PORTAL MAÇÔNICO




( * ) Irm. Antonio Carlos de Souza Godoi
é Advogado - Consultor de Empresas
Recursos Humanos Comerciante

Trabalho destinado ao Consistório P:.R:.S:. Paulo M. de Carvalho
Região de Itapira – SP


A:.R:.L:.S:. Nove de Abril de Mogi Guaçu
Or:. de Mogi Guaçu–SP

 

A Maçonaria e sua Responsabilidade IV


Irm Antonio Carlos de Souza Godoi

(continuação)

Cumpramos o nosso dever
Somos Maçons mas antes disso somos Homens; portanto, criaturas instintivas e dotadas de impulsos interiores, como o ético-moral e o religioso, que nos distinguem dos demais seres da Criação pois são eles que nos levam a fazer o que fazemos em Loja. Somos, ainda, criaturas responsáveis, ou seja, respondemos pelas consequências das escolhas que fazemos, dos atos que praticamos e dos juramentos que prestamos; somos, ainda, criaturas originais, únicas e inconfundíveis, pois que não existem duas iguais, apenas similares; somos, finalmente, criaturas limitadas pois não fazemos o que queremos mas o que o Grande Arquiteto do Universo nos concede segundo a medida de nossas forças.

Mas, eis então que se ergue uma questão perturbadora. Se somos tudo isso onde foi que erramos, para que o mundo chegasse ao que se nos apresenta diante dos olhos?

Erramos porque nos perdemos no caminho da alienação, da individualidade exacerbada, da falta de entusiasmo e de ideais. Entusiasmo! Que palavra maravilhosa essa, ecoando pelos séculos desde a antiguidade grega. Entusiasmo, em grego é Enthéos, ou seja, Deuses Interiores. Entendiam os gregos que o Homem deveria ter os deuses dentro de sí para poder viver a vida com plenitude. Cristianizando a palavra podemos traduzí-la como Deus dentro de mim. E se não temos Deus em nosso interior não encontraremos, jamais, as respostas para os problemas levantados neste trabalho. Isso nos é revelado pelo espírito e sem Entusiasmo não podemos pretender possuir ideais que valorizem a Vida, que a tornem uma base sólida para os nossos semelhantes, para os nossos filhos e os seus filhos.

Estamos em um mundo de características nitidamente
conflitantes, de pontos positivos e negativos, de renúncia
e também de negação, de Bem e de Mal. Estamos, todos,
em um único barco mas a consciência nítida das injustiças,
do desamor, dos desacertos que até mesmo dentro de nossa
Ordem encontramos não nos devem alienar da realidade. Ao
contrário, devem fazer com que acendam luzeiros e se calem as vozes que amaldiçoam a escuridão. Devem fazer com que salvaguardemos nossas vidas e nossas almas, nossa Fraternidade e nossos irmãos universais, nossas famílias e nossos filhos. Devem fazer com que entendamos a Vida, não achando as respostas que satisfaçam nossos Egos mas praticando-a 24 horas por dia.

É pela prática da Vida, disciplinada e orientada pelo espírito, não pela matéria, que atingiremos o verdadeiro conhecimento e compreensão das mudanças que ocorrem ao longo de nosso caminho evolutivo e que poderemos, enfim, viver essa mesma Vida segundo dispôs nosso Criador, o Grande Arquiteto do Universo.

Alguns podem pensar que isso é muito difícil. Mas, o Mestre dos Mestres já disse, há dois mil anos, que a porta era realmente estreita e se hoje tantos de nós ficam a questionar sobre esse mundo louco e absurdo em que vivemos é porque há gente demais à procura da porta larga e espaçosa do engano.

Que cada um de nós crie ou desenvolva a consciência de que o mundo é dupla responsabilidade nossa; primeiro, como Homens e depois como Maçons. Nossos filhos são responsabilidade nossa; nossos irmãos, quer Maçons ou não, são responsabilidade nossa. Cumpramos, pois, nosso dever com consciência e responsabilidade social para que não venhamos a suspirar em vão, um dia, por aquilo que foi destruído ou que deixamos de completar.