Esta história foi narrada por
um Irmão Maçom desconhecido,
mas ela deve ser
muita divulgada entre nós...
Irm
ALBINO RODRIGUES
ADVOGADO
São Paulo
RUA LUIZ GAZZOLA, Nº 560 -ITU/SP
FONES 11-4024.9418 e 4024.6556.
CEL: 11-9970.6627
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Dia desses fui acompanhar a sindicância de um menino de 14 anos, pretendente
a ser iniciado na Ordem DeMolay no Capítulo do qual faço parte.
Estávamos em um grupo de 4 pessoas para esta sindicância. Além de mim, iam
meu filho e mais dois DeMolays.
Chegamos na casa do menino e a sindicância começou como começam todas as
sindicâncias, os DeMolays explicando ao candidato o que é a Ordem, como ela
se iniciou, seus preceitos, as virtudes que são cultuadas, etc, etc...
Na minha posição de Tio eu só escutava as explicações, acompanhava as
perguntas curiosas e as respostas bem fundamentadas.
Porém, eu percebia que o candidato ficava incomodado com as respostas e
acabava questionando com mais ênfase determinados pontos até que ele
perguntou:
“- Ok, vocês me explicaram que a Ordem DeMolay prega o respeito a Pai e Mãe,
quer que sejamos cidadãos patriotas, tolera e respeita todas as religiões e
etc, mas eu não preciso ser DeMolay para fazer isso, pois isso é que meus
pais têm me ensinado desde pequeno. Então, por que eu precisaria ser
iniciado na Ordem para continuar fazendo o que eu já faço?”
Se não fosse a seriedade do momento teria sido engraçado, pois tanto meu
filho quanto os outros dois DeMolays ficaram com aquela cara de “putz, é
verdade, eu não tinha pensado nisso. E agora, o que eu respondo?”.
Aí todo mundo olhou para mim, esperando uma ajuda na resposta e eu fui
obrigado a dizer algo. Mas eu acho que eles não esperavam a resposta que eu
dei.
Disse assim:
“- Sabe, eu já me fiz essa pergunta algumas vezes e só pude concluir uma
coisa: A Maçonaria não deveria existir, assim como a Ordem DeMolay também
não deveria existir”.
Nossa!!! a cara de pânico dos meninos era hilária. No mínimo eles pensaram“Este cara ficou doido. A gente vem tentar trazer mais um membro para nossa
Ordem e ele diz que ela deveria acabar? Ele deve ter ficado maluco”.
Aí eu tive de continuar a explicar minha “teoria”:
“- Na verdade as pessoas não deveriam precisar ser lembradas a todo momento
que elas devem ter respeito pelo seu país, sua família ou ao próximo. Aliás
deveria ser a coisa mais normal do mundo nós nos reunirmos para arrecadar
fundos para ajudar um orfanato. Aliás, mas aliás mesmo, se o mundo fosse
diferente, nem deveriam existir orfanatos, pois não deveriam existir
crianças abandonadas pelos pais.
Nós deveríamos sair à rua e não deveria ser normal querermos brigar com o
motorista de outro carro por causa de uma vaga para estacionar.
Ninguém deveria desconfiar da honestidade de outra pessoa, porque a
desonestidade não deveria existir.
Eu não deveria colocar portões na minha casa e me fechar dentro de uma
gaiola para evitar ser assaltado, porque a violência não deveria existir.
Ninguém deveria temer sair de casa com a camisa do seu time de futebol
preferido, com medo de ser espancado até a morte por uma meia dúzia de
imbecis que usam uma camisa de outro time.
Mas, infelizmente, este mundo que acabei de comentar não existe e somos
expostos diariamente a tantas influências negativas que temos de procurar
uma forma de nos unirmos a pessoas que ainda cultuam algum tipo de preceitos
e valores morais e que pensem como nós. E para isso que existe a Maçonaria e
a Ordem DeMolay, por exemplo.
Lá somos lembrados a continuar usando tudo de bom que aprendemos com nossos
pais e nos são “relembrados” alguns outros valores que acabamos esquecendo
com a correria da vida.
No dia que o ser humano aprender a respeitar ao próximo eu proponho o fim da
Maçonaria e de todas as Ordens semelhantes. Enquanto isso seria um prazer
ter você conosco.”
Hoje este candidato não é mais candidato, pois foi iniciado DeMolay logo
depois.
Mas o que mais me deixou feliz foi escutar esta minha teoria repetida por um
dos meninos que estavam participando daquela sindicância para outro
candidato à Ordem DeMolay, dias depois. Ou seja, até que esta teoria não é
tão maluca assim, pois mais alguém concorda com ela. |