Salve dia 20 de Setembro
Zero Hora
16 de setembro
Enviado pelo Irm Nestor Hernández
Um grupo de cavalarianos partiu do Acampamento Farroupilha na terça-feira para espalhar a centelhas da Chama Crioula pelos lugares de Porto Alegre que realmente importam no mapa tradicionalista: o Centro Administrativo, a Assembléia Legislativa, a prefeitura, o monumento a Bento Gonçalves – e, claro, a Grande Loja Maçônica do Rio Grande do Sul.
O leitor desavisado talvez se pergunte sobre o motivo dessa deferência à maçonaria, uma sociedade de origem remota, envolta em mistério, no imaginário popular. Deixemos que um maçom explique:
- Quem fez a Revolução Farroupilha foram os irmãos maçons. Todos os cabeças do movimento eram da maçonaria - garante o engenheiro mecânico Renato Berger Dornelles, 57 anos, “patrão do Departamento de Tradição Gaúcha” (DTG) Fraternidade, vinculado ao Grande Oriente do Rio Grande do Sul, entidade que congrega 345 lojas maçônicas.
Você acha que ele está exagerando? Pois existem provas. Uma delas é a ata de uma reunião realizada na Loja Maçônica Filantropia e Liberdade, que se localizava na atual Rua Duque de Caxias e tinha como grão-mestre ninguém menos do que Bento Gonçalves Silva.
MONUMENTO NA AZENHA HOMENAGEIA OS MAÇONS
O documento decide pela tomada militar de Porto Alegre e pela deposição do presidente da província, o que ocorreria dias depois, em 20 de setembro de 1835, após uma batalha na Ponte da Azenha. Não está acreditando? Então vá até a ponte. Sabe que monumento você vai encontrar no lugar onde a Guerra dos Farrapos começou? Um dedicado aos maçons.
Por causa desses antecedentes, a maçonaria está presente no Acampamento Farroupilha em dose dupla: com um galpão do DTG Fraternidade e outro do DTG Mala de Garupa, da Grande Loja Maçônica.
Se você pensa que a influência da irmandade na guerra civil começa e termina com o grão-mestre Bento Gonçalves, engana-se. Os maçons gauchescos estão em posição de apresentar uma lista de irmãos que configura um verdadeiro "quem é quem" das hostes farroupilhas. Além de Bento, eram da sociedade Antônio de Souza Neto, Gomes Jardim, Onofre Pires, Teixeira Nunes, David Canabarro, Domingos José de Almeida, Vicente da Fontoura e Giuseppe Garibaldi.
Essa foi a maçonaria que começou a guerra, então só mesmo um maçom para terminá-la. Essa é a versão do gerente comercial Edson Pereira, 49 anos, primeiro patrão do DTG Mala de Garupa. Pereira sustenta que o barão de Caxias, mais tarde duque de Caxias, foi escolhido para apaziguar o Rio Grande por um motivo: também era maçom - E natural que, na hora de negociar a paz, seja enviado um par. Como os líderes Farrapos eram maçons, foi escolhido um maçom O pessoal do Império não era bobo - diz
Ainda não acabou a influência maçônica ultrapassa o episódio Farrapo. Ela se imiscui no próprio tradicionalismo. Havia integrantes da irmandade entre os outros fundadores do Movimento Tradicionalista Gaúcho (MTG). Ou você acha que é acaso que o MTG tenha 33 conselheiros, o número dos graus da maçonaria?
Apesar dessa ligação o patrão Dornelles rejeita a existência de similitudes entre os ideais maçônico e tradicionalista. Seu DTG, por exemplo, não e filiado ao MTG.
Você continua achando que os maçons estão exagerando sua influência no universo gauchesco? Então faça um ultimo exercício Observe a bandeira do Rio Grande do Sul, Preste atenção no brasão, bem ao centro. Está vendo aquelas duas colunas paralelas? Sim. Elas são um tradicional símbolo da maçonaria |