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SOCIEDADE ARCANUM DE ESTUDOS ESOTÉRICOS.

 


Parte II
Quem escreveu as Sagradas Escrituras?

sim


Parte III -
Historicidade

sim

 

 

 

 

SOCIEDADE ARCANUM DE ESTUDOS ESOTÉRICOS.

 

 

 

 

Por Thales Galhardo.
arrecifesdosnavios@gmail.com;

 

 

goldendawn

Estudos do grau 1 – SENSIBILIZAÇÃO.

Palavra chave: BUSCADOR.

CONCORDÂNCIA.

 

 

O fragmento abaixo foi extraído dos escritos de W. Wynn Westcott, fundador da Ordem Hermética “Golden Dawn” e traduzido por Joaquim Palácios no Livro “Maçonaria e Magia” organizado por R. A. Gilbert - editora Pensamento. Observe a importância desse fragmento para um estudante, para um buscador das verdades esotéricas.

“ O preconceito é o maior inimigo do estudioso e é um obstáculo fatal para o progresso do Ocultismo. O estudo do oculto é a investigação do desconhecido, do mágico, do raro, do velado. E no decorrer de tal pesquisa o observador deve ter uma mente aberta, assim como um bravo coração. O estudante deve estar preparado para deparar com muitos fatos, muitos incidentes que o intrigarão e sobre os quais será um tolo se dogmatizar enquanto ainda não tiver visto as coisas com clareza. Se você tem um professor que pode suscitar chuva de um céu sem nuvens, você não vê um milagre, apenas vê que seu professor possui mais conhecimentos das leis naturais e tem maiores poderes do que você. É loucura pensar que o pensamento moderno atingiu o ponto final da ciência; é igualmente loucura pensar que jamais um conhecimento que foi comum aos eruditos tenha se perdido. Muitas eras desaparecidas e grandes civilizações praticaram, em seu cotidiano, feitos para nós desconhecidos; e muitos sábios da Índia e do Egito antigo poderiam ganhar de nossos cientistas em exibições sobrenaturais ”.

Lição 02.

JESUS: UMA INSPIRAÇÃO E UM DIRECIONAMNETO PARA A TERRA.

A vida e a doutrina do Mestre Jesus, para a Terra, direcionou a evolução dos homens no campo das iniciações religiosas e esotéricas, voltadas, diretamente, para o conhecimento do próprio ser humano.

É preciso observar que algumas religiões ocidentais, em suas trajetórias, sugeriram novas interpretações bíblicas sobre a vida e a doutrina de Jesus sob a ótica do exoterismo, e de certa forma, alterando e ocultando, mais ainda, os ensinamentos da gnose espiritual que se encontram nas sagradas escrituras.

Numa posição muito cômoda as instituições religiosas ocidentais multiplicaram-se sem a preocupação de desvendar qualquer que seja a razão que os levam a acreditar em tais ou quais fenômenos, milagres, passagens misteriosas ou simbolismo alegórico contido na Bíblia. Ao que parece aconteceu uma corrida nos últimos séculos, pela ocupação do espaço físico e social, a ampliação de poderes e a aglomeração de fiéis e obreiros do que mesmo a preocupação em traduzir a mensagem doutrinária, especialmente, a profunda filosofia que revela o Cristianismo.

A vida de Jesus proporcionou polêmica e grande influência à sociedade do Ocidente. Teólogos e pesquisadores especializados na história e doutrina do Avatar dos Tempos esgotam recursos na busca dos melhores e mais abissais conhecimentos sobre a passagem do Mestre pela Terra.

Estudos arqueológicos e lingüísticos, levantamentos historiográficos sobre a Palestina e regiões próximas, escritos da época, fatos revelados pela tradição e a colaboração de paranormais são elementos que compõem um precioso acervo de informações sobre a passagem daquele Iluminado que ainda deixa perplexo o homem da civilização contemporânea.

Devo salientar que neste trabalho não cabe nenhum preconceito a qualquer instituição religiosa ou filosófica, posto que, defendo a liberdade de opiniões e interpretações, porém faço uma advertência para que haja uma apreciação mais cuidadosa e despojada do radicalismo nas leituras e interpretações bíblicas.

Obs - 1

Aqui estão alguns pontos de um aprendizado de mais de 30 anos, inspirados, inicialmente, nos estudos Rosa-cruzes e depois em outras sociedades iniciáticas. Considero este exercício como se fosse um dever de casa, uma responsabilidade de um estudante do esoterismo, de um eterno aprendiz que busca justificar seu aprendizado e, ao mesmo tempo, ser também, uma forma de agradecimento pelo que foi alcançado, neste período.

Obs - 2

1. Aos estudantes do esoterismo, aos buscadores das verdades internas, desejo um bom aproveitamento deste trabalho que será publicado na SOCIEDADE ARCANUM DE ESTUDOS ESOTÉRICOS,

Lição 03. EUAGGELIUM.

1.1. O que é Evangelho?

O Evangelho compreende os quatro primeiros livros do Novo Testamento escrito por Mateus, Marcos, Lucas e João onde está narrada a vida de Jesus. O Evangelho é a fonte do Cristianismo e guarda a doutrina do Cristo recheada de amor e paz...

Ora! Isso seria suficiente para um buscador das verdades internas? Precisamos sim, avançar mais! Euaggelium, palavra de origem grega que significa: “coisa digna ou de inteiro crédito”. Foram os gregos pagãos que viviam na Galiléia quem emprestaram esse vocábulo e que logo passou por um processo de alteração semântica entre os palestinos dando-lhe um novo sentido: "boa nova!“. Isso ainda antes de Jesus. Posteriormente, o termo foi ganhando mais significados de acordo com a condição sociolingüística de cada região. Por exemplo: “anúncio da salvação” e “doutrinação”. E ainda encontramos: “evangelizar, missionar, apostolar, pregar, ser caritativo, meigo, bondoso, compassivo ou ter procedimentos evangélicos”.

1.2. Visão Histórica.

Quanto à visão histórica os Evangelistas relatam não de forma para descrever Jesus, outrora, mas para proclamar quem foi Jesus naquele tempo e quem é Jesus hoje. As diferenças cronológicas e geográficas são relevantes para os historiadores modernos. O que dificulta muito na pesquisa histórica são as indicações de tempo e lugares como nas expressões: “naquela região”, “depois”, “pouco depois”, “então”, etc. Quanto aos lugares, temos: “no caminho”, “montanha”, “de lá partiu”, “logo”, “rio”, “casa”, entre outras. Os pontos importantes que ajudam na pesquisa são os nomes das autoridades Romanas: Tibério, Pilatos e Herodes, e também as cidades e regiões que constam nos mapas e são comprovados cientificamente. Outra dificuldade observada é a falta de sobrenomes que por vezes confundem um determinado relacionamento.

Essa ausência, constante, de preocupação histórica e crítica dos Evangelhos, que por sinal se verifica, também, nos sermões de Jesus, atormentam os pesquisadores. Na realidade foi um desafio produzir neste trabalho um capítulo com o título de “HISTORICIDADE”. Para tanto foi necessário um verdadeiro rastreamento nos mapas que se reportam àquela época e uma leitura, profunda em dezenas de obras dezenas, de autores especializados, na tentativa de reunir citações e referências sobre a vida de Jesus, e no final, pinçar trechos, para tentar, pelo menos, apresentar um esboço sobre um Jesus histórico.

1.3. A Busca do Conteúdo.

Já sabemos que é muito difícil reconstituir toda história de Jesus a partir do Novo Testamento. A figura ali descrita, de Jesus, era o que Ele significava, no entanto, tive o cuidado de deixar a leitura superficial de lado, e mergulhar nas entrelinhas para resgatar os elementos preciosos e enriquecer este trabalho. O quadro que se desenrola no Novo Testamento, nos mostra parte da vida das primitivas comunidades cristãs nos seus espaços físicos, sociais e psicológicos, num cenário de conflitos religiosos e político. Ali estão colocadas suas próprias concepções e idealizações de interesses projetados no passado, na vida do seu fundador Jesus, cuja história, começou na Galiléia e terminou em Jerusalém.

Fugindo dessa leitura superficial, entendo que Os Evangelhos não são simples manuais para dar suporte a essa ou aquela religião ou seita, mas lá estão gravados os fatos vividos por Jesus onde devemos extrair, não só a confissão de FÉ no Cristo, como também os ensinamentos implícitos que ali estão. Somente os olhos atentos do buscador das verdades, contidas nas Sagradas Escrituras, poderão enxergar a profundidade dos ensinamentos ali contidos. Diante do relacionamento social existente naquelas comunidades, das leis da época, do momento histórico da dominação Romana, da fusão de povos e dos ensinamentos (Bíblicos), é preciso um discernimento aguçado para então, perceber os distintos aspectos do ponto de vista exotérico separando-os do esotérico. A confusão no entendimento é fatal para o buscador!