José Amâncio de Lima
ARLS Estrela de Davi II nº. 242
1 - Juramento ou compromisso
2 - Juramento de União.
3 - Juramento olvidado
Na busca de manter sempre viva a Cultura Maçônica e desejoso de que este trabalho trilhe pelos mais longínquo Templos de nossa Ordem, vem este singelo obreiro apresentar mais um tema polêmico, que nos dias atuais, muito precisamos saber para que possamos manter sempre forte a Maçonaria.
E com isso, cabe-me alertar aos milhares de Irmãos espalhados pelo universo, sobre o peso das nove letras que formam a palavra JURAMENTO.
Essa promessa solene, a qual pronunciamos de livre e espontânea vontade em nossos mistérios, tem uma conotação simbólica, que paulatinamente ativa o subconsciente do iniciado, fazendo-o notar a responsabilidade e dever para com a instituição.
1. JURAMENTO OU COMPROMISSO?
"É AO HOMEM QUE COMPETE SUBIR PARA IR BUSCAR A CHAVE, POIS, DECERTO, NINGUÉM VIRÁ DEPOSITÁ-LA EM SUAS MÃOS, NESTE PLANETA”.
Nos chamados Ritos Maçônicos teístas o juramento substitui o compromisso adotado pela Maçonaria Moderna.
A pratica de jurar vem dos antigos maçons operativos medievais. Também, faço citar o juramento da maioria dos Ritos Contemporâneos, que mostram constantes ataques à Maçonaria. Apesar das variantes, permanecem ameaças e criticas a esse Sistema Teológico.
“PROMETO E JURO SOLENEMENTE AQUI NA PRESENÇA DE DEUS TODO PODEROSO E DIANTE DESTA RESPEITÁVEL ASSEMBLÉIA A QUAL REVERENCIO, QUE MANTEREI OCULTO..
..QUE MEU CORPO SEJA REDUZIDO A CINZAS E ESPALHADAS SOBRE A FACE DA TERRA, DE TAL MODO QUE NÃO RESTE A MENOR LEMBRANÇA MINHA ENTRE OS MAÇONS”. QUE DEUS ME AJUDE.
Masonry Dissected, 1930 – 2ª Edição, Samuel Prichard.
Pois bem, o objetivo desse juramento, era fazer o candidato gravar no inconsciente as suas responsabilidades e deveres, numa época em que a prática civil e criminal assim o estabelecia.
Mais tarde, na segunda edição da Constituição (1738) - o próprio Anderson, esclarece o propósito das ameaças, deixando claro que a solenidade do juramento nada acrescentava à obrigação, ou seja, o juramento obrigava por si só, existisse ou não a penalidade.
Fica claro que o segredo e o juramento remontam à Maçonaria dita Operativa. Quando juramos, estamos invocando a divindade como testemunha. Este juramento pode ser: ASSERTIVO – quando procura atestar a veracidade de uma
declaração; ou PROMISSÓRIO – quando atesta que alguém cumprirá uma promessa. Parece ser um antigo costume adotado pela Maçonaria teísta jurar com a mão levantada.
GÊNESIS, XIV, 22 – ABRAÃO, PORÉM, DISSE AO REI DE SODOMA: “LEVANTEI MINHA MÃO AO SENHOR, O DEUS ALTÍSSIMO, O POSSUIDOR DOS CÉUS E DA TERRA”.
DEUTERONÔMIO, XXXII, 40 - “PORQUE LEVANTEI A MINHA MÃO AOS CÉUS, E DIGO: EU VIVO PARA SEMPRE”.
Felizmente não adotamos o juramento solene prestado com a mão do promitente sobre os órgãos genitais do outro, considerado a fonte da vida, um objeto sagrado.
GÊNESIS, XXIV, 2 E 3 – “E DISSE ABRAÃO AO SEU SERVO, O MAIS VELHO DA CASA, QUE TINHA O GOVERNO SOBRE TUDO O QUE POSSUÍA: PÕE AGORA A TUA MÃO DEBAIXO DA MINHA COXA, PARA QUE EU TE FAÇA JURAR PELO SENHOR DEUS DOS CÉUS E DEUS DA TERRA, QUE TOMARÁS PARA MEU FILHO MULHER DOS CANANEUS NO MEIO DOS QUAIS EU HABITO”.
GÊNESIS, XLVII, 29 - “CHEGANDO-SE, POIS O TEMPO DA MORTE DE ISRAEL, CHAMOU A JOSÉ SEU FILHO, E DISSE-LHE: SE AGORA TENHO ACHADO GRAÇA EM TEUS OLHOS, ROGO-TE QUE PONHAS A TUA MÃO DEBAIXO DA MINHA COXA, E USA COMIGO DE BENEFICÊNCIA E VERDADE; ROGO-TE QUE ME NÃO ENTERRES NO EGITO”.
Finalmente é possível encontrar a idéia de que numa sociedade regenerada não há lugar para juramento, pois a palavra de um homem é suficiente.
MATEUS, V, 33 A 37 - ”OUTROSSIM, OUVISTES QUE FOI DITO AOS ANTIGOS: NÃO PERJURARÁS, MAS CUMPRIRÁS TEUS JURAMENTOS FEITOS AO SENHOR. EU, PORÉM, VOS DIGO QUE DE MANEIRA NENHUMA JUREIS: NEM PELO CÉU, PORQUE É O TRONO DE DEUS; NEM PELA TERRA, PORQUE É O ESCABELO DE SEUS PÉS; NEM POR JERUSALÉM, PORQUE É A CIDADE DO GRANDE REI; NEM JURARÁS
PELA TUA CABEÇA, PORQUE NÃO PODES TORNAR UM CABELO BRANCO OU PRETO. SEJA, PORÉM, O VOSSO FALAR: SIM, SIM, NÃO, NÃO, PORQUE O QUE PASSA DISTO É DE PROCEDÊNCIA MALIGNA”.
Portanto, vimos que o próprio livro da Lei Sagrada nos apresenta uma interpretação clara sobre a impropriedade do juramento, por que não adotar, plenamente, o compromisso como recomenda a Maçonaria Moderna?
Mais, os argumentos éticos a favor do compromisso no lugar do juramento, são contundentes, pois, a idéia de comprometer se liga ao conceito existencialista da filosofia, podendo se aplicar em um sentido amplo (como fundamento de toda existência humana) ou em um sentido mais estrito (como elemento fundamental do filósofo).
Portanto, esses dois conceitos são interligados, não podemos dissociar o interesse do filósofo da existência humana. E, comprometer-se filosoficamente significa vincular intimamente a teoria com a prática.
Recusar-se-á assumir o compromisso significa opor-se ao solicitado, recusando-se, portanto, a aceitar o ajuste, o polimento.
Ninguém deve-se comprometer, a menos que tenha compreendido a totalidade das proposições.
Exemplo histórico: A Constituição dos Estados Unidos nasceu do GRANDE COMPROMISSO DA CONVENÇÃO DE FILADÉLFIA, e não de juramento prestado por seus notáveis ideólogos, e ninguém duvida de que a América do Norte era uma terra de virtuosos protestantes.
2. JURAMENTO DE UNIÃO
“EU JURO POR AQUELE QUE REVELOU À NOSSA ALMA A TETRAKTIS QUE TEM EM SI A FONTE E A
RAIZ DA ETERNA NATUREZA”.
O juramento maçônico é um procedimento muito antigo que originou-se provavelmente das corporações de construtores de Catedrais ou Maçonaria Operativa.
Todo Aprendiz, de construção, quando se tornava Companheiro, fazia um juramento de união, declarando fidelidade, tanto no sentido de respeitar os Estatutos da Associação, como no de manter secretos os ensinamentos recebidos.
“O ESTATUTO DA ASSOCIAÇÃO DOS TRABALHADORES DE PEDRAS E PEDREIROS, NO SEU PARÁGRAFO 47, QUE DIZ: “NO ANO 1459, QUE QUATRO SEMANAS DEPOIS DA PÁSCOA, OS MESTRES E OS TRABALHADORES DESTA CORPORAÇÃO QUE ESTIVERAM EM RATISBONA (REGEMBURG), JURARAM FIDELIDADE SOBRE O LIVRO”.
Em Ratisbona foi construída uma Catedral, cujos trabalhos começaram no de 1275 e findaram-se em 1524.
Assim, como nas Corporações de Construtores, na Maçonaria Especulativa o juramento mantém-se no mesmo contexto; diferenciando apenas nas iniciações, onde os operativos iniciavam somente Companheiros, os especulativos iniciam Aprendizes.
Na Maçonaria Operativa os Aprendizes vinham livremente e passavam a ser observados por um período de cinco anos, para se tornarem Companheiros. Também tinha esta Maçonaria um único juramento o de (Companheiro). No ato da iniciação, o candidato deve prestar um compromisso solene, o qual deve ser contraído livremente sem reserva mental, ou seja, sem coação.
O ASPECTO PSICOLÓGICO
Antes, porém, de assumir a responsabilidade perante os demais e perante a Ordem em si, para o candidato é lida uma fórmula de juramento para que o mesmo possa refletir sobre ela e, decidir livremente sobre sua aceitação.
A cada um dos graus sucessivos em que se é iniciado, esse juramento de fidelidade é renovado, ou seja, faz-se um novo juramento para reforçar os laços de união fraternal.
Mas saliento que o mais importante deles é aquele prestado pela ocasião da iniciação na Ordem.
O juramento é sem dúvida, mais um símbolo transformador, e dos mais importantes no processo, pois, na medida em que se realiza, provoca alterações na esfera do subconsciente. É exatamente, nesse ponto que se cria o vínculo de fidelidade. O efeito transformador do símbolo do juramento é diretamente proporcional à perfeição da dramatização do processo iniciático em si.
O juramento, na iniciação é feito em duas oportunidades e, não por acaso, mas sim para realmente conseguir os efeitos desejados.
Primeiro, é aquele feito sobre a Taça das Libações ou Taça Sagrada, onde se bebe da bebida doce que se transforma em amarga, da boa e da má sorte. Nesse momento cria-se um clima emocional intenso, cujo objetivo é o de provocar uma sobrecarga dos sentidos, onde o paladar é extremamente afetado e a mente é confundida pelo esbravejar das palavras que invocam um sentido de culpa.
A salutar bebida que se transforma em um sutil veneno, a acusação feita de forma drástica nas palavras do VM.·.e a retirada do profano do altar, constitui, na verdade, os passos do processo de condenação por perjúrio. O amargor da bebida revela e constitui prova do flagrante delito, visto que a culpabilidade pelo perjúrio é mostrada plenamente pela alteração no semblante do profano, que tem os músculos faciais contraídos reflexamente.
Na seqüência, o esbravejar pronunciado pelo VM.·. pondo em dúvida a sinceridade e a pureza de caráter do iniciado, constitui a acusação do crime perjúrio e, ao ordenar impiedosamente que o profano seja retirado do oriente, está fazendo uma condenação por expulsão. Nesse ponto, são marcados na consciência do postulante os efeitos físicos e psicológicos resultantes de uma traição. Aqui o símbolo do juramento constitui sua parte significante, a qual mergulha no inconsciente onde irá exercer seu efeito à distância.
O drama constituído tem como objetivo criar o efeito psicológico da imprecação do juramento. Como se sabe, o juramento em si é um texto que constitui uma fórmula, uma declaração, que de certa forma é tão fria como um contrato no qual o elemento mais importante, a assinatura, é que dará condições para ações legais, caso não seja
cumprido.
No juramento não existe, no contexto atual, a marca do lápis, mas sim o testemunho de um trauma no subconsciente que traz a sombra negra do castigo que espreita vigilante em nossa alma.
Esse primeiro juramento por trauma psicológico constitui, de certa forma, uma preparação para a próxima e definitivo que virá em seguida, ou seja, ele faz com que o profano realmente entre em sintonia com aquilo que está realizando. É uma chamada de atenção para fazer emergir os elementos da razão onde tal fato fica gravado como lei.
A ESTRUTURA DO JURAMENTO
O juramento se constitui de três partes a considerar.
INVOCAÇÃO – É a parte que constitui o apelo, feito a entidade maior, o G.·.A.·.D.·.U .·. que testemunha o ato e, de certa forma, fica com o avalista. O homem tem em seu subconsciente, a imagem arquétipa do DEUS de (Moisés e Salomão). O cristianismo passou isso. Assim, o homem tem em DEUS, a imagem da vingança e do amor. Com isso, o ato de fidelidade além de seu valor funcional tem também agora um sentido sagrado. Este fato tem valor sublime na consciência das pessoas de boa formação moral e religiosa.
PROMESSA – Constitui o objeto do juramento. É a declaração daquilo que se impõe promessa e permite a aceitação ou não de seu conteúdo. Este conteúdo é algo elaborado com perspicácia procurando tirar o máximo do significado psicológico das palavras, onde atua no subconsciente o vínculo de cumplicidade, a lealdade perante DEUS e os Irmãos.
IMPRECAÇÃO – É o castigo a que será submetido, caso venha faltar com o compromisso assumido perante DEUS e os Irmãos. É a parte mais importante do ato, junto com a invocação, pois, sem ela o juramento em si não tem efeito algum.
Um maçom verdadeiro pode até por alguma razão abandonar seus companheiros de segredo, mais jamais desvelará seu conteúdo, porque tem o G.·.A.·.D.·.U.·.como avalista e, uma cicatriz profunda na alma que jamais será removida e, estará ali para sempre, para lembrá-lo de seu compromisso de fidelidade.
O juramento é um compromisso definitivo para quem o faz, não dá para voltar atrás, não é possível rescindi-lo, sem se tornar perjuro.
Para mostrarmos melhor a idéia das partes do juramento, reproduzo alguns trechos de um juramento, destacando-se as três partes.
INVOCAÇÃO – JURO E PROMETO DE MINHA LIVRE VONTADE E POR MINHA HONRA, EM PRESENÇA DO G.·.A.·.D.·.U.·. E DOS MEMBROS DESTA..
PROMESSA –.. NUNCA REVELAR OS MISTÉRIOS DA MAÇONARIA QUE ME VÃO SER CONFIADOS.. COMPROMETO-ME DEFENDER E PROTEGER MEUS IRMÃOS EM TUDO QUE PUDER E FOR NECESSÁRIO E JUSTO; PROMETO, AINDA, CONSERVAR-ME CIDADÃO HONESTO E DIGNO, AMIGO DA FAMÍLIA E NUNCA ATENTAR CONTRA NINGUÉM.. PROMETO SEGUIR AS LEIS E OS REGULAMENTOS DA ORDEM E SUAS DECISÕES LEGAIS..
IMPRECAÇÃO -.. CONSINTO, SE FALTAR COM MINHA PALAVRA EM SER EXCLUÍDO DA SOCIEDADE DE HOMENS DE BEM QUE VERÃO EM MIM UM ENTE SEM HONRA E SEM DIGNIDADE. ..QUE SEJA-ME A.·. L.·. E O P.·. C.·. ... O ASPECTO ESOTÉRICO A palavra juramento é derivada do latim, sacramentum, que significa sagrado, pois, o juramento é sagrado desde que a inovação seja feita a uma divindade como garantia.
Ao prestar juramento o profano o faz de forma Ritualística, no altar dos juramentos. Postando-se em frente ao altar, com o J.·. D.·. sobre o degrau deste, é assumida uma atitude de submissão, ou seja, de aceitação a uma lei maior. Significa concordância aos princípios da Ordem, uma devoção à causa que começa a abraçar e, ainda, uma
veneração ao G.·.A.·.D.·.U.·. Ao mesmo tempo, o espírito puro e limpo de devoto, recebe o fluxo de uma corrente energética, a qual atua como elo de ligação entre as energias da terra e do ar. Este apêndice de ligação é o fio que mostrará o caminho de saída das paixões materiais do EU inferior (Terra) rumo à estrela setenaria, plano
superior do EU (Ar), em busca do EU SOU.
Prosseguindo o J.·.E.·.permanece em forma de esquadro, simbolizando a fixidez, a estabilidade, a retidão, a firmeza de propósitos, que são os objetivos do juramento. A M.·.D.·.no livro da Lei, significa que o profano deve aceitar a verdade plenamente e por ela viver, porque o homem que não vive pela verdade jamais conseguirá sorver o
doce néctar da felicidade plena.
A aceitação da verdade é acessão da palavra divina, é entrar em sintonia com a consciência cósmica, o verbo transformador da individualização do EU, a lei natural da evolução do espírito. A M.·.E.·.no compasso (espírito), cujas pontas se apóiam no P.·. sobre o chakra correspondente, representam a harmonia que se estabelece com a centelha perdida na matéria do homem, com o espírito divino.
A união do corpo (matéria) com o compasso (espírito) nesse momento define a põe em sintonia dois planos: O humano, profano e consciente, com o sublime, sagrado e inconsciente, onde o elemento de comunicação é o símbolo.
O juramento como ato esotérico significa o princípio da abertura na janela da alma, que faz surgir os primeiros raios da luz que corta as trevas do EU (inferior) e que virá iluminar seus passados rumo ao EU (superior).
3. JURAMENTO OLVIDADO
SALMO 137, 5 E 6 – SE EU ME ESQUECER DE TI, Ó JERUSALÉM, ESQUERÇA-SE A MINHA DESTRA DA
SUA DESTREZA.
APEGUE-SE-ME A LÍNGUA AO PALADAR, SE ME NÃO LEMBRAR DE TI, SE NÃO PREFERIR JERUSALÉM À MINHA MAIOR ALEGRIA.
Pretendo aqui, chamar a atenção para o maçom que não vem cumprindo como era de se esperar, o juramento que solenemente prestou quando da sua iniciação.
Com a M.·.D.·. sobre o Livro da Lei e, ainda, diante de uma assembléia de maçons reunida em uma Loja Simbólica legal e regularmente constituída, declarou ELE alto, em bom som, de viva voz, aceitar e cumprir todas as obrigações perante a Ordem, bem como submeter-se ás penas a que estaria sujeito na hipótese de transgressão às
normas instituídas pela Constituição, Regulamento e Landmarks, ao qual estamos jurisdicionados.
Entendemos que se falta ao maçom o hábito do respeito à Ordem, à disciplina e não seja afeito a pratica de boas ações e da filantropia, não podemos esperar promissor futuro para esse tipo de homem que, enganadamente, pensou que seria um bom obreiro da Arte Real. Advindo a decepção, não adianta lamentarmos a perda de
tempo, do trabalho de convencimento e as frustradas tentativas visando à recuperação de um Irmão que caiu na vala comum, onde deliberadamente permanecem aqueles que intimamente negaram ou ainda negam os seus juramentos
sagrados, prestado solenemente.
Ao buscarmos identificar as causas do esvaziamento das Lojas Maçônicas, incidimos sempre num circulo vicioso, aonde vamos nos deparar, lá no ponto de encontro, com a sindicância.
No modelo atual de proposta para a admissão de novos candidatos, inclusive nas sindicâncias dá-se um valor extraordinário ao pronunciamento da esposa do candidato, se este é casado, que é questionada sobre a sua concordância sobre a pretensão do esposo em desejar ingressar na Maçonaria. O que não sabemos é se essa manifestação, quando favorável, nasce espontaneamente ou se sofre alguma manipulação.
Dessa forma, sendo a esposa cúmplice em face da sua anuência em ter um esposo maçom, compete a ela, por acréscimo, zelar por essa singular condição do companheiro, acompanhando a sua trajetória pelas atividades maçônicas, incentivando-o para que seja assíduo na freqüência aos trabalhos em Loja, podendo, inclusive, como esposa, integrar a uma das entidades paramaçônicas femininas, que estão realizando, excepcional trabalho filantrópico e de assistência aos menos favorecidos da nossa sociedade. Diante disso, não consentir que o esposo não perca seu entusiasmo pela causa maçônica, que o levou a eleger, como opção de vida, a convivência salutar entre homens livres e de bons costumes, devotados ao desenvolvimento e ao bem estar da humanidade, firmes no combate aos vícios e ao
obscurantismo.
O juramento do maçom, prestado diante do Livro da Lei, sintetiza uma promessa de vida austera, comprometida com a verdade e a justiça, jamais podendo ser esquecido por quem o fez solenemente, na presença espiritual do G.·.A.·.D.·.U.·. criador de todas as coisas.
“O HOMEM SÓ ALCANÇA A FELICIDADE QUANDO SEU SENTIMENTO ENTRA EM ACORDO COM SUA REALIDADE INTERIOR”. |