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Irm
José Carlos Moura
A Maçonaria
desempenha importante papel na sociedade
“A Maçonaria é uma associação
de homens que se consideram irmãos entre si e cujo fim é
viver em perfeita igualdade, inteiramente ligados por laços
de recíproca estima e confiança, estimulando-se uns
aos outros, na prática das virtudes”
José Carlos Moura
A Maçonaria
é uma sociedade secreta de fins filantrópicos e de
assistência e defesa mútua aos seus membros, admitidos
dentro de certos requisitos morais e após rito iniciático.
Espalhada por
todo mundo, seus membros devem ajudar-se onde quer que se encontrem,
seja qual for o seus país, religião e classe social
ou organização a que pertençam.
A admissão
à Maçonaria só ocorre após cerimônia
de iniciação, constituídas de provas de resistência
física e integridade moral, além de manter sob rigoroso
sigilo os segredos da confraria.
É muito
discutida a origem da Maçonaria. Alguns autores situam-na
nos primórdios da antigüidade oriental, outros admitem
como fundador Hiram Habif, arquiteto do Templo de Salomão;
considera-se entretanto, mais provável seja ela um desenvolvimento
das confrarias medievais de “pedreiros-livres” especialmente
na Inglaterra.
No início
do século XVII, começaram algumas Lojas (local de
reunião do maçom) a admitir pessoas estranhas à
arquitetura. Com o tempo, assumiram as Lojas caráter puramente
simbólico, considerando porém, os símbolos
antigos, representados pelo avental, o esquadro e o compasso.
Em uma das Coletâneas
de Trabalhos Maçônicos, da Editora Trolha, encontramos
um assunto relacionado entre o relacionamento Igreja - Maçonaria.
As iniciativas para a aproximação ou a reaproximação
entre Igreja e Maçonaria, remontam nos ambientes maçônicos
dos fins do século passado e logo após a promulgação
do documento papal contra a
Maçonaria,
que é a “Humanum Genus”, de 1844. Então,
grupos maçônicos se movimentam em direção
à Igreja porque, diziam eles. “nem todos mereciam uma
acusação que pesava apenas certas minorias extremistas”.
E a correspondência da nossa parte católica é
de princípios do nosso século, com os admiráveis
trabalhos do padre alemão Hermann Gruber (1851-1930). Desde
então e, por conseguinte, muito antes do Concílio
Ecumênico Vaticano II, leigos, padres sobretudo jesuítas,
mantiveram contatos mais ou menos assíduos com maçons
categorizados, com o fim de normalizar essas relações,
incluindo o padre espanhol José A. Ferrer Benimeli, com sua
magistral tese doutoral, em 4 grossos volumes, “Masonerie,
Iglesia e Ilustracion”, de 1975. E o primeiro passo concreto
foi dado pela Conferência Episcopal escandinava-báltica,
que abrange os seguintes países: Dinamarca, Finlândia,
Islândia, Noruega e Suécia. De fato, em fins de 1967,
os bispos desses países concordavam em “permitir, individualmente,
que os membros da Ordem Maçônica, dessas nações,
que desejassem abraçar o catolicismo, pudessem ser recebidos
na Igreja sem ter de renunciar à sua inscrição
como membros ativos da Maçonaria”..
… Ninguém melhor do que eles, em consciência
e em absoluta lealdade, podem julgar sobra a natureza e atividade
do grupo maçônico a que pertencem. Se a sua fé
de católico não encontra nele nada de sistematicamente
hostil e organizado contra a Igreja e os princípios doutrinários,
morais, pode permanecer na associação. Não
deverá ser considerado excomungado e, do mesmo modo como
qualquer fiel, poderá aproximar-se dos sacramentos e participar
plenamente da vida da Igreja. Não é necessária
uma especial absolvição da excomunhão, uma
vez que esta, no caso concreto, não urge mais. Seja como
for, não é a primeira vez que a Igreja, oficialmente,
reconhece que há uma Maçonaria em que católicos
podem se inscrever sem deixar de ser católicos.
A Maçonaria
exige que só sejam admitidos em seus quadros aqueles que,
reconhecendo a existência de Deus, bem compreendam os deveres
sociais e, alheios a elogios e inclinações contrárias
aos rígidos princípios da moralidade, busquem a Instituição
Maçônica inspirados em elevados sentimentos de amor
fraternal. A Maçonaria é um progresso contínuo,
por ensinamentos em uma série de Graus visando, por iniciações
sucessivas, incutir no íntimo dos homens a Luz Espiritual
e Divina, que, afugentando os baixos sentimentos, e, invocando,
sempre, o Grande Arquiteto do Universo, que é Deus, os torne
dignos de si mesmos, da Família, da Pátria e da humanidade.
No dia 25, próximo
passado, o jornal “O Cana Brava”, esteve no Templo da
Loja Maçônica Brasiliana N° 22, na presença
do Sereníssimo grão-mestre da Grande Loja Maçônica
do Estado de Goiás, e mais de 250 pessoas, na iniciação
de mais de 4 novos irmãos católicos: Luiz Alberto
Cristino dos Santos, diretor do SENAI, em Minaçu, Luiz Fernando
Fernandes, engenheiros mecânico da SADE, Ailton Gratão
de Araújo, comerciante, do Supermercado MercaBox e o técnico
de Eletrônica de FURNAS, Venâncio Rodrigues de Abreu.
Entrevistamos
inicialmente o maçom Luiz Alberto: “O dia de hoje é
dos dias mais marcantes de minha vida. Sentimental como todos, porque
pertenço a Rosa Cruz, e tem alguma coisa próxima da
Maçonaria. São irmãos. Quando entrei na Rosa
Cruz, nem sabia o que era exatamente ser um Rosa Cruz. Sempre pensei
em iniciar na Maçonaria e, para mim, foi uma coisa surpreendente.
Mexeu comigo. Estou no caminho certo e, em momento algum, veio em
minha mente resistência à iniciação.
Foi uma coisa verdadeira. De dentro de mim. Tirei de dentro de mim
aquelas coisas materiais. O espiritual é que é importante.
A maçonaria me completa. Abriu-se um novo caminho em minha
vida”.
O venerável
Mestre da Loja Brasiliana 22, o engenheiro florestal de FURNAS,
George Ricardo, disse sobre a iniciação o seguinte:
“Isso para a Maçonaria representa um dia de confraternização.
Participam membros de quase todas as Lojas circunvizinhas de Goiás.
Uma das filosofias da Maçonaria é a fraternidade,
a liberdade e a igualdade de todos seus membros. Esta tríade
faz com que todas as vezes que nos reunimos seja familiar. Esta
família é universal. Existe em todos os países.
A Maçonaria não é uma religião, não
é político - partidária, é uma filosofia
de vida que conduz os freqüentadores a um comportamento tal
que tenham um caminho sem vícios, honesto, dentro dos princípios
da moral e dos bons costumes. Nós construímos uma
verdadeira irmandade. As esposas de nossos irmãos são
consideradas “cunhadas”, os filhos de “sobrinhos”,
os membros da Loja de “Irmãos”.
Nossa missão
principal é a filantropia. Através da nossa família
maçônica é nosso dever trabalhar pelo bem da
humanidade, suprir carências, independente de ser ou não
maçom, a pessoa que necessita de ajuda.
Em termos vários
programas filantrópicos: estamos desenvolvendo um projeto
escolar que trata apenas de atendimento a crianças carentes,
marginalizadas na escola, com dificuldades de aprendizado, filhos
de pais analfabetos e desempregados; Tratamos de educar crianças
de mais de 14 anos de idade que não sabem ler nem escrever.
A Maçonaria acolhe estas crianças e lhes aplicamos
um programa especial de ensino.
Outro programa
que estamos oferecendo à comunidade é o de comunicação,
com palestras, visitas a escolas, alertando sobre o combate às
drogas, a marginalização infanto-juvenil, e o mais
recente, o encontro realizado com o Poder Judiciário e Executivo,
onde discutimos a segurança de nossa população
(publicado na Edição anterior). Nossos recursos vêm
do apoio de pessoas e comerciantes que abraçam a idéia
do companheirismo, da fraternidade.
Recebemos doações dos membros ativos da Loja Maçônica
Brasiliana 22, e, às quartas-feiras oferecemos sopa para
atender às famílias carentes cadastradas na Colmeia
da Amizade. Em outubro, no Dia das Crianças, fazemos distribuições
de presentes e festa para as crianças da cidade. Maçonaria
é filantropia, união, igualdade e fraternidade”.
O Past-Master (Ex-Venerável Mestre) Edilson, da Loja Maçônica
“Luz e Renovação”, do Grande Oriente de
Goiás, em Minaçu, funcionário do Posto do INSS
também esteve presente na festa e fez o seguinte comentário:
“Na verdade, existem 2 Templos Maçônicos em Minaçu,
mas a Maçonaria é única, é universal.
As Lojas são consideradas co-irmãs, embora a filosofia
mude um pouco em seu ritmo. Os apoios são mútuos.
Uma Loja está praticamente ligada à outra. Um projeto
desta Loja é lançado também em nossa Loja e
vice-versa. Há muito apoio, muita integração
entre seus membros. A mensagem que podemos deixar a todos presentes
é que a Maçonaria é uma grande família
e, como toda família, eles têm suas responsabilidades,
tanto perante a sociedade, como para com os membros ativos da Loja.
Isso é muito importante. em qualquer lugar que nós
estamos, seja no Brasil ou no exterior, existe o apoio da Maçonaria.
Em qualquer parte do mundo nós somos recebidos como irmãos,
como se fôssemos irmãos de sangue. A Maçonaria
tem esse papel: prestar serviços para a comunidade, crescer
nessa grande família maçônica. Este é
o papel do maçom: trabalhar pelo crescimento, não
só da família, mas de toda a sociedade; preservar
a moral, os bons costumes e o amor à Pátria.
A Maçonaria
escolhe na sociedade as pessoas que têm boa índole,
perseverança, boa conduta moral. A partir do momento que
ela consegue estas pessoas, ela cresce e fica com mais condições
de trabalhar pela e para a comunidade. Nesta iniciação
de irmãos, a escolha não é a exclusão
dos demais. Se a Maçonaria não tiver coerência
quanto à sua filosofia dentro de seu próprio seio,
não poderá pregar a igualdade, fraternidade e liberdade,
conduta moral ilibada, valorização da família,
combate ao vício e às drogas, etc.
A filosofia
maçônica é perfeita. Mas isso não quer
dizer que somos perfeitos.
Ninguém
é perfeito para que possamos, um dia, ver toda a sociedade
vivendo feliz, de forma harmoniosa. Este é o papel do maçom”.
A seguir, entrevistaremos
o irmão Eliezer T. Marques. assessor parlamentar do irmão
deputado federal Sandro Mabel, disse-nos, -“Nós estamos
aqui exatamente para fazer a diferença na sociedade, isto
é, nós somos parte desta diferença. A sociedade
hoje necessita que alguns valores sejam mudados. A sociedade está
em decadência, e a história tem provado que todos esses
valores sociais têm se perdido no decorrer do tempo. A Maçonaria
está resgatando esses valores morais e sociais. A Maçonaria
nos nossos dias de hoje, está enfronhada na sociedade.
não se destaca hoje um maçom apenas porque está
de terno preto ou comportamento diferente. Ele está na sociedade,
influenciando-a para a prática do bem. O comportamento do
maçom é honesto, dinâmico. como missão
promissora, de progresso para o país, com a visão
voltada para a família para os valores sociais e morais.
A Maçonaria tenta resgatar tudo isso, promovendo a união
das famílias, conforme estamos hoje aqui, alegres, felizes,
irmanados, servindo a festejando”.
O iniciante
Luiz Fernando disse: “Sou mineiro, minha família é
de origem espanhola. Resido atualmente em Minaçu.
Hoje estou muito
emocionado neste ingresso na Maçonaria. Emocionado e honrado
de poder participar de uma entidade que tem como meta a fraternidade,
igualdade e liberdade da sociedade em todo o mundo. Como iniciante,
tenho a perspectiva de poder colaborar ativamente no que puder e
for solicitado pela Maçonaria”.
O irmão
Nivaldo Campos, nos contou que: “Importante mesmo é
o espaço e a oportunidade que o jornal “O Cana Brava”
está dando para divulgar-mos esta sociedade milenar que é
a Maçonaria, que insere uma porção de coisas
importantes. Porque a Maçonaria não é só
fechada’, ela é eclética, é aberta, é
da comunidade, é do povo em si.
A Maçonaria é uma filosofia de superação
de obstáculos, de superação de vida. Então,
nada mais é que uma ciência de superação,
uma filosofia de vida. Nós somos iniciados e temos a oportunidade
de estudar, de aprender. Quem está iniciando na Maçonaria
vai ter a oportunidade de adquirir novos conhecimentos, novas literaturas.
Nós pensamos que quando se vem para a Maçonaria, vamos
colher uma grande bagagem. Mas é o contrário. Esta
bagagem, a gente vai tirar de dentro de nós mesmos, para
poder ser útil, de alguma forma, de ajudar ao próximo. |