares para o povo que tem nenhuma predileção para abordagens teológicas ou especulativas (as exceções confirmam a regra); seus problemas são mais “terrenos, do tipo sentimentais, financeiros, de saúde, familiares, etc.
Os leitores vão encontrar em alguns recantos dos Rituais, a ênfase na “racional idade” dos nossos conteúdos.

“Racionalidade”, diga-se de passagem, que ultrapassa o caráter meramente intelectual, para atingir os elevados planos da percepção consciente e distinguir dos aspectos “devocionais” dos Mistérios Menores, isto é, Lunares.

POR QUE PRATICAMOS RITOS SOLARES?
A Maçonaria, selecionando seus neófitos, exigindo moral elevada, conhecimento superior, crença no Grande Arquiteto do Universo e na imortalidade do espírito, iniciando seus Aa. Mm. por métodos e procedimentos do passado, mais especificamente, das escolas de Mistérios, é, indiscutivelmente, SOLAR e é preciso bater nesta tecla, porque um número demasiado grande de Obreiros sequer cogita (ou atina) com semelhante possibilidade. A verdade é que a lenda do 30 Grau -está inserida no contexto de um -mito solar, da mesma forma como o estavam Osíris, Mithra, Orfeu e da mesma forma como o Novo Testamento fala, exaustivamente, no caráter “solar” da figura de Cristo. Não quer isso dizer que adoremos o sol ou a lua e os Mestres Maçons sabem do que estou falando, pois me refiro ao Logos Solar, que criou a nossa estrela e sem aquele, esta não existiria.

Os Ritos Lunares dos antigos eram simbolizados por 1515 (entre os egípcios); Perséfone, Ceres, Artemis, Diana e Selen, entre outras, por gregos e romanos.

A Maçonaria é exotericamente “solar”, mas “sente” esotericamente, o Logos Solar. E dentro desta noção que somos “filhos da Viúva”.
É importante, portando, que compreendamos que os Ritos Solares são eficazes para ativar os “nadis pingala” que por sua vez cadenciam os “nadis ida” (nos homens), assim como os Ritos Lunares aviltam os “nadis ida” que cadenciam os- “nadis pingala’ (nas mulheres).

O PROCESSO REENCARNATÓRIO COMO
UMA DAS CHAVES PARA ENTENDER O ASSUNTO
Como “livre-pensador” e cativado pelo pensamento espiritualista (não confundam com as doutrinas espíritas), não posso me omitir de citar esta fantástica ferramenta para a minha compreensão da Vida, da Morte e do Destino, que é a percepção espiritualista do processo reencarnatório, com a ressalva, porém, que respeito outras formas de interpretar as mesmas coisas. Achei, contudo, importante convocar este tipo de explicação, o que, por si só, não invalida outras maneiras de entender o assunto. Portanto, aqui vai minha simples opinião:
Existe, concomitantemente, a realidade do processo REENCARNATÓRIO, sem o entendimento do qual ficaria tudo, não apenas incompreensível, mas totalmente inviável, além de injusto. E é o processo reencarnatório que, no plano humano, proporciona e assegura oportunidades ilimitadas de desenvolvimento a todos mas que, no fundamental, repete o processo de renovação que, no plano cósmico, submete o universo inteiro. Opera de tal forma este princípio que todos nascem — simetricamente — ora como homens, ora como mulheres, durante as sucessivas reencarnações e na cadência dos milênios. Tal é a sua mecânica operacional, que ela pressupõe o crescimento gradativo do livre-arbítrio (à medida que se desenvolve o juízo crítico de cada pessoa), e possibilita compreender a infinita variedade dos destinos humanos; ao tentarmos estudar seu funcionamento, começamos a vislumbrar o por quê do lento progresso da nossa espécie, o que ocorre sempre pelo método empírico das sucessivas tentativas com erros e acertos, medidos pelos princípios éticos revelados através dos diversos Livros Sagrados, conhecidos e espalhados pelo mundo.

Pergunta-se:
É possível experiências mais enriquecedoras do que essas?
Vários estudiosos da Maçonaria - Iamentavelmente - encaram-na sob um ponto de vista burocrático como se fosse um clube reservado masculino de serviços ou mera corrente de pensamento e, por ignorarem suas fundamentais peculiaridades iniciáticas, ignoram, por extensão, quais as diferenças e os resultados de se praticar Ritos Solares e não Ritos• Lunares. A ponto de alguns, como J. G. de Figueiredo, no seu Dicionário (p. 233), apoiar instituições do tipo co-Maçonaria, Maçonaria Feminina e as Lojas
mistas como a “Droit Humaian”.

Saibamos, porém, que:
1.As mulheres, gerando filhos, com seus desdobramentos físicos e afetivos, procedem a uma Iniciação Real INCONSCIENTE, a partir do sacrifício que tal ato de amor exige.
2.O homem, como Iniciado simbólico, na verdade absorverá a parte racional de um processo global, do qual faz parte. Com a alternância reencarnacional, conhecerá a dupla
polaridade do processo, pois terá a riquíssima oportunidade de conhecer ambos os aspectos da Lei do Amor, e partir para a Maestria CONSCIENTE.

Esta finalidade ABSOLUTA de todas as Escolas Iniciáticas e de todas as religiões (exclua-se aquelas que ignoraram e ignoram os objetivos reais da nossa existência) no Orbe: desenvolver a espécie humana, passando pelos estágios evolutivos e por onde percorremos uma acidentada trajetória que deve ultrapassar a condição animal, passando pela barbárie, mas no rumo dos altiplanos da condição civilizada e, por fim, atingindo o clímax do AMOR UNIVERSAL. Neste momento e somente neste momento, seremos Pedras Cúbicas prontas para participarmos da Construção do Templo do Grande Arquiteto do Universo. Antes desse momento, estaremos apenas cumprindo o chamado processo de desbaste e de polimento da Pedra Bruta.

Pergunta-se novamente:
Será tudo isso possível numa única e precária existência?

ASPECTOS PSICOLÓGICOS DO COMPORTAMENTO HUMANO
Busquemos agora o auxílio do conhecimento dos psicólogos e psiquiatras, que a partir dos estudos e das pesquisas de Freud, Young e Adler, produziram um imenso campo de descobertas que atualmente possibilitam a compreensão dos componentes anímicos da personalidade humana e nos oferecem a explicação que presumimos correta para a prática da Maçonaria

Pois eles têm dois termos latinos: "animus" e "anima", que se referem à natureza da alma, genericamente feminina do Homem - o segundo - e à natureza da alma, genericamente masculina da Mulher - o primeiro. Para seu autor, psiquiatra Ailton Trindade Branco, esta bissexualidade psíquica é o reflexo de um fato biológico, isto é, o maior número de genes (masculinos ou femininos) determina o sexo da criança; um número restrito de genes do sexo oposto parece produzir uma base ou caráter dos valores do outro sexo. Mas, devido à inferioridade genética do caráter próprio ao outro sexo (a natureza onde predomina o aspecto recessivo), permanece então inconsciente.

A ‘anima’ do Homem tem uma índole erótica e emocional; o ‘animus' da Mulher tem um atributo nitidamente raciocinador. Se o Homem domina a vida pelo raciocínio, sua inspiração é comandada pela 'anima’. Já a Mulher, cuja vida é também de sacrifício, seu entendimento vem através da razão. No Homem a razão é um atributo da consciência; na Mulher a razão é um atributo da inconsciência (ou da alma), mas desenvolvida pelo consciente.

O intelecto, o espírito do saber profano da atualidade, pouco ou nada sabe dos processos de fertilização pela via inconsciente. E hoje, para nos restringirmos à cultura ocidental, com sua agressividade, seu ímpeto arrebatador, nos afasta de nossas raízes e é por isso que deve ser objeto, justamente, do trabalho maçônico e é só na “anima” do homem que a Arte Real poderá fecundar. A mente masculina traz a marca do equivalente físico feminino, ou seja, somente ele pode ser fecundado e é por isso que uma das peculiaridades da Maçonaria é o seu caráter fálico (simbólico); por isso o Grão-Mestre é o chefe dos demais FECUNDADORES. É por isso, complementando, que as mulheres só podem ser iniciadas por Ritos Lunares. No Templo Maçônico existe um forte componente simbólico feminino e é por ele que a Natureza (como um todo, não apenas a natureza física), é um ambiente de fecundação pela harmonização da consciência e do psiquismo masculino com a inconsciência feminina (um dos significados do Preto e do Branco do Pavimento Mosaico). Trata-se, portanto, dos contrastes que deverão ser superados por suas sínteses. Para os alquimistas, aí está o mesmo simbolismo das Bodas Alquímicas do Rei e da Rainha.

A agressividade masculina deve, gradativamente, ser substituída pela Tolerância, pelo Espírito Fraternal, etc. No caso da Mulher, a busca da transcendência deve despertar a harmonização entre a matéria (aspecto simbólico da metáfora maçônica) e o Espírito (ou “animus” masculino). E neste contexto que está contido o inteiro significado da transformação da Pedra Bruta na Pedra Cúbica e Polida.

CONCLUSÕES
O processo e as metodologias maçônicas, entendida em seus genuínos valores e enunciados, refere-se, assim podemos entender, ao tratamento da alma do Homem e às suas características físicas, psíquicas e anímicas, motivo pelo qual são denominados de Ritos Solares e masculinos. E se, para tomarmos um termo de comparação, assim como a Mulher é fecundada no plano físico, o Homem é fecundável no plano anímico. É DELITO iniciático a manifestação de perigosa ignorância, submeter Mulheres a uma danosa Iniciação por meio de Ritos Solares, como ocorre nas Lojas Mistas, na co-Maçonaria e no Droit Humain. Obviamente que a Mulher é passível de se iniciar, mas se este for o seu desejo, elas só poderão sê-lo por meio de Ritos Lunares e onde são dispensadas das provas de coragem e onde inexiste o sigilo iniciático.