Membro Ativo da
A R L S Brasiliana N° 22 Or de Minaçu-GO


 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Maçonaria


Irm José Carlos Moura

A Maçonaria desempenha importante papel na sociedade
“A Maçonaria é uma associação de homens que se consideram irmãos entre si e cujo fim é viver em perfeita igualdade, inteiramente ligados por laços de recíproca estima e confiança, estimulando-se uns aos outros, na prática das virtudes”
José Carlos Moura

A Maçonaria é uma sociedade secreta de fins filantrópicos e de assistência e defesa mútua aos seus membros, admitidos dentro de certos requisitos morais e após rito iniciático.

Espalhada por todo mundo, seus membros devem ajudar-se onde quer que se encontrem, seja qual for o seus país, religião e classe social ou organização a que pertençam.

A admissão à Maçonaria só ocorre após cerimônia de iniciação, constituídas de provas de resistência física e integridade moral, além de manter sob rigoroso sigilo os segredos da confraria.

É muito discutida a origem da Maçonaria. Alguns autores situam-na nos primórdios da antigüidade oriental, outros admitem como fundador Hiram Habif, arquiteto do Templo de Salomão; considera-se entretanto, mais provável seja ela um desenvolvimento das confrarias medievais de “pedreiros-livres” especialmente na Inglaterra.

No início do século XVII, começaram algumas Lojas (local de reunião do maçom) a admitir pessoas estranhas à arquitetura. Com o tempo, assumiram as Lojas caráter puramente simbólico, considerando porém, os símbolos antigos, representados pelo avental, o esquadro e o compasso.

Em uma das Coletâneas de Trabalhos Maçônicos, da Editora Trolha, encontramos um assunto relacionado entre o relacionamento Igreja - Maçonaria. As iniciativas para a aproximação ou a reaproximação entre Igreja e Maçonaria, remontam nos ambientes maçônicos dos fins do século passado e logo após a promulgação do documento papal contra a

Maçonaria, que é a “Humanum Genus”, de 1844. Então, grupos maçônicos se movimentam em direção à Igreja porque, diziam eles. “nem todos mereciam uma acusação que pesava apenas certas minorias extremistas”. E a correspondência da nossa parte católica é de princípios do nosso século, com os admiráveis trabalhos do padre alemão Hermann Gruber (1851-1930). Desde então e, por conseguinte, muito antes do Concílio Ecumênico Vaticano II, leigos, padres sobretudo jesuítas, mantiveram contatos mais ou menos assíduos com maçons categorizados, com o fim de normalizar essas relações, incluindo o padre espanhol José A. Ferrer Benimeli, com sua magistral tese doutoral, em 4 grossos volumes, “Masonerie, Iglesia e Ilustracion”, de 1975. E o primeiro passo concreto foi dado pela Conferência Episcopal escandinava-báltica, que abrange os seguintes países: Dinamarca, Finlândia, Islândia, Noruega e Suécia. De fato, em fins de 1967, os bispos desses países concordavam em “permitir, individualmente, que os membros da Ordem Maçônica, dessas nações, que desejassem abraçar o catolicismo, pudessem ser recebidos na Igreja sem ter de renunciar à sua inscrição como membros ativos da Maçonaria”..

… Ninguém melhor do que eles, em consciência e em absoluta lealdade, podem julgar sobra a natureza e atividade do grupo maçônico a que pertencem. Se a sua fé de católico não encontra nele nada de sistematicamente hostil e organizado contra a Igreja e os princípios doutrinários, morais, pode permanecer na associação. Não deverá ser considerado excomungado e, do mesmo modo como qualquer fiel, poderá aproximar-se dos sacramentos e participar plenamente da vida da Igreja. Não é necessária uma especial absolvição da excomunhão, uma vez que esta, no caso concreto, não urge mais. Seja como for, não é a primeira vez que a Igreja, oficialmente, reconhece que há uma Maçonaria em que católicos podem se inscrever sem deixar de ser católicos.

A Maçonaria exige que só sejam admitidos em seus quadros aqueles que, reconhecendo a existência de Deus, bem compreendam os deveres sociais e, alheios a elogios e inclinações contrárias aos rígidos princípios da moralidade, busquem a Instituição Maçônica inspirados em elevados sentimentos de amor fraternal. A Maçonaria é um progresso contínuo, por ensinamentos em uma série de Graus visando, por iniciações sucessivas, incutir no íntimo dos homens a Luz Espiritual e Divina, que, afugentando os baixos sentimentos, e, invocando, sempre, o Grande Arquiteto do Universo, que é Deus, os torne dignos de si mesmos, da Família, da Pátria e da humanidade.

No dia 25, próximo passado, o jornal “O Cana Brava”, esteve no Templo da Loja Maçônica Brasiliana N° 22, na presença do Sereníssimo grão-mestre da Grande Loja Maçônica do Estado de Goiás, e mais de 250 pessoas, na iniciação de mais de 4 novos irmãos católicos: Luiz Alberto Cristino dos Santos, diretor do SENAI, em Minaçu, Luiz Fernando Fernandes, engenheiros mecânico da SADE, Ailton Gratão de Araújo, comerciante, do Supermercado MercaBox e o técnico de Eletrônica de FURNAS, Venâncio Rodrigues de Abreu.

Entrevistamos inicialmente o maçom Luiz Alberto: “O dia de hoje é dos dias mais marcantes de minha vida. Sentimental como todos, porque pertenço a Rosa Cruz, e tem alguma coisa próxima da Maçonaria. São irmãos. Quando entrei na Rosa Cruz, nem sabia o que era exatamente ser um Rosa Cruz. Sempre pensei em iniciar na Maçonaria e, para mim, foi uma coisa surpreendente. Mexeu comigo. Estou no caminho certo e, em momento algum, veio em minha mente resistência à iniciação. Foi uma coisa verdadeira. De dentro de mim. Tirei de dentro de mim aquelas coisas materiais. O espiritual é que é importante. A maçonaria me completa. Abriu-se um novo caminho em minha vida”.

O venerável Mestre da Loja Brasiliana 22, o engenheiro florestal de FURNAS, George Ricardo, disse sobre a iniciação o seguinte: “Isso para a Maçonaria representa um dia de confraternização. Participam membros de quase todas as Lojas circunvizinhas de Goiás. Uma das filosofias da Maçonaria é a fraternidade, a liberdade e a igualdade de todos seus membros. Esta tríade faz com que todas as vezes que nos reunimos seja familiar. Esta família é universal. Existe em todos os países. A Maçonaria não é uma religião, não é político - partidária, é uma filosofia de vida que conduz os freqüentadores a um comportamento tal que tenham um caminho sem vícios, honesto, dentro dos princípios da moral e dos bons costumes. Nós construímos uma verdadeira irmandade. As esposas de nossos irmãos são consideradas “cunhadas”, os filhos de “sobrinhos”, os membros da Loja de “Irmãos”.

Nossa missão principal é a filantropia. Através da nossa família maçônica é nosso dever trabalhar pelo bem da humanidade, suprir carências, independente de ser ou não maçom, a pessoa que necessita de ajuda.

Em termos vários programas filantrópicos: estamos desenvolvendo um projeto escolar que trata apenas de atendimento a crianças carentes, marginalizadas na escola, com dificuldades de aprendizado, filhos de pais analfabetos e desempregados; Tratamos de educar crianças de mais de 14 anos de idade que não sabem ler nem escrever. A Maçonaria acolhe estas crianças e lhes aplicamos um programa especial de ensino.

Outro programa que estamos oferecendo à comunidade é o de comunicação, com palestras, visitas a escolas, alertando sobre o combate às drogas, a marginalização infanto-juvenil, e o mais recente, o encontro realizado com o Poder Judiciário e Executivo, onde discutimos a segurança de nossa população (publicado na Edição anterior). Nossos recursos vêm do apoio de pessoas e comerciantes que abraçam a idéia do companheirismo, da fraternidade.

Recebemos doações dos membros ativos da Loja Maçônica Brasiliana 22, e, às quartas-feiras oferecemos sopa para atender às famílias carentes cadastradas na Colmeia da Amizade. Em outubro, no Dia das Crianças, fazemos distribuições de presentes e festa para as crianças da cidade. Maçonaria é filantropia, união, igualdade e fraternidade”.

O Past-Master (Ex-Venerável Mestre) Edilson, da Loja Maçônica “Luz e Renovação”, do Grande Oriente de Goiás, em Minaçu, funcionário do Posto do INSS também esteve presente na festa e fez o seguinte comentário: “Na verdade, existem 2 Templos Maçônicos em Minaçu, mas a Maçonaria é única, é universal. As Lojas são consideradas co-irmãs, embora a filosofia mude um pouco em seu ritmo. Os apoios são mútuos. Uma Loja está praticamente ligada à outra. Um projeto desta Loja é lançado também em nossa Loja e vice-versa. Há muito apoio, muita integração entre seus membros. A mensagem que podemos deixar a todos presentes é que a Maçonaria é uma grande família e, como toda família, eles têm suas responsabilidades, tanto perante a sociedade, como para com os membros ativos da Loja. Isso é muito importante. em qualquer lugar que nós estamos, seja no Brasil ou no exterior, existe o apoio da Maçonaria. Em qualquer parte do mundo nós somos recebidos como irmãos, como se fôssemos irmãos de sangue. A Maçonaria tem esse papel: prestar serviços para a comunidade, crescer nessa grande família maçônica. Este é o papel do maçom: trabalhar pelo crescimento, não só da família, mas de toda a sociedade; preservar a moral, os bons costumes e o amor à Pátria.

A Maçonaria escolhe na sociedade as pessoas que têm boa índole, perseverança, boa conduta moral. A partir do momento que ela consegue estas pessoas, ela cresce e fica com mais condições de trabalhar pela e para a comunidade. Nesta iniciação de irmãos, a escolha não é a exclusão dos demais. Se a Maçonaria não tiver coerência quanto à sua filosofia dentro de seu próprio seio, não poderá pregar a igualdade, fraternidade e liberdade, conduta moral ilibada, valorização da família, combate ao vício e às drogas, etc.

A filosofia maçônica é perfeita. Mas isso não quer dizer que somos perfeitos.

Ninguém é perfeito para que possamos, um dia, ver toda a sociedade vivendo feliz, de forma harmoniosa. Este é o papel do maçom”.

A seguir, entrevistaremos o irmão Eliezer T. Marques. assessor parlamentar do irmão deputado federal Sandro Mabel, disse-nos, -“Nós estamos aqui exatamente para fazer a diferença na sociedade, isto é, nós somos parte desta diferença. A sociedade hoje necessita que alguns valores sejam mudados. A sociedade está em decadência, e a história tem provado que todos esses valores sociais têm se perdido no decorrer do tempo. A Maçonaria está resgatando esses valores morais e sociais. A Maçonaria nos nossos dias de hoje, está enfronhada na sociedade.
não se destaca hoje um maçom apenas porque está de terno preto ou comportamento diferente. Ele está na sociedade, influenciando-a para a prática do bem. O comportamento do maçom é honesto, dinâmico. como missão promissora, de progresso para o país, com a visão voltada para a família para os valores sociais e morais. A Maçonaria tenta resgatar tudo isso, promovendo a união das famílias, conforme estamos hoje aqui, alegres, felizes, irmanados, servindo a festejando”.

O iniciante Luiz Fernando disse: “Sou mineiro, minha família é de origem espanhola. Resido atualmente em Minaçu.

Hoje estou muito emocionado neste ingresso na Maçonaria. Emocionado e honrado de poder participar de uma entidade que tem como meta a fraternidade, igualdade e liberdade da sociedade em todo o mundo. Como iniciante, tenho a perspectiva de poder colaborar ativamente no que puder e for solicitado pela Maçonaria”.

O irmão Nivaldo Campos, nos contou que: “Importante mesmo é o espaço e a oportunidade que o jornal “O Cana Brava” está dando para divulgar-mos esta sociedade milenar que é a Maçonaria, que insere uma porção de coisas importantes. Porque a Maçonaria não é só fechada’, ela é eclética, é aberta, é da comunidade, é do povo em si.

A Maçonaria é uma filosofia de superação de obstáculos, de superação de vida. Então, nada mais é que uma ciência de superação, uma filosofia de vida. Nós somos iniciados e temos a oportunidade de estudar, de aprender. Quem está iniciando na Maçonaria vai ter a oportunidade de adquirir novos conhecimentos, novas literaturas. Nós pensamos que quando se vem para a Maçonaria, vamos colher uma grande bagagem. Mas é o contrário. Esta bagagem, a gente vai tirar de dentro de nós mesmos, para poder ser útil, de alguma forma, de ajudar ao próximo.