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A CRUZ


Irm. Luiz Diogo Ferraz, 73
Ceratiano
Loja Maçônica José Bonifácio
Or\ Curitiba-PR

 

A Cruz é um símbolo universal, pré-cristão e esteve associado às ciências iniciáticas e religiões antiquíssima, como as do antigo Perú, Egito, Índia, China, Japão, Coréia, Tibete, Babilônia, Assíria, Caldéia, Pérsia, Fenícia, Armênia, Argélia e aos habitantes pré-históricos da Bretanha, França, Germânia e América. Existe sob várias formas, sendo as principais: Astrônomica, da qual a “de Santo André X” é uma variante; Avástica, de braços iguais e projetadas em ângulos retos, semelhantes a dois Z maiúsculos entrelaçados; ela simboliza o movimento criador da energia cósmica, girando no sentido do Ocidente para o Oriente; Gamada, variante da anterior, porém assemelhando-se a quatro gamas (letra grega) reunidos; significa o movimento da energia destruidora e gira em sentido contrário ao da evástica; Grega, também chamada de Salomão, com os braços iguais e entrelaçados, simboliza a vida do Espírito Santo; Latina, com os três braços superiores mais curtos que o quarto, simboliza a vida do Filho (2a Pessoa da Trindade) e também pode ser formado com sete quadrados; Maltense, cujos braços iguais se alargam em forma de legue até suas extremidades, é símbolo da irradiação crescentede forças, Mormente no século XII em diante, tem sido a cruz identificada com o sofrimento e martírio e o castigo. Essa, porém, não foi sua idéia primitiva, que era a de tornar sagrado (sacrífifiu = sacer, sagrado + a de amor divino, eu autuista, que alegremente se dá aos demais. Por isso, desde os tempos primevos simbolizou a cruz o ato de Deus, o Absoluto, limitando-se para condicionar-se à relatividade do tempo e do espaço e engendar um universo para o nascimento, crescimento e aperfeiçoamento de seus filhos. (Fonte de pesquisa: Revista do Pensamento - J. Gervásio de Figueiredo) Como vemos a Cruz é um dos símbolos máximos do Cristianismo, ela já existia a muitos milênios e com diversos formatos e cada formato tinha um elevado significado simbólico de cunho religioso e espiritual.

As formas mais comuns de cruz cristã são: 1. cruz grega, tipo preferido na arquitetura sacra bizantina; 2. cruz latina (cruz immissa), tipo predominante na arquitetura religiosa ocidental da Idade Média; 3. cruz em T ou de Santo Antônio (cruz commissa), em geral suplício para os ladrões; 4. cruz de São Pedro, crucificado de cabeça para baixo; 5. cruz de Santo André, em que foi crucificado o apostólo Santo André; 6. cruz em forquilha; 7. cruz de Lorena; 8. cruz egípcia (cruz ansata), originalmente símbolo egípcio da vida; 9. cruz pontifícia, cujos braços transversais, correspondem ao sacerdote, mestre, pastor; 10. cruz de Constantino, monograma de Cristo formado pelas letras gregas X (chi) e P (rho), iniciais da palavra CHRistus; 11. cruz russa, cuja barra transversal representa provavelmente o supedâneos; 12. cruz repetida, cujos braços também reproduzem cruzes; 13. cruz de muletas (os 4 braços) são em forma de muleta; 14. cruz de âncora; 15. cruz trigólia; 16. cruz de Malta ou de São João; 17. cruz de árvore (árvore da vida com flores, folhas e frutos); 18. cruz em ramos.

Cruzeiro - Superfície quadrada ou retangular que resulta do cruzamento do corpo longitudinal com o transepto. No Românico torna-se a unidade de medida do sistema de tramos quadripartido. Leva o nome de cruzeiro separado se for de planta quadrada e dividido pela nova nave central, pelos braços for transepto e do coro, que têm todos a mesma altura (só século IX em diante) através de arcos do cruzeiro,apoiados, por sua vez, em pilares do cruzeiro. O exemplo mais antigo que até se conservou é St. Michel de Hildesheim, 1010-33. Os arcos do cruzeiro reduzido têm os vértices de alturas variadas e/ou se apóiam em mísulas que estão fora dos pilares do cruzeiro, restringindo consideravelmente a passagem. O cruzeiro pode ser evidenciado externamente por uma torre campanária ou por uma cúpula.