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MAÇONS

 

 



Texto retirado do Dia do Maçom
De Wolmar Jaime Rizzotti
ARLS Pássaro da Paz nº 61
Or de Arapongas - Pr





Os Maçons

 


De Wolmar Jaime Rizzotti



"Não é preciso ser maçom para crer em deus, mas é preciso crer em deus para ser maçom"

O maçom é um "homem livre e de bons costumes". O seu objetivo é seu aperfeiçoamento moral e intelectual. Para isso esforça-se para "adquirir o conhecimento de si mesmo" e por"libertar-se de suas paixões". Este trabalho é denominado na Maçonaria como "o desbaste da Pedra Bruta". Atingindo este objetivo, ele poderá, como disse FINDEL: "começar a difundir a Verdade, a inspirar a nobreza e a virtude que este objetivo envolve, e a procurar o bem dos outros, segundo a vontade de Deus".

Entretanto, sujeito como está ás fraquezas da natureza humana, o desbaste da Pedra Bruta "tomou-se para o maçom um trabalho que nunca termina, mesmo quando consegue alcançar os mais altos cargos e graus.

O reconhecido Mestre em Maçonaria, LUIZ UMBERT SANTOS, afirma que:

"Seria um absurdo afirmar que o maçom é um tipo perfeito de homem moral, pois como humano que é, traz consigo as moléculas inerentes a essa natureza.

Porém, seu grande mérito consiste em estar lutando, continuadamente, para vencer suas paixões.

E por isso, quando chega à metade de sua vida e volta a confundir-se com o mistério de onde procede, os que ficam na terra fazem uma análise de seus atos e esquecem os seus erros, procurando se aproveitar de todos os seus atos que acreditam terem influência benéfica e que foram inspirados pela Maçonaria.

Quando os povos se submergiam, ainda, no obscurantismo mais lamentável, sem consciência dos seus direitos de cidadania, vivendo escravizados por uma tirania inescrupulosa e embrutecedora, foi uma plêiade de homens iluminados que, esquecendo as canseiras da vida e entregando-se ao martírio dos déspotas, empunhou o lábaro da redenção, pregando em todos os recantos o ideal de IGUALDADE, LIBERDADE e FRATERNIDADE, preparando assim, a senda por onde a humanidade deveria trilhar até alcançar a plenitude de seus destinos.

Foi a Maçonaria que, junto aos povos, vulgarizou as novas idéias e ideais do lIberalismo democrático que tiveram começo na França e na Inglaterra, no século XVII, e que no século seguinte se estendeu por toda a Europa e América.

A divisa maçônica de LIBERDADE, IGUALDADE e FRATERNIDADE consagra a luta dos povos oprimidos pelos governos absolutistas em prol da sublimação universal da democracia. É um lema historicamente revolucionário e nos vem da grande REVOLUÇAO FRANCESA de 1789, quando foi atacada e vencida a Bastilha, símbolo do feudalismo e do poder absoluto do rei, implantando-se os ideais da República Representativa, outorgando-se ao voto do povo o direito de escolha e eleição dos seus governantes.

Através de documentos trazidos para o novo mundo, pelos primeiros iniciados precedentes das várias partes da Europa, ficou conhecida nas três Américas, a divisa Imortal dos "Pedreiros -livres"; LIBERDADE, IGUALDADE e FRATERNIDADE.

Dos seus trabalhos em cooperação e das suas dedicações pessoais brotaram os frutos esperados. Em breve tempo, muitas Lojas foram fundadas no campo da Maçonaria, perpetuando, assim, em diversas regiões do Novo Continente, a Obra Sublimada", que haveria de ser desenvolvida para a libertação dos povos, os auspícios do GRANDE ARQUITETO DO UNIVERSO.

No Brasil teria essa influência se feito sentir? Teria sido a Inconfidência Mineira, o primeiro grande movimento libertador, influenciada pela Maçonaria?

O mestre ZILMAR DE PAULA BARROS, em sua obra "Maçonaria para Profanos e Neófitos", afirma que "Tiradentes foi Maçom como tantos outros inconfidentes, ainda que não tenhamos provas robustas de sua iniciação no Mistério da Ordem. Porém, todos os resquícios deixado nas entrelinhas de seu procedimento denotam a indelével marca da Maçonaria, isto é, desde as senhas, os sinais e o estilo das reuniões que adotavam, além do glorioso "Deita Sagrado" estampado na bandeira que usavam.

Sabemos que, naquela época, vieram de Portugal alguns maçons iniciados na França. O célebre historiador PEDRO CALMOM afirma em suas pesquisas históricas que houve participação maçônica na Inconfidência Mineira e que três maçons intervieram na gloriosa conjuração.