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* Cesóstre Guimarães de Oliveira é Nosso Irm e tamém se declara Membro da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias.
(dos Mórmons)

 

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Cesóstre Guimarães de Oliveira MM*
Loja Maçônica Humanidade e Concórdia, nº 2851
Grande Oriente do Brasil no Maranhão

 

 

Trechos retirados do trabalho
que nos foi indicado pelo
Irm Joel Affonso
jcaffonso@yahoo.com.br
CAPITULO IV

 

... se houver qualquer coisa virtuosa,
amável,
de boa fama ou louvável,
nós a procuraremos
13º Regra de Fé.

(dos Mórmons)

Os inimigos da Igreja de Jesus Cristo e da Maçonaria, na intenção de criar animosidade entre as duas partes, tentaram atribuir alusões à maçonaria em algumas páginas do Livro de Mórmon que trata de sociedades secretas. Tinham eles como único objetivo influenciar a opinião publica levando membros e não membros da Igreja a repudiarem a Maçonaria, e consequentemente fazer com que a Maçonaria visse na Igreja um inimigo a ser combatido.

(Um irmão chamado Joseph Smith – Trabalho de Grau por Cesóstre Guimarães de Oliveira – Loja Maçônica Humanidade e Concórdia nº 2851)

 Para entendermos então, por que alguns líderes demonstram total aversão à maçonaria, necessitamos compreender que além do preconceito motivado pela ignorância, existe o temor do desconhecido. Para melhor assimilarmos este temor, faz-se necessário rebuscar na história os fatos que envolveram as duas organizações, é preciso entender que A Igreja de Jesus Cristo foi restaurada no momento compreendido como “AGONIA DA MAÇONARIA AMERICANA”.

Este momento vivido pelos maçons (EUA) foi provocado pelo holocausto anti-maçônico desencadeado pelo “caso Morgan” ocorrido 1826. Estarei aqui, baseado nas pesquisas por mim feitas, tanto na internet, como em outras fontes escritas, descrevendo fatos históricos. Tentarei dar luz a momentos da relação vivida pelas duas organizações. Inicialmente faço um relato tomando como base o período que vai desde o princípio da restauração em 1820. Incluindo alguns acontecimentos maçônicos, levando em consideração a comoção social que levou ao motim político provocado pelo caso Morgan no Estado de Nova Iorque. Estarei analisando os primeiros passos dado na direção da aproximação ocorrida entre a Maçonaria e os líderes da Igreja em Nauvoo. Também não me esquivarei de comentar o assassinato do Profeta Joseph Smith (segundo alguns pesquisadores, com a conivência de uns poucos membros da maçonaria), o êxodo subseqüente para Utah comandado pelo Presidente Brigham Young, a rejeição dos membros da Igreja por parte da Maçonaria de Utah, a chegada da Maçonaria universal em Utah e finalmente a reaproximação entre as duas organizações.

Alerto a quem deseje se aventurar na analise e pesquisa histórica, objetivando entender a relação ocorrida entre a Maçonaria, e os líderes da Igreja de Jesus Cristo, poderá momentaneamente ficar frustrado. O material disponível que trata deste assunto é geralmente parcial, preconceituoso, unilateral e ainda a grande maioria dos trabalhos escritos, o foram, por indivíduos sem o fundo necessário de conhecimento requerido para assimilação das duas organizações, particularmente me sinto habilitado para aqui comentar sobre ambas, uma vez que sou membro ativo da Igreja e Maçom.

Vale ressaltar que o Profeta Joseph Smith e sues familiares eram reconhecidos por seu grande afeto e lealdade, demonstrado constantemente entre eles. Notemos que eles formavam uma família maçônica que vivia e praticava as doutrinas estimáveis e admiráveis da Maçonaria.

Alguns sites com intenções duvidosas têm feito numerosas tentativas para denegrir a imagem do Profeta e sua família, acusam ao Profeta e os seus de serem pessoas inescrupulosas, e de não gozarem de nenhuma credibilidade junto à comunidade da época. Esta, é mais uma das muitas calunias feitas ao Profeta e seus familiares, existem documentos de propriedade da Maçonaria que comprovam a ligação de Joseph Smith Jr. com a Loja Canandaigua, e a filiação de Hyrum com a Loja de Palmyra, documentos estes que dão grande importância a ambos no contexto maçônico. Estes registros declaram junto à comunidade maçônica e a não maçons da época o reconhecimento da participação ativa deles em duas das Lojas maçônicas da região. Esta é uma das evidências convincente da posição idônea e da alta estima que os membros da família Smith desfrutavam aos olhos dos que os conheciam melhor.

Ao longo de minha pesquisa pude observar que foi num contexto extremo de turbulência para a Maçonaria que a Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias foi restaurada oficialmente. As circunstâncias no estado de Nova Iorque provocadas pelo caso Morgan, de alguma maneira respingaram na Igreja causando desconfiança nas pessoas. Este desconforto causado na comunidade estava principalmente ligado ao ódio anti-maçônico que surgiu provocado pelo controverso desaparecimento de William Morgan. Um folheto sobre a Maçonaria escrito por Morgan, foi por muitos apontado como a causa de seu desaparecimento. Este folheto publicado na cidade de Batavia, Nova Iorque, em outubro de 1826 intitulado “Ilustrações Sobre Maçonaria” foi causador de estragos profundos na credibilidade dos maçons, inclusive dos que no futuro seriam conhecidos por “LDS/Freemason”. É bom ressaltar que antes desta animosidade, William Morgan havia se dedicado por trinta anos à Maçonaria, as causas ou motivos que levaram Morgan a querer de forma perniciosa expor a maçonaria não será tratado aqui, uma vez que isto estar diretamente ligado aos interesses pessoais da Maçonaria.

O Folheto Morgan (como ficou conhecido) foi extensivamente impresso e distribuído causando uma inundação diluviana de publicidade negativa relacionada às práticas e cerimônias da Maçonaria. Este folheto repleto de mentiras, insinuações e meias-verdades, foi avidamente devorado por pessoas ansiosas em acreditar no pior sobre qualquer coisa, eles não entendiam o contexto de uma sociedade por muitos denominada “secreta”, mas, que é reconhecida pelos seus membros como sigilosa. Foi neste período que o Profeta Joseph Smith, recebeu e registrou as visitas do Anjo Morone, traduziu as placas de ouro que agora são conhecidas como o Livro de Mórmon.

Durante a terceira semana de março de 1830, o Livro de mórmon foi posto à venda em Palmyra, Nova Iorque. Os inimigos da Igreja de Jesus Cristo e da Maçonaria, na intenção de criar animosidade entre as duas partes, tentaram atribuir alusões à maçonaria em algumas páginas do Livro de Mórmon que trata de sociedades secretas. Tinham eles como único objetivo influenciar a opinião publica levando membros e não membros da Igreja a repudiar a Maçonaria, e consequentemente fazer com que a Maçonaria visse na Igreja um inimigo a ser combatido.

Vários incidentes entre a Igreja a Maçonaria e os inimigos de ambos logo aconteceram, fatos isolados receberam destaques nas manchetes nacionais, uma simples discussão era transformada pelos jornais sensacionalistas, em batalha campal, a intenção era destruir a Igreja e a Maçonaria.

O Livro de Mórmon circulava pelas mãos de homens que não acreditavam em sua origem inspirada, mas o utilizavam como pomo da discórdia no que concerne a maçonaria, pois textos relativos a sociedades secretas e práticas do mal, logo eram apontados como alusão à ordem maçônica. Portanto é compreensível, embora seja um entendimento errado, que pensando como um só, as pessoas passaram considerar a Maçonaria uma sociedade secreta e satânica e o Mormonismo conseqüentemente relacionado à Maçonaria tinha as mesmas origens secretas e espúrias. Os textos escritos de formas inexatas por numerosos autores preconceituosos e sensacionalistas ajudaram confundir o entendimento das pessoas. Logo centenas de literaturas (escritas por pessoas não ligadas a Igreja ou a Maçonaria) começaram a aparecer afirmando que o conteúdo do Livro de Mórmon tinha sido influenciado pelo caso Morgan, assim ao mesmo tempo em que atacavam a Maçonaria confrontavam-se com a Igreja de Jesus Cristo, a intenção era matar dois coelhos pelo preço de um. Em meio a este furor de ódio, as chamas dos sentimentos anti-mórmons e todas as publicidades que escarneciam dos maçons foram abastecidas mais ainda pelas alegações públicas (não dos maçons) que o Profeta, tinha usado parte de textos maçônicos para produzir o Livro de Mórmon. As pessoas passavam cada vez mais a crê nisto, o fato do Profeta vir a se tornar Maçom aumentou junto à opinião publica o pensamento que Maçonaria e a Igreja eram as mesmas coisas...

Se a morte de William Morgan foi o combustível que alimentou o grande movimento anti-maçônico, posso dizer então que as ações de sua esposa foi o ventilador que abanou as chamas.

Lucinda Morgan após chorar todas as suas lágrimas e suportar todas suas aflições de viúva e receber ajuda dos anti-maçons, depois de jurar viuvez eterna, casou-se novamente em 23 de novembro de 1830 com George W. Harris, um Maçom que posteriormente se converteu ao evangelho restaurado e se mudou para Nauvoo.



Voltaremos.
SDS fraternais,
tsmaia.