*Membro da Loja Maçônica “Liberdade e
União” e da Acad. Goiana Maçônica de Letras

Do periódico Estrela da Razão nº 15



 

 

 

 

 

 

 

Liberdade e União


Luiz Gonzaga Marques*

Esta célula maçônica, jurisdicionada ao Grande Oriente do Brasil, tem sua história detalhada no livro 50 ANOS DE VIDA DE “LIBERDADE E UNIÃO”, de nossa autoria, editado por iniciativa do Ven Luiz Hugo Ruguê Bernardes, que honrosamente ocupava o 1º Malhete, no transcurso do seu Jubileu de Ouro, onde se comemoraram, com invulgar alegria e vibrações de otimismo, devido às duras lutas enfrentadas e vencidas com amor, e às vitórias conquistadas, nesses 50 anos de existência.

Rememoremos.

Lançada a idéia, em terras goianas foi fundada a décima Loja Maçônica, com o título-distintivo de “Liberdade e União”, a 23 de junho de 1937, em improvisado templo na residência do Ir.: Arthur Magalhães, avenida 24 de Outubro, 801, na modesta cidadezinha de Campinas, situada dentro da área desapropriada para a construção da nova capital de Goiás.

Congregando relativamente poucos maçons, a Loja nasceu pequena, mas logo ergueu o templo, na rua Pires do Rio, n0 14, e suas colunas foram sendo fortalecidas pelo número sempre crescente de irmãos que chegavam de outros Orientes. A semente, plantada em terreno adubado pelo idealismo sadio, prometia desenvolver-se em frondosa árvore, quando surgiu o primeiro percalço, com a imposição pelo Presidente Getulio Vargas da Constituição de 1937, elaborada pelo jurista Francisco Campos, de cunho claramente ditatorial, instrumento pelo qual adotou medidas rígidas na ordem social-político-administrativa, fechou o Congresso Nacional, extinguiu os partidos políticos, e permitiu, veladamente, que alguns de seus auxiliares, mais realistas do que o próprio rei, estendessem esse rigor a outras entidades, inclusive à Maçonaria, em alguns estados de Federação. Liberdade e União tomou conhecimento do que estava ocorrendo no País, acautelou-se, mas não interrompeu suas atividades maçônicas.

Em 4 de fevereiro de 1944, realizou a 1ª sessão, no 2º Templo, ainda em construção, na avenida Paranaíba, no centro de Goiânia, que mais tarde foi demolido e no seu lugar erguido o edifício “Liberdade” e nele o 3º Templo, inaugurado em 2 de março de 1966, aonde são realizadas suas atividades maçônicas-administrativas, atende os maçons goianos, incluindo-se os interessados na
Maçonaria Filosófica, abrigando também a Delegacia do Rito Escocês Antigo e Aceito, ali instaladas desde quando foram implantadas em Goiás.

Para ter idéia do grau de pujança que alcançou a Loja Maçônica Liberdade e União Nº 1157, na sua iluminada trajetória até completar os 60 anos de vida, basta lembrar que o seu Quadro de Obreiros já ultrapassou a casa dos 300 membros, construtores de várias categorias sociais.

À época e à medida que Goiânia ia crescendo, na mesma proporção desenvolvia a Maçonaria nela inaugurada, com o surgimento de outras Lojas, e todas buscavam sempre orientação na Liberdade e União, por ser a primeira da cidade, bem estruturada e de estreito relacionamento com o GOB, uma espécie de Delegacia, pelo elo de ligação criado, e por isso tomou-se conhecida, ganhou fama e prestígio pelo trabalho que desempenhava em prol da Sublime Instituição.

Galgando posição de destaque no seio da Maçonaria, Liberdade e União por muito tempo tomou a dianteira dos acontecimentos maçônicos no território goiano, provendo os seus obreiros elevados cargos em maior quantidade no Grande Oriente do Estado e, muitos, no Poder Central.

O Irm. Osires Teixeira, eleito Soberano Grão-Mestre Geral, transferiu, de direito, do Rio de Janeiro, pelo Decreto Nº 2001, de 26.06.78, o Poder Central do Grande Oriente do Brasil, e de fato, ao transportar depois parte de seu acervo para Brasília. O seu sucessor, Irm. Jair Assis Ribeiro, para consolidar a mudança, deu prioridade à construção do Palácio-Sede, na Capital da República, e o inaugurou em 4 de dezembro de 1992, na presença de milhares de maçons do País.

Os dois, membros de Liberdade e União.

O Irm. Osires Teixeira passou para o Oriente Eterno, antes do término do Palácio Maçônico, em construção em Brasília, e o Irm. Jair Assis Ribeiro fez de tudo para o edificar, conseguiu dinheiro, trabalho intensamente e entregou ao povo maçônico o magnífico edifício, considerando a obra do século, cumprindo, assim, a sua sina de Grande Construtor, e continua ativo, em lugar de destaque no Quadro de Obreiros de Liberdade e União.

Nestes últimos 10 anos, ouve avanços em muitos planos. Instalação de gabinete dentário, de computador e de outros melhoramentos. O Irm. Jair Assis Ribeiro reelegeu-se Grão-Mestre Geral e completou 10 anos consecutivos de mandatos (1983/ 1993), o Irm. Chafic Gabriel concorreu ao cargo de Grão-Mestre Geral Adjunto, na chapa do Irm. Armando Righetto. e reelegeu-se depois Grão-Mestre do GOEG. o Irm. Absaí Gomes Brito não conseguiu sucedê-lo no Grão Mestrado Estadual, porém pode ainda chegar lá.

Esses fatos servem para demonstrar a participação efetiva da Loja Liberdade e União na vida da Maçonaria Brasileira, tendo muito de seus membros como Ministros, Juízes, Deputados, Presidente de Assembléia Maçônica, Secretários, Conselheiros. o que nos leva a acreditar que forças divinas a auxiliam na sustentação da sua especial caminhada através dos tempos.

Já lemos sobre o significado oculto dos números sua aplicação e temos um pouco de conhecimento do que a numerologia seja capaz, ensina, e que existem números de vibrações harmoniosas, favoráveis. O número 10 é de liderança, de projeção e de autoconfiança, portanto, benéfico. O número 23 é considerado o melhor da numerologia.

Ora, somados, 10 + 23 = 33.

Este número, igualmente, é de sucesso, e tambem o topo da Escada de Jacó, que nos é tão significativo, e de onde podemos dizer Nec Pias Ultra.

Imaginamos que a Loja Liberdade e União recebe essas vibrações positivas, porque é a 10ª Loja Maçônica do Grande Oriente do Brasil instalada em Goiás, fundada no dia 23, números esses que individualmente são favoráveis, e cuja soma governa seu sucesso.