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Ir Darley
Worm
Durante
todos esses anos em que venho praticando Maçonaria, tenho
observado uma polêmica interminável a respeito do problema
do ingresso da Mulher nos Quadros das Oficinas. Eis aí uma
questão em que muitos opinam, mas sem tentar atingir o âmago
da controvérsia. Alguns argumentam que a razão principal
foi o fato de incorporarmos, em nossos simbolismos e em nossa liturgia,
a tradição hebraica, em decorrência do que incorporamos
também, seu PATRIARCALISMO, excluindo a Mulher. Daí
a aceitar um Landmark específico (o 18º da classificação
de Albert Mackey), foi um passo, dizem eles. Já outros aceitam
o que eu chamo de “falsas razões", isto é,
a Mulher não tinha participação nos pesados
trabalhos dos Operativos, restringida que estava às tarefas
domésticas, o que, para preservar este entendimento, mantivemos.
Também
tem aqueles que (conforme afirmam vários autores) são
de opinião que os especulativos - ainda na etapa inicial
londrina - se reuniam em tavernas até altas horas da noite
e, portanto, em locais e em horas impróprias para as damas.
Há também os que entendem que as mulheres, nas sociedades
antigas, por dependentes do ‘pater familiae' as tornavam pessoas
sem a cidadania completa, ou melhor, eram consideradas “cidadãs
de segunda classe”. Prosseguindo na lógica de tal argumento
dizem eles que hoje isto está completamente ultrapassado
pela evolução e a mulher - emancipada - está
apta a ingressar em nossa Ordem, mas que os conservadores, reacionários
e “agarrados” ao antigo e antiquado, “teimam”
num “ranço” caduco e lamentável que o
tempo derrubará.
Encontrei ainda
uma dezena de argumentos do mesmo calibre em minhas pesquisas e
que nem sequer merecem ser citadas, algumas delas sé contradizendo
e se anulando.
Sabemos que
esta bulha, na verdade, é produzida por alguns Irmãos
que, deve ser registrado, não pesquisam nem estudam Maçonaria;
não por nossas cunhadas que, ao que me parece, não
manifestam interesse em participar de nossos trabalhos. Estes Irmãos
mal sabem ou imaginam o que representaria de problemas o ingresso
das suas esposas nas Lojas. Começando pelos critérios
de seleção, passando pelo risco de alguma cunhada
ser rejeitada pela Loja. Se além disso, ousássemos
aceitar outras que não as esposas, estaria aí armado
um problema de drásticas conseqüências, que poderia
gerar discussões e trazer desarmonia para a Oficina que a
isso aventurasse. Deixo, por razões óbvias, de me
alongar em conjeturas previsíveis e imagináveis.
Voltemos ao
centro desta exposição. Para dar ao assunto a amplitude
e a profundidade que merece, focaremos a matéria sob os seguintes
aspectos: -
1) A nossa condição
“animal”
2) A insuspeita (para os profanos) atividades dos CORPOS SUTIS
3) Os Ritos Solares e os Ritos Lunares
4) Por que praticamos Ritos Solares
5) O processo reencarnatório como uma das chaves do entendimento
do assunto
6) Aspectos psicológicos do comportamento humano: “animus”
e “anima”
7) Conclusões.
Sem a análise
de todos estes aspectos, JAMAIS CHEGAREMOS à uma conclusão
confiável e até podemos presumir que, motivos tão
escassos e limitados, não esgotam o tema mas... NÃO
PODEM ser ignorados. Com esse raciocínio, não estamos
nos candidatando ao Prêmio Nobel de Bom Senso, nem tentando
ser donos da verdade, um comportamento nitidamente anti-maçônico,
mas colaborar para que outros pesquisadores avancem ainda mais no
entendimento desta polêmica e na percepção de
uma presumida verdade, esta sim, uma conduta verdadeiramente maçônica.
Não somos,
por acaso, eternos buscadores do conhecimento que ilumina?
A NOSSA CONDIÇÃO
ANIMAL
Todo o processo iniciático tem um ponto comum, em torno do
qual a totalidade das escolas iniciáticas trabalham: trata-se
da transformação que deve ocorrer quando - morrendo
(simbolicamente) o “velho homem” (passional, dominado
pelos vícios, pelas paixões e pelos apegos grosseiros
de sua condição inferior e materialista)... nasce
um novo homem” que, tendo despertado das suas limitações
profanas, se espiritualiza. Nos referimos ao desbaste da Pedra Bruta,
cujo símile al-químico está na alegoria da
transmutação do chumbo (dos vícios e das paixões)
no ouro (espiritual). Estamos falando exatamente da condição
“animal” da humanidade e que, como diz o cancioneiro:
“En el
oceano de la vida
Que adelanta que la Razón sea
el piloto si la
Pasión es el timonero?”
Mas o Iniciado,
sabendo a força e como atua nossa natureza animal, conscientiza-a
e lhe antepõe os conhecimentos que sua religião oferece
(e a escola iniciática aprimora), mudando o curso de seus
aspectos nefastos e desenvolvendo a libertação gradativa
de sua influência. Seja no sentido dual, seja no sentido coletivo,
a Iniciação dá partida a uma nova senda - a
senda da Luz. Mas... um detalhe importantíssimo: bem entendido
o processo iniciático, essa “transformação”
não implica na morte absoluta da nossa condição
animal, mas do seu “redirecionamento” como instrumento
necessário para a nossa “construção interior”.
OS INSUSPEITOS
CORPOS SUTIS
Saibamos ou não, concordemos ou não, o ser humano
desenvolve uma intensa atividade no plano de suas energias sutis
- desconhecida no mundo profano - que energizar o corpo físico,
sustentando a vida e a saúde durante toda a sua existência.
São os chamados “corpos sutis”, que no atual
estágio evolutivo, estamos dando os primeiros passos para
desenvolvê-los. Chamaríamos, portanto, de “anatomia
esotérica”, este aspecto invisível da nossa
constituição. Fazem parte desta anatomia os sete centros
de consciência corporal, também denominados CHAKRAS,
e os três canais, distribuídos em torno da coluna vertebral,
denominados NADIS. Todos seres vivos, animal, vegetal ou humano,
têm sua contra-parte sutil. Os dois “nadis” laterais
como que se “enroscam” ao redor do “nadí”
central (ver símbolo de profissão médica),
a partir do sacro, desenhando um movimento helicoidal ascendente
na direção do cérebro. Esses “nadis”
laterais denominam-se IDA e PINGALA e têm sentido horário
nos homens (dextrogiro) e anti-horário nas mulheres (levogiro).
IDA movimenta as energias da polaridade feminina (em ambos os sexos),
que por sua vem tem vinculação com o aspecto lunar
do nosso sistema sideral; PINGA-LA movimenta as energias da polaridade
masculina (em ambos os sexos), que por sua vez tem vinculação
com o aspecto solar. A maior ou menor vitalidade de qualquer ser
humano tem estreita relação com os seus “corpos
sutis” e não é por menos que a Medicina tomou-o
como símbolo. Um símbolo que nosso crescente materialismo
tratou de esquecer
Esta dualidade
ou binário pode ter suas potencialidades pelos que conhecem
sua natureza, mas que só deve ocorrer a partir de Iniciação
Real (isto é, não simbólica) e a ela apenas
chegam os Adeptos ou Grandes Mestres. Este conhecimento é
várias vezes milenar e tendo sido descoberto e aperfeiçoado
pelos hindus durante o auge da cultura prevédica (uns 3.000
anos a.C.). Daí porque sua terminologia ser originária
do SÂNSCRITO (um idioma morto, de origem indo-européia,
pelo qual era transmitida a Tradição Bramânica).
Quando os Mestres
harmonizam a dupla polaridade, canalizam suas energias para o canal
central, chamado SUSCHUMNA. A partir de então, ativam, um
a um, seus CHAKRAS, de baixo para cima, obtendo, com isso, ganhos
crescentes de poder e conhecimento espirituais. E o equivalente
às “bodas alquímicas” do Rei e da Rainha
(os dois aspectos da nossa natureza sutil). Eis, resumidamente,
a caracterização do FOGO SERPENTINO ou KUNDALINI.
OS RITOS SOLARES
E OS RITOS LUNARES
Sem este tipo de conhecimento, nunca saberemos do que se trata,
quando falamos em Ritos Solares e Ritos Lunares e, via de conseqüência,
ignoramos sequer suas diferenças. Os Ritos Solares trabalham
no conhecimento de como operar os corpos sutis, suas técnicas,
seus perigos, seus resultados, razão pela qual é exigido
severíssimo segredo (como foi o caso dos antigos Rosa-Cruzes)
e seus estudiosos devem ter capacidade intelectual acima da média
para perceber os aspectos teológicos e/ou especulativos implícitos.
Os Ritos Lunares dispensam juramentos de fidelidade e segredo, pois
trabalham em um nível de conhecimento mais acessível
ao grande público; esses Ritos, por estarem mais ligados
aos sentimentos e às emoções, carregam suas
tintas no aspecto DEVOCIONAL, cultuado por “crentes”
ou “devotos”. Os desvios e perigos destes ritos são
o animismo, as superstições, o panteísmo, a
baixa magia, o fanatismo e o sectarismo. Casos raros desenvolvem
o alto misticismo, que vem a ser um dos acessos de percepção
solar. São lunares a prática de procissões,
as oferendas, as flagelações, os sacrifícios
corporais, etc.
Exemplo clássico da utilização de ambos os
ritos foram os Mistérios de Elêusis. Eles cultuavam
os Mistérios Menores pelos Ritos Lunares, e do qual participava
o povo (os “misti”) e os Mistérios Maiores para
os “epoptae” com o conhecimento “solar’L.
Eram as
espetaculares procissões, cantos e danças, que granjearam
alta fama na bacia do Mediterrâneo para o pequeno povoado
de Elêusis, próxima de Atenas. Algumas religiões
atuais, igualmente, praticam conhecimentos solares para os seus
cleros e lunares para o povo que tem nenhuma predileção
para abordagens teológicas ou especulativas (as exceções
confirmam a regra); seus problemas são mais “terrenos,
do tipo sentimentais, financeiros, de saúde, familiares,
etc.
Os leitores vão encontrar em alguns recantos dos Rituais,
a ênfase na “racional idade” dos nossos conteúdos.
“Racionalidade”, diga-se de passagem, que ultrapassa
o caráter meramente intelectual, para atingir os elevados
planos da percepção consciente e distinguir dos aspectos
“devocionais” dos Mistérios Menores, isto é,
Lunares.
POR QUE PRATICAMOS
RITOS SOLARES?
A Maçonaria, selecionando seus neófitos, exigindo
moral elevada, conhecimento superior, crença no Grande Arquiteto
do Universo e na imortalidade do espírito, iniciando seus
Aa. Mm. por métodos e procedimentos do passado, mais especificamente,
das escolas de Mistérios, é, indiscutivelmente, SOLAR
e é preciso bater nesta tecla, porque um número demasiado
grande de Obreiros sequer cogita (ou atina) com semelhante possibilidade.
A verdade é que a lenda do 30 Grau -está inserida
no contexto de um -mito solar, da mesma forma como o estavam Osíris,
Mithra, Orfeu e da mesma forma como o Novo Testamento fala, exaustivamente,
no caráter “solar” da figura de Cristo. Não
quer isso dizer que adoremos o sol ou a lua e os Mestres Maçons
sabem do que estou falando, pois me refiro ao Logos Solar, que criou
a nossa estrela e sem aquele, esta não existiria.
Os Ritos Lunares dos antigos eram simbolizados por 1515 (entre os
egípcios); Perséfone, Ceres, Artemis, Diana e Selen,
entre outras, por gregos e romanos.
A Maçonaria é exotericamente “solar”,
mas “sente” esotericamente, o Logos Solar. E dentro
desta noção que somos “filhos da Viúva”.
É importante, portando, que compreendamos que os Ritos Solares
são eficazes para ativar os “nadis pingala” que
por sua vez cadenciam os “nadis ida” (nos homens), assim
como os Ritos Lunares aviltam os “nadis ida” que cadenciam
os- “nadis pingala’ (nas mulheres).
O PROCESSO REENCARNATÓRIO
COMO
UMA DAS CHAVES PARA ENTENDER O ASSUNTO
Como “livre-pensador” e cativado pelo pensamento espiritualista
(não confundam com as doutrinas espíritas), não
posso me omitir de citar esta fantástica ferramenta para
a minha compreensão da Vida, da Morte e do Destino, que é
a percepção espiritualista do processo reencarnatório,
com a ressalva, porém, que respeito outras formas de interpretar
as mesmas coisas. Achei, contudo, importante convocar este tipo
de explicação, o que, por si só, não
invalida outras maneiras de entender o assunto. Portanto, aqui vai
minha simples opinião:
Existe, concomitantemente, a realidade do processo REENCARNATÓRIO,
sem o entendimento do qual ficaria tudo, não apenas incompreensível,
mas totalmente inviável, além de injusto. E é
o processo reencarnatório que, no plano humano, proporciona
e assegura oportunidades ilimitadas de desenvolvimento a todos mas
que, no fundamental, repete o processo de renovação
que, no plano cósmico, submete o universo inteiro. Opera
de tal forma este princípio que todos nascem — simetricamente
— ora como homens, ora como mulheres, durante as sucessivas
reencarnações e na cadência dos milênios.
Tal é a sua mecânica operacional, que ela pressupõe
o crescimento gradativo do livre-arbítrio (à medida
que se desenvolve o juízo crítico de cada pessoa),
e possibilita compreender a infinita variedade dos destinos humanos;
ao tentarmos estudar seu funcionamento, começamos a vislumbrar
o por quê do lento progresso da nossa espécie, o que
ocorre sempre pelo método empírico das sucessivas
tentativas com erros e acertos, medidos pelos princípios
éticos revelados através dos diversos Livros Sagrados,
conhecidos e espalhados pelo mundo.
Pergunta-se:
É possível experiências mais enriquecedoras
do que essas?
Vários estudiosos da Maçonaria - Iamentavelmente -
encaram-na sob um ponto de vista burocrático como se fosse
um clube reservado masculino de serviços ou mera corrente
de pensamento e, por ignorarem suas fundamentais peculiaridades
iniciáticas, ignoram, por extensão, quais as diferenças
e os resultados de se praticar Ritos Solares e não Ritos•
Lunares. A ponto de alguns, como J. G. de Figueiredo, no seu Dicionário
(p. 233), apoiar instituições do tipo co-Maçonaria,
Maçonaria Feminina e as Lojas
mistas como a “Droit Humaian”.
Saibamos, porém,
que:
1.As mulheres, gerando filhos, com seus desdobramentos físicos
e afetivos, procedem a uma Iniciação Real INCONSCIENTE,
a partir do sacrifício que tal ato de amor exige.
2.O homem, como Iniciado simbólico, na verdade absorverá
a parte racional de um processo global, do qual faz parte. Com a
alternância reencarnacional, conhecerá a dupla
polaridade do processo, pois terá a riquíssima oportunidade
de conhecer ambos os aspectos da Lei do Amor, e partir para a Maestria
CONSCIENTE.
Esta finalidade
ABSOLUTA de todas as Escolas Iniciáticas e de todas as religiões
(exclua-se aquelas que ignoraram e ignoram os objetivos reais da
nossa existência) no Orbe: desenvolver a espécie humana,
passando pelos estágios evolutivos e por onde percorremos
uma acidentada trajetória que deve ultrapassar a condição
animal, passando pela barbárie, mas no rumo dos altiplanos
da condição civilizada e, por fim, atingindo o clímax
do AMOR UNIVERSAL. Neste momento e somente neste momento, seremos
Pedras Cúbicas prontas para participarmos da Construção
do Templo do Grande Arquiteto do Universo. Antes desse momento,
estaremos apenas cumprindo o chamado processo de desbaste e de polimento
da Pedra Bruta.
Pergunta-se
novamente:
Será tudo isso possível numa única e precária
existência?
ASPECTOS PSICOLÓGICOS
DO COMPORTAMENTO HUMANO
Busquemos agora o auxílio do conhecimento dos psicólogos
e psiquiatras, que a partir dos estudos e das pesquisas de Freud,
Young e Adler, produziram um imenso campo de descobertas que atualmente
possibilitam a compreensão dos componentes anímicos
da personalidade humana e nos oferecem a explicação
que presumimos correta para a prática da Maçonaria
Pois eles têm
dois termos latinos: "animus" e "anima", que
se referem à natureza da alma, genericamente feminina do
Homem - o segundo - e à natureza da alma, genericamente masculina
da Mulher - o primeiro. Para seu autor, psiquiatra Ailton Trindade
Branco, esta bissexualidade psíquica é o reflexo de
um fato biológico, isto é, o maior número de
genes (masculinos ou femininos) determina o sexo da criança;
um número restrito de genes do sexo oposto parece produzir
uma base ou caráter dos valores do outro sexo. Mas, devido
à inferioridade genética do caráter próprio
ao outro sexo (a natureza onde predomina o aspecto recessivo), permanece
então inconsciente.
A ‘anima’
do Homem tem uma índole erótica e emocional; o ‘animus'
da Mulher tem um atributo nitidamente raciocinador. Se o Homem domina
a vida pelo raciocínio, sua inspiração é
comandada pela 'anima’. Já a Mulher, cuja vida é
também de sacrifício, seu entendimento vem através
da razão. No Homem a razão é um atributo da
consciência; na Mulher a razão é um atributo
da inconsciência (ou da alma), mas desenvolvida pelo consciente.
O intelecto,
o espírito do saber profano da atualidade, pouco ou nada
sabe dos processos de fertilização pela via inconsciente.
E hoje, para nos restringirmos à cultura ocidental, com sua
agressividade, seu ímpeto arrebatador, nos afasta de nossas
raízes e é por isso que deve ser objeto, justamente,
do trabalho maçônico e é só na “anima”
do homem que a Arte Real poderá fecundar. A mente masculina
traz a marca do equivalente físico feminino, ou seja, somente
ele pode ser fecundado e é por isso que uma das peculiaridades
da Maçonaria é o seu caráter fálico
(simbólico); por isso o Grão-Mestre é o chefe
dos demais FECUNDADORES. É por isso, complementando, que
as mulheres só podem ser iniciadas por Ritos Lunares. No
Templo Maçônico existe um forte componente simbólico
feminino e é por ele que a Natureza (como um todo, não
apenas a natureza física), é um ambiente de fecundação
pela harmonização da consciência e do psiquismo
masculino com a inconsciência feminina (um dos significados
do Preto e do Branco do Pavimento Mosaico). Trata-se, portanto,
dos contrastes que deverão ser superados por suas sínteses.
Para os alquimistas, aí está o mesmo simbolismo das
Bodas Alquímicas do Rei e da Rainha.
A agressividade
masculina deve, gradativamente, ser substituída pela Tolerância,
pelo Espírito Fraternal, etc. No caso da Mulher, a busca
da transcendência deve despertar a harmonização
entre a matéria (aspecto simbólico da metáfora
maçônica) e o Espírito (ou “animus”
masculino). E neste contexto que está contido o inteiro significado
da transformação da Pedra Bruta na Pedra Cúbica
e Polida.
CONCLUSÕES
O processo e as metodologias maçônicas, entendida em
seus genuínos valores e enunciados, refere-se, assim podemos
entender, ao tratamento da alma do Homem e às suas características
físicas, psíquicas e anímicas, motivo pelo
qual são denominados de Ritos Solares e masculinos. E se,
para tomarmos um termo de comparação, assim como a
Mulher é fecundada no plano físico, o Homem é
fecundável no plano anímico. É DELITO iniciático
a manifestação de perigosa ignorância, submeter
Mulheres a uma danosa Iniciação por meio de Ritos
Solares, como ocorre nas Lojas Mistas, na co-Maçonaria e
no Droit Humain. Obviamente que a Mulher é passível
de se iniciar, mas se este for o seu desejo, elas só poderão
sê-lo por meio de Ritos Lunares e onde são dispensadas
das provas de coragem e onde inexiste o sigilo iniciático.
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