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* Juiz de Fora – MG



 

 

 

 

 

 

 

As Colunas do Templo


Irm Hélio Américo Mendes *

 

Por intermédio do Livro das Leis, tomamos conhecimento de que Salomão mandou erguer duas colunas diante do Templo:

“Fez também diante da casa duas colunas de trinta e cinco côvados de altura; e o capitel sobre cada uma de cinco côvados”.
...

“levantou as colunas diante do templo, uma à direita e a outra à esquerda; a da direita chamou-lhe...”.

Veja II Crônicas 3.15 a 3.17

Chamou a Coluna B BOAZ ou BOOZ (dependendo do tradutor), sendo que a Arte Real deu preferência à segunda, como P S do Gr Apr.

BOAZ ou BOOZ rico morador de Belém e esposo de Rute, sua parente, era bisavô de Davi. Seu nome é uma palavra hebraica deriva de b, que, significa “em” e de oaz, “força”, portanto “na força”. É importantíssimo que todos compreendam que seu significado é FORÇA INTERIOR, a partícula Divina manifestada em todos os IIrm quando se reúnem, em qualquer sessão dentro do Templo coberto.

A coluna J ao sul do pórtico, completa o par que representa os pólos ativo e passivo, o dia e a noite e os aspectos masculinos e femininos da Divindade, manifestados no Universo. (Veja o Dicionário da Maçonaria, de Joaquim G. Figueiredo).

Assim, a coluna B representa a passividade, o negativo, estando em relação com o signo astrológico do Touro e com Mercúrio, um dos três princípios alquímicos.*

Começando com a letra hebraica beth, que também, significa casa, a coluna B.: representava para os alquimistas o princípio feminino.

Os filósofos do hermetismo davam a seguinte chave da Natureza:- “De todas as coisas materiais se faz a cinza: da cinzas o sal; do sal são separados a água e o mercúrio; deste é composto um elixir, uma quinta-essência”.

Em sua obra De la Maçonnerie Occute et de L’Initiation Hermétique (Éditions des Cahiers Astrologiques - Nice - 1.947) à pág. 138 diz RAGON:

“O corpo, portanto, é posto em cinzas para limpá-lo de suas partes combustíveis; o sal, para ser separado de sua natureza terrestre; em água, para purificar-se, e em espírito para ser quintessenciado”.

E prossegue: “O conhecimento dos sais, eis a chave da arte por meio da qual limita a Natureza em suas operações. O adepto deve conhecer a sua simpatia e sua antipatia com os metais.

Não há propriamente mais que um sal; mas ele se divide em três espécies para formar o princípio dos corpos: nitro, tártaro e vitríolo (estilos antigos); todos os outros são com ele compostos.

Do nitro e do tártaro (que é próprio nitro mais cozido) se formam os vegetais. O vitríolo é o próprio sal nitro que, tendo passado pela natureza do tártaro, torna-se sal mineral por um cozimento mais demorado com fogo mais ardente. É abundante nas concavidades da terra, onde se reúne com um fluído viscoso que o torna metálico”.

O significado dos três princípios alquímicos é o seguinte: Enxofre, centro original da ação: Mercúrio, ação; Sal, resultado da ação equilíbrio.

V.M. IIrm 1° e 2° VVig., demais IIrm, o tema que nos foi proposto para o tempo de estudos foi: a diferença entre BOAZ e BOOZ, que, pelo demonstrado anteriormente, não existe, todavia entendemos interessante que se soubesse a feminilidade da Coluna B (que é a Coluna da Força, pela própria etimologia de BOOZ ou BOAZ), enquanto a Coluna J, como se sabe, é a Coluna da Beleza.

Aparentemente, pode haver incoerência nisso.

A explicação é simplicíssima: para desbastar a P\ B\ é preciso que se tenha força, mas para transformá-la em P C é necessário o conhecimento do Belo

Juiz de Fora, 26 de dezembro de 1.996

* Princípios alquímicos ou herméticos - Os herméticos admitiam três princípios, que, segundo eles, eram encontrados em todos os corpos: o enxofre, princípio macho, o mercúrio fêmea, o sal, princípio neutro.

Assim, queimando-se lenha verde, por exemplo o vapor d água era o MERCÚRIO; o óleo inflamável, o ENXOFRE, as cinzas, o SAL