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v Irm Antonio Carlos de Souza Godoi
O primeiro contato do Maçom
com essa insígnia, que expressa sua condição,
é na Iniciação. Ao entregar o Avental ao Iniciando
o Venerável diz: Recebei este Avental, a mais honrosa insígnia
do Maçom, pois é o emblema do Trabalho, a indicar
que devemos ser sempre ativos e laboriosos. Sem ele, não
podereis comparecer às nossas reuniões. Deveis usá-lo
e honrá-lo; porque ele, jamais vos desonrará.
Diante dessas palavras cerimoniais poderia um
Irmão menos avisado concluir que o único propósito
do Avental seria o de simbolizar o Trabalho e isso está longe
de ser a verdade. Existem outras aplicações para essa
importantíssima peça de indumentária maçônica,
ligadas às forças que circulam na Natureza e nos afetam
diretamente, estejamos ou não em Loja. Talvez por essa razão,
ou seja, por requererem tais forças muito estudo para serem
devidamente compreendidas é que na Iniciação
não se mencione as outras relações que existem
no uso do Avental. O Aprendiz, recém iniciado, ainda tem
muito o que aprender antes de palmilhar os caminhos onde se encontram
as devidas explicações. Colocá-lo, portanto,
diante desses assuntos já em sua aurora iniciática
seria grande imprudência.
Segundo o Irmão C. W. Leadbeater, 33º
em nosso corpo existem sete centros de força através
dos quais a energia flui, ou seja, na base da coluna vertebral,
no baço, no umbigo ou plexo solar, no coração,
na garganta, no espaço entre os cílios, ou seja, diretamente
sobre o ponto da glândula pineal onde, segundo a sabedoria
hindú, estaria localizado o centro da terceira visão
(nesse sentido, inclusive, é bastante esclarecedora a obra
do monge tibetano Lobsang Rampa) e sobre a cabeça (daí
a denominação de coronário a esse centro particular).
Ora, esses centros de força, ou Chakras,
estão divididos em três campos bem definidos: Inferior,
Médio e Superior que correspondem, respectivamente, aos planos
fisiológico, pessoal e espiritual. No plano inferior estão
localizados os Chakras da coluna e do baço; no plano médio
os do umbigo, coração e laringe; restam, no plano
superior, o frontal e o coronário.
Sendo centros de energia de uma ordem que transcende
a capacidade do Homem profano ou espiritualmente pouco desenvolvido,
os Chakras reclamam muito cuidado e isso é particularmente
delicado no que diz respeito aos centros inferiores, pois as energias
que os acionam são de caráter negativo e se ligam
à parte densa do Homem, ao seu lado mais animal e primitivo.
Tais forças, assim como as positivas, encontram-se
livres
no Universo e podem ser captadas voluntária ou
acidentalmente já que o corpo humano é uma verdadeira
antena e que funciona não apenas para emitir como - e
principalmente - para receber energia. E essa energia
pode ser de qualquer ordem, quer positiva ou negativa, fluida ou
densa pois estamos imersos em energia e com elas interagimos o tempo
todo.
O Avental, cujo uso se liga a costumes antiquíssimos
relatados não só na Bíblia, quando Moisés
instruiu os hebreus para que tivessem os rins cingidos na noite
da libertação do jugo egípcio, por exemplo,
mas nos mistérios persas, na Grécia cerca de 40 séculos
antes de Cristo, no Hindustão ou nas Américas, tem
a finalidade de isolar e de filtrar as vibrações primitivas
que atuam no corpo do Homem evitando que seu pensamento seja desviado
dos planos superiores para o plano das forças mais densas.
Quando isso ocorre, o que não é raro acontecer, cria-se
uma fluidez magnética intensamente negativa e, como é
óbvio, altamente prejudicial ao trabalho em Loja.
É mistér, portanto, impedir que
isso ocorra e o Avental tem a propriedade de fazê-lo desde
que devidamente magnetizado e usado corretamente, pois ele tem uma
espécie de tela etérica que atravessa o seu cinto.
Essa tela funciona como uma barreira contra as forças negativas
e contra a comunicação prematura entre os planos astral
e físico o que é muito importante, especialmente para
o Aprendiz já quer este detém muito pouco ou nenhum
conhecimento sobre esse assunto.
O Chakra umbilical, ou solar, é particularmente
sensível às forças negativas por estar diretamente
ligado ao corpo astral e pode ser facilmente atingido por essas
forças se estiver desprotegido. E é exatamente sobre
essa região que o cinto atravessa, criando a barreira de
isolamento e proteção.
Vemos, portanto, que nosso Avental, não
importa o grau que detenhamos, merece que lhe dediquemos um especial
cuidado. Primeiramente, porque temos que honrá-lo como símbolo
do trabalho que eleva e dignifica o Homem em sua trajetória
terrena; e em segundo lugar, porque se o tratarmos como deve ser
tratado ele será nossa proteção permanente
contra as forças maléficas que pululam ao nosso redor
e que podem ser fácil e rapidamente atraídas por nossos
corpos.
Se desleixarmos dele, seremos falsos para com
o juramento que fizemos e ele tornar-se-á como um frágil
barco em um oceano tormentoso, de nada nos valendo.
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