PORTAL MAÇÔNICO




( * ) Irm. Antonio Carlos de Souza Godoi
é Advogado - Consultor de Empresas
Recursos Humanos Comerciante

Trabalho destinado ao Consistório P:.R:.S:. Paulo M. de Carvalho
Região de Itapira – SP


A:.R:.L:.S:. Nove de Abril de Mogi Guaçu
Or:. de Mogi Guaçu–SP

 

A Maçonaria e sua Responsabilidade IlI


Irm Antonio Carlos de Souza Godoi

(continuação)

A parte integrante da Vida
Se queremos, portanto, encontrar respostas para as profundas mudanças sociais do mundo de hoje é preciso que deixemos de lado tanto o futuro quanto o passado. O futuro é hoje, não existe ainda o amanhã. O momento da salvação do Homem e de suas instituições - e isso está inserido na missão maçônica de forma indelével e indelegável - é agora, é a vida do presente, a de hoje, vivida a sério e intensamente e sem estendê-la ao que está distante dos olhos da alma e do pensamento. É preciso que reflitamos que nosso horizonte não pode ser maior que um círculo de vinte e quatro horas pois o que nele deixarmos de fazer emergirá como carência mais adiante, inapelavelmente.

Devemos nos lembrar que só estaremos plenamente vivos quando nossa atenção se concentrar no aqui e agora pois o único tempo que temos para viver, por obra e graça de Deus, nosso Criador, é o presente. O passado já se foi e o amanhã ainda está por vir; para desfrutar, pois, plena e conscientemente do presente e, por conseqüência, da vida toda não podemos nos esquecer que o dia de hoje só vem uma vez ... e nunca mais.

Entretanto, teimamos em pensar que ele volta amanhã. Mas, o amanhã é outro dia que também só virá uma vez e nunca mais. Cada dia é e, conseqüentemente, insubstituível. Como poderíamos apreciar e usufruir melhor do presente e, assim, construir o mundo e as pessoas dentro dos verdadeiros propósitos do Grande Arquiteto do Universo, se tivéssemos sempre na lembrança, especialmente nos dias tristes e amargos, como foram bons aqueles que passamos sem dor ou privação e como eles agora nos aparecem no pensamento como algo infinitamente desejável e invejável, como o Paraíso perdido, como um irmão que não soubemos conhecer e que perdemos!

Quantas e quantas vezes deixamos passar, aborrecidos e emburrados, milhares de momentos felizes e serenos sem aproveitar deles um único segundo que seja, para depois suspirarmos saudosos por eles, inutilmente?

Por que, ao invés disso, não honramos cada momento aceitável do presente, mesmo o cotidiano que hoje deixamos passar indiferentes e até mesmo impacientes? Esquecemo-nos de que ao passarmos por ele aquele momento se precipita no passado e dali só sairá, muitas vezes, para surgir-nos na memória exatamente na hora mais amarga e como objeto de nossa maior saudade?

Eis nosso grande paradoxo: sermos artífices de nossa própria confusão e angústia e, ao mesmo tempo, lutar contra isso. Somos o pai dos desvios e desencontros da sociedade contemporânea, buscando Deus como se ele estivesse lá e nós aqui, não nos dando conta de que não existe uma separação mensurável em escala humana, entre Deus e nós. Deus é o continente, nós o conteúdo. Estamos, pois, imersos em Deus e devemos nos ocupar do bem que ele nos confiou por empréstimo: a Vida. Nossa e de nossos filhos; nossa e de qualquer instituição a que pertençamos; nossa e de nossa comunidade, Estado, país; nossa e do mundo.