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* Cesóstre Guimarães de Oliveira é Nosso Irm e tamém se declara Membro da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias.
(dos Mórmons)

 

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Os Mórmons e a Maçonaria.
Hiram Abiff

 

 

 




Cesóstre Guimarães de Oliveira MM*
Loja Maçônica Humanidade e Concórdia, nº 2851
Grande Oriente do Brasil no Maranhão

 

 

Trechos retirados do trabalho
que nos foi indicado pelo
Irm Joel Affonso
jcaffonso@yahoo.com.br
CAPITULO I

 

 

... se houver qualquer coisa virtuosa,
amável,
de boa fama ou louvável,
nós a procuraremos
13º Regra de Fé.

(dos Mórmons)

 

Algumas vezes Hiram Abiff é citado no Antigo Testamento como um mestre em metalurgia e trabalhos com metais, enviado pelo rei de Tiro a Salomão quando da construção do Templo, mencionado em Reis I, 7: 13-14 e em Crônicas II, 2:13-14. Em outras versões do Antigo Testamento, ele é apresentado como sendo Adonhiram, um coletor de impostos, conforme mencionado em II Samuel, 20:24, ou como o superintendente dos trabalhos no Monte Líbano, mencionado em I Reis, 5:14 (A Chave de Hiram – Christopher Knight & Robert Lomas).

 Desde os primórdios da história do homem, Deus tem requerido de seus adoradores que construam locais sagrados para adorá-lo. Dentre estes locais o templo de Salomão ocupa um lugar de destaque no entendimento tanto dos seguidores do judaísmo como do próprio cristianismo, mais bem poucos (cristãos ou não) são os que têm conhecimento da tragédia ocorrida em seu interior pouco tempo antes da conclusão de sua construção. Qualquer leigo tem consciência da grande quantidade de trabalhadores foram convocados para trabalhar em sua construção. Operários foram convocados de vários locais, mas a grande maioria era oriunda da Pérsia (hoje Irã). Homens treinados na arte de construir foram convocados para liderar no trabalho de alvenaria, eles estavam divididos em equipes que se alternavam em turnos iniciados ao meio dia e finalizados a meia noite. Dentre estes trabalhadores destacarei quinze Companheiros de um turno, eles haviam sido escolhidos para liderar. Percebendo estes que a construção do Templo estava em seus últimos detalhes, reuniram-se e cogitavam que com a finalização da obra perderiam a oportunidade de serem instruídos quanto aos segredos de um Mestre Maçom. Eles decidiram que obteriam esses segredos por quaisquer meios, até mesmo utilizariam de violência se necessário fosse. Na véspera de concretizar seus projetos, doze desses quinze recuaram, mas três de caráter mais atroz e determinado que o dos outros, persistiram em suas ímpias decisões, e com este propósito se colocaram respectivamente nos portões sul, oeste e leste do Templo, onde o Mestre Hiram Abiff diariamente se retirava para prestar adoração ao Grande Arquiteto do Universo. Como era seu antigo costume.

Terminadas as suas devoções, dirigiu-se Hiram ao portão sul quando foi abordado por um a um dos três perversos operários, que o agrediu de forma quase letal, é valido lembrar que este perverso homem agia unicamente motivado pela cobiça gerada a partir da impaciência em aprender tudo ao seu tempo. Ferido, sangrando e desorientado pela dor Hiram Abiff tentou fugir pelos outros portões do templo, no que a seu tempo foi impedido pelos dois outros agressores, que na mesma forma ameaçadora exigiram os segredos de um Mestre Maçom. Avisando-o de que a morte seria a conseqüência de sua recusa. Mas, fiel à sua obrigação Hiram replicou que esses segredos só eram conhecidos por três homens em todo o mundo (sendo eles: Hiram Abiff, Hiram rei de Tiro e o rei Salomão) e que sem o consentimento dos outros dois ele não podia divulgá-los. Ainda ponderou que se tivessem paciência e perseverança, em pouco tempo receberiam o devido conhecimento agora requerido, e disse ainda que preferia enfrentar a morte a ter que trair a confiança sagrada que lhe havia sido depositada.

Tendo estas palavras como resposta os traidores desferiram violentos golpes em partes letais do Mestre. Após consumar seu ato de violência os algozes de Hiram Abiff enterraram-no em local remoto do templo e fugiram. Após algum tempo, quando foi sentida sua falta, houve agitação geral entre os trabalhadores, pois também foi detectado o desaparecimento de outros três supervisores de uma mesma turma. Neste mesmo dia, os doze artífices que haviam originalmente feito parte da conspiração vieram ao rei, e fizeram uma confissão voluntária de tudo o que eram sabedores. O rei ordenou a quinze outros operários de confiança que fizessem buscas pela pessoa de nosso Mestre, para se certificarem de que ainda estava vivo ou de que havia sido morto na tentativa de extrair-lhe os segredos de seu grau exaltado. Com um dia sido definido para o regresso a Jerusalém, divididos em três grupos, partiram os operários saindo cada equipe de busca por uma das portas do Templo. Muitos dias se passaram em infrutífera busca, sendo que uma das equipes retomou sem ter feito nenhuma descoberta. A segunda foi mais afortunada, porque no entardecer de um dia, após ter sofrido grandes privações e fadigas, um dos Irmãos que havia reclinado seu corpo para descansar, na tentativa de erguer-se tentou apóia-se num arbusto que estava próximo, notou com surpresa que este saía facilmente do solo: Num exame mais minucioso, descobriu que ali a terra havia sido recentemente revolvida: Portanto, chamou a seus companheiros, e juntando seus esforços reabriram a cova e lá encontraram o corpo de nosso Mestre desrespeitosamente enterrado. Cobriram-no novamente com todo o respeito e reverência e, para marcar o lugar, enfiaram um ramo de acácia na cabeceira da cova, e então se apressaram a ir a Jerusalém narrar o triste fato ao rei Salomão.

Quando as emoções de dor do rei já estavam amenizadas ele ordenou que os mesmos
retomassem e colocassem nosso Mestre em um sepulcro de acordo com seu grau e talentos exaltados, ao mesmo tempo informando-lhes que com essa inesperada morte todos os segredos de um Mestre Maçom estavam perdidos. Exortou-os, portanto, a serem particularmente cuidadosos ao observar quaisquer Sinais, Atos ou Palavras que pudessem ocorrer, enquanto as ultimas homenagens aos méritos do ausente fossem feitas.

Eles cumpriram sua tarefa com grandiosa fidelidade e ao reabrir a cova um dos irmãos,
olhando em volta, observou alguns de seus companheiros numa posição que por respeito aos juramentos feito não posso aqui revelar. Enquanto isso a terceira equipe de busca, tinha redirecionado suas buscas na direção de Jopa, e estavam discutindo seu retorno a Jerusalém quando, passando acidentalmente pela entrada de uma caverna, ouviram sons de lamentação de arrependimento. Entrando na caverna para descobrir as suas causas, encontraram três homens que correspondiam à descrição dos que haviam desaparecido, os quais, sendo acusados do assassinato, e não encontrando mais nenhuma oportunidade de fuga, fizeram uma confissão completa de sua culpa. Foram atados e levados à Jerusalém, onde o rei Salomão os sentenciou àquela morte que a crueldade de seu crime sem dúvida merecia.

Nosso Mestre foi então novamente sepultado, desta vez tão perto do Sanctum Sanctorum quanto à lei dos Israelitas permitia. Não era possível colocá-lo no Sanctum Sanctorum, porque não era ali permitida a entrada de nada que fosse comum ou imundo: nem mesmo o Sumo Sacerdote o fazia, exceto uma vez por ano, e isso apenas após muitos banhos e purificações, no importante dia da expiação de todos os pecados, pois pela lei Israelita toda a carne é considerada imunda.

Quinze Companheiros confiáveis tiveram ordem de proceder com o funeral, usando aventais e luvas brancas como emblemas de sua inocência.

Esta foi a tragédia acontecida dentro do lugar sagrado. As práticas simbólicas acontecidas durante a construção do Templo. O ritual envolvendo a busca pelo corpo e sepultamento de Hiram Abiff foram posteriormente agregados à ritualística maçônica. Talvez por isso tantos escritores tenham ficado confuso e por isso apontam o Templo do Rei Salomão como local de nascimento da Maçonaria, embora a tradição e registros históricos comprovadamente mostrem a existência de praticas maçônicas bem mais alem deste momento.



Voltaremos.
SDS fraternais,
tsmaia.